-
Suécia vota em eleições acirradas com extrema direita em busca do governo
-
'Segunda chance': sobrevivente do Nepal relata sua odisseia preso em um túnel
-
Trump encerra visita à Irlanda após seu controverso apoio à reunificação do país
-
OpenAI anuncia que não abrirá seu capital este ano
-
Cúpula do Brics defendeu a cooperação econômica e o crescimento global 'inclusivo'
-
張國榮70歲誕辰音樂會西九舉行 唐鶴德錄音致意
-
鏈球選手周柏言身形被質疑 教練指出其香港青年紀錄成績
-
ONU alerta que mais de 2.000 pessoas já fugiram do Iêmen para Djibuti
-
iPhone 18預購後出現可疑扣款 四間銀行調查未授權交易
-
Seis mortos e mais de 100 desaparecidos após naufrágio de balsa na Indonésia
-
《浪花男女》辦特別謝票場 馮志強談票房與導演客串拍攝
-
Enel é autuada por Procon após falha de energia no Shopping Plaza
-
Galaxy Tab S12系列效果圖曝光 Ultra擬配雙鏡頭及瀏海螢幕
-
Mãe de Daniel Vorcaro busca doações para pagar contas com recursos bloqueados
-
Viés estético: como a beleza das borboletas europeias determina o seu destino na conservação
-
اليورو يستقر في البنوك المصرية وأعلى سعر للبيع 59.85 جنيه
-
بزشكيان يؤكد رفض الاستسلام وسلطات إيران تعلن مقتل شخص في استهداف سفينة
-
حمزة قورقماز يناقش العلاقة بين وضوح المبادئ واحترام الاختلاف
-
فليك يضم حمزة عبد الكريم إلى قائمة برشلونة بعد أربعة أهداف في الإعداد
-
الأرصاد السعودية تتوقع سيولاً وأمطاراً رعدية في خمس مناطق
-
ستاندرد آند بورز تثبت تصنيف السعودية عند A+
-
دول عربية ومنظمات تدين استهداف خط أنابيب في السعودية
-
Houthis anunciam ataque contra base saudita após novos combates com forças do Iêmen
-
'Estou bem': Céline Dion renasce nos palcos de Paris
-
Rybakina vence Sabalenka e conquista seu primeiro US Open
-
Com gol de Bruno Guimarães, Arsenal vence Sunderland e mantém início perfeito no Inglês
-
Com 2 de Mbappé, Real Madrid goleia Rayo Vallecano no Espanhol
-
Forças do governo iemenita atacam houthis na costa do Mar Vermelho
-
Documentário israelense sobre ataques contra civis em Gaza ganha Prêmio Especial do Júri em Veneza
-
Banco Master, o escândalo financeiro que abala a campanha presidencial
-
Brasileiro Guto Miguel perde final do US Open juvenil
-
Premiados no 83º Festival de Cinema de Veneza
-
Dinamarquesa May el-Toukhy ganha Leão de Ouro em Veneza com drama histórico 'Woman Unkown'
-
Milan busca empate no 2º tempo e interrompe série de vitórias da Lazio
-
França minimiza hipótese de ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Gigantes da IA concordam em frear seu desenvolvimento
-
Incêndio em lar de idosos no Chile deixa 16 mortos
-
Zelensky disposto a se reunir com Putin no G20, mas Moscou recusa
-
Trump diz que unificação da Irlanda seria 'fantástica'
-
Monaco empata com Strasbourg e interrompe sequência 100% no Francês
-
Incêndio em balsa nas Filipinas deixa 76 mortos
-
'O Segredo de Widow's Bay' e 'The Pitt' chegam como favoritos ao Emmy
-
França investiga possível ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Zelensky está disposto a se reunir com Putin no G20 em Miami
-
Raphinha está "em outro nivel", destaca Hansi Flick
-
Freiburg é o novo líder do Campeonato Alemão; Dortmund segue 100%
-
Conselho de Supervisão da Meta pede que verificação não seja substituída por 'Notas da Comunidade'
-
Guerra no Oriente Médio 'não atende aos interesses comuns', denuncia Xi em reunião do Brics
-
Trump chega à Irlanda para torneio de golfe e reuniões de alto nível
-
PF investiga Flávio Bolsonaro por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro
Vencedora do Nobel da Paz, Mohammadi critica 'regime religioso, tirânico e misógino' do Irã
A ativista iraniana Narges Mohammadi, atualmente presa em seu país, criticou neste domingo (10) o "regime religioso tirânico e misógino" do Irã, em um discurso lido por seus filhos, que receberam o prestigiado Prêmio Nobel da Paz em seu nome em Oslo.
Mohammadi, que protesta contra o uso obrigatório do véu para as mulheres e a pena de morte no Irã, foi presa e condenada inúmeras vezes nas últimas décadas. Desde 2021, ela está detida no presídio de Evin, em Teerã, por isso não pôde receber o prêmio pessoalmente.
Seus gêmeos de 17 anos, Ali e Kiana, vestidos de preto, receberam o prêmio durante a cerimônia na Prefeitura da capital norueguesa e leram um discurso que ela conseguiu transmitir da prisão.
"Sou uma mulher do Oriente Médio, de uma região que, embora seja herdeira de uma civilização rica, está atualmente presa na guerra e é vítima das chamas do terrorismo e do extremismo", disse ela em sua mensagem, escrita "por detrás dos muros altos e frios de uma prisão".
"Sou uma mulher iraniana que se sente orgulhosa e honrada por contribuir para esta civilização, que hoje é vítima da opressão por um regime religioso, tirânico e misógino", acrescentou, exortando a comunidade internacional a fazer mais pelos direitos humanos.
Na sua ausência, um assento permaneceu simbolicamente vazio, coroado pelo seu retrato.
A ativista, de 51 anos, foi nomeada vencedora do Prêmio Nobel da Paz em outubro "por sua luta contra a opressão das mulheres no Irã e para promover os direitos humanos e a liberdade para todos".
Ela é uma das principais figuras do movimento de protesto "Mulher, Vida, Liberdade" no Irã, desencadeado pela morte sob custódia policial no ano passado de Mahsa Amini, uma mulher curda iraniana de 22 anos detida por supostamente violar o rígido código de vestimenta para as mulheres.
"O hijab obrigatório imposto pelo governo não é uma obrigação religiosa nem um modelo cultural, mas um meio de controlar e subjugar toda a sociedade", reiterou Mohammadi neste domingo, chamando-o de uma "vergonha governamental".
No discurso lido perante a família real norueguesa, a ativista descreveu uma República Islâmica "essencialmente alheia a seu 'povo'", denunciando a repressão, a subjugação do sistema judicial, a propaganda e a censura, o nepotismo e a corrupção.
- Do calibre de Mandela -
Enquanto Oslo celebrava o seu prêmio, Mohammadi iniciou uma greve de fome em solidariedade com a comunidade bahá'í, a maior minoria religiosa do Irã, que afirma ser discriminada em muitas esferas da sociedade.
A iraniana é a quinta vencedora em mais de 100 anos de história do Prêmio Nobel da Paz que recebe o prêmio privada da sua liberdade, depois do alemão Carl von Ossietzky, da birmanesa Aung San Suu Kyi, do chinês Liu Xiaobo e do bielorrusso Ales Bialiatski.
"A luta de Narges Mohammadi pode ser comparada [...] à de Albert Lutuli, Desmond Tutu e Nelson Mandela [todos também receberam o Prêmio Nobel], que durou mais de 30 anos antes do fim do regime do apartheid na África do Sul", declarou a presidente do Comitê Nobel, Berit Reiss-Andersen.
"As mulheres do Irã lutam contra a segregação há mais de 30 anos. O seu sonho de um futuro melhor acabará se tornando realidade", disse ela.
Os seus dois filhos estão exilados na França desde 2015 e não veem a mãe há mais de oito anos. Nenhum deles sabe se a verá viva novamente.
"Pessoalmente, sou bastante pessimista", confessou Kiana. "Talvez eu a veja daqui a 30 ou 40 anos, mas se não, acho que nunca mais a verei. Mas tudo bem porque minha mãe sempre estará comigo em meu coração e com a minha família."
Seu irmão, Ali, estava "muito, muito otimista". "Acredito na nossa vitória", disse ele.
Os protestos no Irã após a morte de Amini foram duramente reprimidos. De acordo com a ONG Iran Human Rights (IHR), 551 manifestantes, incluindo dezenas de mulheres e crianças, foram mortos pelas forças de segurança e outros milhares foram detidos.
Os pais e o irmão de Mahsa Amini iriam receber o Prêmio Sakharov, atribuído postumamente à jovem, em uma cerimônia na França neste domingo.
No entanto, foram impedidos de viajar pelas autoridades iranianas, disse o seu advogado na França.
"O povo iraniano, com perseverança, superará a repressão e o autoritarismo", disse Mohammadi. "Não duvide, é uma certeza".
Os prêmios Nobel nas restantes disciplinas (literatura, química, medicina, física e economia) também serão entregues neste domingo, em Estocolmo na Suécia.
O.Norris--AMWN