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Ex-vice-presidente do Equador recebe nova condenação por corrupção
A Justiça do Equador proferiu nesta segunda-feira (30) uma nova sentença por corrupção contra o ex-vice-presidente Jorge Glas, desta vez uma pena de 13 anos de prisão.
Glas foi preso em abril de 2024, durante uma operação policial na embaixada do México em Quito, onde ele estava refugiado. A condenação em primeira instância pode ser contestada pelo ex-vice-presidente, 55, que ocupou o cargo entre 2013 e 2017, durante o governo do socialista Rafael Correa.
Glas já passou vários anos na prisão e ainda não cumpriu a pena acumulada de oito anos por outros dois casos de corrupção, um deles relacionado ao esquema de propina envolvendo a Odebrecht.
No caso de hoje, Glas foi julgado por peculato quando liderava um comitê para realizar obras de reconstrução após um terremoto que atingiu em 2016 as províncias costeiras de Manabí e Esmeraldas. "Impõe-se a pena máxima" pelo crime de peculato, anunciou a juíza Mercedes Caicedo, em uma sala da Corte Nacional de Justiça, com sede em Quito.
A mesma pena recebeu o então secretário técnico do comitê governamental, Carlos Bernal, que, juntamente com Glas, terá que pagar uma multa de US$ 250 milhões (R$ 1,4 bilhão). Os dois foram declarados coautores do peculato, segundo a juíza.
Glas cumpria pena por corrupção desde 2017, mas foi libertado em 2022 graças a um habeas corpus, posteriormente revogado. Em dezembro de 2023, antes de a Justiça ditar uma ordem de prisão, o ex-vice-presidente refugiou-se na embaixada do México, que lhe concedeu asilo.
Glas foi preso em abril de 2024, durante uma operação policial na embaixada mexicana, o que deu origem a uma disputa diplomática entre os dois países.
M.Fischer--AMWN