-
Iranianos que fugiram do 'inferno' acompanham a guerra no exílio
-
Cinco momentos importantes da 98ª edição do Oscar
-
'Uma Batalha Após a Outra' é o grande vencedor do Oscar
-
'Valor Sentimental', da Noruega, ganha Oscar de Melhor Filme Internacional
-
'Uma Batalha Após a Outra' leva o Oscar de Melhor Filme
-
Oscar: últimas novidades
-
México bate recorde mundial de maior aula de futebol
-
Sinner vence Medvedev e conquista seu 1º título de Masters 1000 de Indian Wells
-
Milan perde para Lazio (1-0) e deixa líder Inter escapar; Como vence Roma
-
Extrema direita avança nas eleições municipais na França; esquerda lidera em Paris
-
Richarlison marca no fim e Tottenham arranca empate contra Liverpool; United vence Villa
-
Stuttgart vence Leipzig (1-0) e segue na luta por vaga na Champions
-
Sabalenka vence Rybakina de virada e conquista seu 1º título de Indian Wells
-
Bayern de Munique fica sem goleiros após lesão de Ulreich
-
Extrema-direita avança no sul da França nas eleições municipais
-
Verstappen volta a criticar versão de 2026 da F1: "é uma piada"
-
Djokovic desiste do Masters 1000 de Miami devido a lesão no ombro
-
Lyon empata com Le Havre (0-0) e chega a seu 4º jogo seguido sem vencer na Ligue 1
-
Com 3 de Raphinha, Barça vence Sevilla (5-2) e volta a abrir 4 pontos na liderança
-
Irã adverte que guerra se ampliará se outros países intervirem
-
Franceses votam em eleições municipais a um ano das presidenciais
-
Mbappé volta aos treinos do Real Madrid antes da visita ao Manchester City
-
Com 2 gols brasileiros, United vence Aston Villa (3-1) e se consolida em 3º no Inglês
-
Bolsonaro tem melhora da função renal, mas segue sem previsão de alta
-
Equador inicia 15 dias de operações antidrogas com apoio dos EUA
-
Chanceler do Irã 'não vê nenhuma razão' para negociar' com EUA
-
Forças israelenses matam duas crianças e seus pais na Cisjordânia
-
Zelensky denuncia 'chantagem' europeia para reabrir oleoduto que transporta petróleo russo
-
Uefa anuncia cancelamento da Finalíssima entre Argentina e Espanha
-
Irã adverte que se outros países intervierem a guerra se ampliará
-
Chegou o Oscar: 'Uma Batalha Após a Outra' e 'Pecadores' travam o último duelo
-
Trump diz que ainda não há condições para acordo com Irã
-
Kimi Antonelli (Mercedes), de 19 anos, vence GP da China de F1
-
Alcaraz perde para Medvedev nas semis de Indian Wells, sua 1ª derrota do ano
-
Real Madrid vence Elche (4-1) e coloca pressão sobre líder Barça
-
Arsenal vence Everton (1-0) e acelera rumo ao título; City não consegue seguir ritmo
-
Sinner vence Zverev e vai disputar sua 1ª final de Indian Wells
-
Atlético de Madrid vence Getafe (1-0) e reassume 3º lugar no Espanhol
-
Arsenal derrota Everton (1-0) e acelera rumo ao título; Newcastle vence Chelsea
-
Trump diz que outros países 'devem se ocupar' da segurança do Estreito de Ormuz
-
Lens é derrotado na visita ao Lorient (2-1) e perde chance de tomar liderança do PSG
-
Inter de Milão tropeça em casa contra Atalanta (1-1)
-
Perdas humanas na guerra do Oriente Médio
-
Bolsonaro segue estável, mas sua função renal piorou
-
Embaixada dos EUA é atacada e bombardeios a grupo pró-Irã matam três no Iraque
-
Bayern de Munique arranca empate (1-1) contra Leverkusen; Dortmund vence, mas continua distante
-
Trump quer envolvimento internacional para garantir tráfego no Estreito de Ormuz
-
Ministro do Esporte da Rússia defende reintegração de atletas, hino e bandeira nos Jogos Paralímpicos
-
Israel afirma que guerra contra Irã entra em 'fase decisiva'
-
Defesa Civil de Gaza reporta seis mortos em ataques israelenses
Turcos LGBTQIA+ temem projeto de lei considerado repressivo
"Se esta lei for aprovada, ameaçará a nossa existência", explica Florence, drag queen que teme que as autoridades realizem um novo golpe contra a comunidade LGBTQIA+ da Turquia, enquanto se prepara para subir ao palco em um clube em Istambul.
Um projeto de emenda ao código penal, proposto pelo governo islâmico-conservador turco, permitiria a perseguição de pessoas membros da comunidade LGBTQIA+ por comportamentos considerados "contrários ao sexo biológico e a moral geral", assim como por sua "promoção".
Com um vestido preto e peruca loira, Florence Konstantina Delight - seu nome artístico -, de 27 anos, desenha um bigode azul sobre sua maquiagem e se prepara para começar a longa noite na boate.
"Esta noite é Halloween, o dia mais seguro do ano para artistas drag", conta Florence, que pediu à AFP o uso do pronome neutro "elu" para a sua identificação.
De bar em bar, sua noite começa com um turno como DJ antes de performar como drag queen.
"Comecei a me vestir como mulher há oito anos, durante meus estudos, como uma forma de expressar os meus sentimentos", conta Florence. "Mas eu larguei a universidade, o campus estava cheio de policiais e eu não gosto dos uniformes", relembra.
Hoje os uniformes lhe dão ainda mais medo. "Esta lei ameaça a nossa existência como pessoas LGBTQIA+. Estão brincandi com as nossas vidas. Isso levará alguns ao suicídio", afirma.
O texto, que deveria ser apresentado ao Parlamento antes do fim do ano, também prevê aumentar de 18 para 25 anos a idade mínima para qualquer cirurgia de transição e restringir o acesso a cuidados médicos neste marco.
- "Movimento Desviante" -
A comunidade LGBTQIA+ costuma estar na mira do presidente Recep Tayyip Erdogan, que a responsabiliza pelo declínio demográfico do país.
Para o mandatário, o comportamentos LGBTQIA+ "importados por pessoas de outros países" são "perversões", uma "ideologia desviante" e uma "praga" que ameaça a família e os valores turcos.
A homossexualidade, no entanto, não é proibida na Turquia. Foi descriminalizada em 1858, durante o Império Otomano. Mas segue sendo submetida a um estigma social e, desde a chegada do partido AKP ao poder, em 2002, os discursos LGBTfóbicos se intensificaram.
Desde 2015, a marcha do Orgulho LGBTQIA+ é regularmente proibida e reprimida.
No final de outubro, várias associações se mobilizaram contra o projeto de lei, que "viola a dignidade humana", segundo a organização Human Rights Watch (HRW).
Entretanto, as manifestações foram proibidas, especialmente em Istambul.
"Esta lei prevê de um a três anos de prisão por motivos vagos. Podem te condenar por sua aparência ou simplesmente por ser LGBTQIA+", denuncia Irem Gerkus, ativista de direitos humanos, durante uma reunião na Associação de Direitos Humanos para denunciar a lei.
Ogulcan Yediveren, jovem diretor da ONG Spod, que oferece apoio médico e psicológico a pessoas LGBTQIA+, vê neste projeto uma tentativa de "restringir sua presença em espaço público".
"O Ministério da Família estabelece objetivos que vão diretamente contra as pessoas LGBTQIA+ e dispõe de um orçamento reforçado. Já não é só um discurso de ódio dos políticos, é uma verdadeira política de Estado", denuncia.
Em Istambul, cidade considerada liberal, há cada vez menos espaços de encontro para a comunidade LGBTQIA+. Vários bares e boates fecharam nos últimos meses após as rondas policiais no meio da noite.
Entre duas boates, Florence corre pelas ruelas do bairro de Taksim, evitando olhares e com a escolta dos amigos, enquanto se dirige para seu próximo show com peruca e vestido brilhoso.
Talvez esta seja uma das últimas apresentações de Florence, que está pensando em deixar a Turquia: "Pensei várias vezes, mas sempre mudava de ideia. Desta vez, quero ir embora para sempre. Sinto-me cada vez mais só. Muitos dos meus amigos já foram embora".
D.Kaufman--AMWN