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Ministro colombiano diz que 'suspenderá' extradições aos EUA de guerrilheiros negociadores da paz
O novo ministro da Justiça da Colômbia, Eduardo Montealegre, garantiu nesta quinta-feira (26), em entrevista à AFP, que o governo de Gustavo Petro "suspenderá" as extradições aos Estados Unidos de guerrilheiros vinculados ao narcotráfico e que negociam a paz, em meio ao distanciamento com Washington.
O presidente de esquerda enfrenta recordes na produção de cocaína e a pior onda de violência em uma década na Colômbia, devido à ação de grupos ilegais como guerrilhas e cartéis, que se financiam com o narcotráfico.
A oposição e especialistas criticam Petro por sua suposta falta de rigor com algumas organizações que negociam sua desmobilização, faltando três meses para os Estados Unidos decidirem se renovam a certificação à Colômbia como aliado na luta antidrogas.
No contexto dessa questionada política de paz, Montealegre disse que a decisão do governo é suspender as extradições dos chefões do tráfico vinculados a esses diálogos.
"A regra geral é" que se "suspenderá" a extradição de "quem colabore efetivamente [com o processo de paz], seja na insurgência, sejam nas organizações à margem da lei", disse o ministro em uma entrevista em Bogotá.
Montealegre assegurou que o governo já suspendeu as extradições de dois traficantes que estão vinculados aos diálogos de paz, sem detalhar seus nomes. Um deles foi "HH", comandante de uma facção dissidente da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e o outro, segundo a imprensa, é "Mocho Olmedo", um dissidente da extinta guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Montealegre, um ex-promotor e magistrado que apoiou os processos de paz que desmobilizaram a cúpula paramilitar em 2006 e as Farc em 2016, chegou ao Ministério da Justiça este mês, após a saída abrupta de sua antecessora Ángela María Buitrago.
A ex-ministra denunciou "pressões" do governo, como a assinatura de um documento contra a extradição de um líder guerrilheiro solicitada pelos Estados Unidos.
- 'Preocupação' -
Um dos maiores desafios de Montealegre, de 67 anos, é levar adiante a política que Petro batizou de "Paz Total".
Vestindo gravata rosa e camisa azul, ele explica em seu novo gabinete que o governo vai antepor "as necessidades de paz" na Colômbia sobre os pedidos de extradição dos Estados Unidos, embora isso irrite o seu maior parceiro militar.
"Trata-se de obter o mesmo fim por diversos caminhos [...], desarticular o crime organizado, acabar com o narcotráfico", sustentou.
Se os diálogos finalmente fracassarem, o ministro assegurou que os criminosos solicitados pelos Estados Unidos serão extraditados "imediatamente".
Se Donald Trump não renovar o status da Colômbia como aliado antidrogas, as Forças Armadas do país sul-americano deixarão de receber centenas de milhões de dólares.
Para ter acesso ao benefício da não extradição, os membros de grupos ilegais devem demonstrar sua vontade de desarmamento, de cessar a violência e apoiar a substituição dos cultivos de coca, a principal matéria-prima da cocaína.
O ministro prometeu um controle rigoroso "para evitar que pessoas que queiram simplesmente debochar da justiça internacional entrem em processos de paz".
Recentemente, uma investigação do meio de comunicação Noticias Caracol revelou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou sua "preocupação" ao Ministério Público colombiano pela decisão de Petro de suspender as extradições.
A Colômbia é o país de América Latina que recebe mais recursos do governo americano para financiar a luta contra o narcotráfico e as guerrilhas.
Segundo a ONU, a produção de cocaína e o número de hectares de coca na Colômbia alcançaram seu máximo histórico em 2023.
- 'Injusta' -
Para Montealegre, a perda do status de aliado antidrogas dos Estados Unidos seria "injusta", mas reconheceu que essa possibilidade lhe "preocupa".
"Não há país no mundo que faça mais esforços que a Colômbia na luta contra o narcotráfico. Esforços que fizemos conjuntamente com os Estados Unidos."
O também advogado especialista em direito penal ressaltou a dificuldade de negociar a paz com grupos insurgentes que se financiam com o narcotráfico.
A imprensa colombiana denunciou recentemente um suposto tratamento diferenciado a líderes guerrilheiros, como proteção em apartamentos de Bogotá. Montealegre defendeu esse mecanismo como "legítimo" para se chegar à paz.
Com poucos avanços nas negociações e a menos de um ano e meio de sua saída do poder, o presidente Petro está longe do objetivo de desarticular todos os grupos armados.
D.Cunningha--AMWN