-
Espanha de Yamal inicia busca pelo título mundial contra estreante Cabo Verde
-
Brasil de Ancelotti confirma receios nos EUA
-
Três mortos em bombardeios israelenses no sul de Beirute
-
Ofensiva russa perde força apesar dos bombardeios contra a Ucrânia
-
Após estreia discreta do Brasil, Alemanha entra em campo na Copa do Mundo
-
Suíça rejeita teto migratório, segundo primeiras estimativas
-
Fifa é responsável pelo respeito à bandeira do Irã, diz presidente da Federação Iraniana
-
Austrália derrota a Turquia por 2-0 pelo Grupo D
-
Curaçao espera "complicar a vida" da Alemanha na estreia na Copa do Mundo
-
Jalen Brunson (Knicks) é eleito MVP das Finais da NBA
-
New York Knicks vence Spurs na final e conquista seu 1º título da NBA após 53 anos
-
Escócia sofre mas vence Haiti (1-0) e lidera Grupo C, do Brasil
-
Neuer será titular no gol da Alemanha contra Curaçao, diz técnico Julian Nagelsmann
-
Com estreia do Brasil, Copa do Mundo invade Nova York enlouquecida pelos Knicks
-
"Não se ganha a Copa do Mundo no primeiro jogo", diz Ancelotti
-
Com Memphis, seleção holandesa estreia na Copa contra Japão sem capitão
-
'Não tem muito o que falar, é trabalhar', diz Vini Jr. após empate do Brasil com Marrocos
-
Candidatos presidenciais na Colômbia encerram campanhas com comícios no fim de semana
-
Brasil empata com Marrocos (1-1) em sua estreia na Copa do Mundo de 2026
-
Vitinha destaca 'qualidade' de Portugal, mas descarta favoritismo na Copa
-
Equador pode gerar 'perigo a qualquer momento', alerta técnico da Costa do Marfim
-
Catar arranca empate nos acréscimos com Suíça (1-1) na Copa do Mundo
-
Argentina faz primeiro treino com zagueiro Marcos Senesi
-
Calor extremo põe à prova preparativos da França para Copa do Mundo
-
Uruguai aposta na 'intensidade' para estreia na Copa contra a Arábia Saudita
-
Kane destaca 'excelente preparação' da Inglaterra para estreia na Copa contra a Croácia
-
Presidente da FIA quer carros mais leves e menos caros na F1
-
De Minaur avança à final do ATP 250 de 's-Hertogenbosch; Medvedev cai nas semis
-
Raducanu lutará pelo título em casa contra Vekic na final do torneio de Queen's
-
Shelton e Fritz farão final 100% americana em Stuttgart
-
Astro da NBA James Harden é preso em Houston por porte ilegal de arma
-
Trump afirma que acordo com Irã será assinado no domingo e Ormuz permanecerá aberto
-
Curaçao estreia na Copa do Mundo desafiando dois gigantes: Alemanha e Neuer
-
Roubo de material de treino da Inglaterra em Kansas City está sob investigação oficial
-
Serena Williams disputará as duplas com Karolina Muchova no Aberto de Berlim
-
Remoção do nome de Trump da fachada do Kennedy Center é concluída
-
Reis da Suécia celebram bodas de ouro
-
George Russell faz a pole do GP de Barcelona-Catalunha de F1
-
Luka Modric, o rosto eterno da Croácia
-
Anthropic suspende acesso à sua IA mais poderosa por ordem do governo dos EUA
-
Harry Kane, artilheiro e capitão insubstituível da Inglaterra
-
Governo de Gana protesta contra visto canadense negado a Thomas Partey
-
Paquistão afirma que Irã e EUA estão próximos de acordo de paz
-
Russell lidera treinos livres no GP de Barcelona-Catalunha de F1
-
Brasil entra em campo na Copa do Mundo em meio a dúvidas
-
Acordo de paz EUA-Irã provavelmente será finalizado em 24 horas, diz Paquistão
-
Juiz nega recurso para impedir retirada do nome 'Trump' do Kennedy Center
-
Argentino Martín Anselmi é o novo técnico do Elche
-
Polícia dos EUA investiga roubo de material de treino da Inglaterra
-
Pulisic descarta lesão grave após ser substituído na vitória sobre o Paraguai
Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais
Policiais protestam, nesta quarta-feira (11), na cidade argentina de Rosário, assolada pelo crime, exigindo melhores salários e atenção à saúde mental. É o terceiro dia consecutivo da manifestação em frente à sede da polícia, com pneus queimados e sob o som ensurdecedor das sirenes.
A rebelião começou na segunda-feira, quando dezenas de agentes e seus familiares se reuniram em frente ao departamento de polícia de Rosário e foram dispersados em meio a empurrões pelos próprios colegas, o que acirrou as tensões.
Com salários em torno de 600 dólares (cerca de 3.120 reais) por mês, o que os obriga a fazer horas extras, reivindicam atenção à saúde mental, em meio ao cenário de muita exigência e poucos recursos para manter a segurança na cidade que tem os maiores índices de criminalidade da Argentina.
Uma centena de policiais da província de Santa Fé, à qual pertence Rosário, se reuniu nesta quarta-feira em frente à sede, diante da qual se erguia uma coluna de fumaça densa e preta pela queima de pneus. "Chega de ser apenas um número, justiça pelos que já não estão aqui", dizia um cartaz.
Em frente, caravanas de viaturas e motos policiais soavam suas sirenes.
"Os policiais estão muito estressados de tanto trabalhar. Saem do plantão e fazem horas adicionais. A cabeça não aguenta, o corpo não aguenta", disse à AFP Yamile, empregada doméstica e filha de um policial que não quis dar o sobrenome.
Ela reivindica "apenas um salário digno para que possam ao menos pagar pelos alimentos sem ter que fazer hora extra".
O governo anunciou na terça-feira que 20 agentes foram suspensos em decorrência do protesto, e solicitou que entregassem as armas e o colete à prova de balas. Mas os manifestantes afirmam que mais de 60 foram punidos.
O ministro da Segurança da província, Pablo Cococcioni, cedeu nesta quarta-feira, ao anunciar a reintegração dos policiais suspensos, prometeu atualizar os salários e garantiu que as autoridades estão trabalhando para "reforçar os programas de saúde mental", como pediam os manifestantes.
Mas o protesto continuou. "O efetivo vai permanecer no local até vermos como vai ficar a questão do salário", declarou o oficial Sebastián Izquierdo à AFP.
"Não se chegou a nenhum acordo" sobre salários, disse aos jornalistas Gabriel Sarla, ex-policial e advogado que atua como intermediário por parte dos manifestantes.
No meio do dia, o chefe de polícia Luis Maldonado saiu das instalações da sede policial, mas foi interpelado e empurrado pelos manifestantes. "Renuncie!", exigiam entre insultos.
- Suicídios -
A fagulha se acendeu na semana passada após a morte do suboficial Oscar Valdez, de 32 anos, o mais recente de uma série de suicídios dentro das forças policiais de Santa Fé.
Outros oficiais disseram à AFP sob anonimato que, além da sobrecarga de trabalho, precisam pagar pela internet de seus escritórios, seus uniformes e até munições.
"Eles têm que comprar a roupa, as balas, tudo isso é real", contou Yamile.
Entre os manifestantes que fizeram vigília da noite de terça para quarta estava Néstor, um policial aposentado de 68 anos que não deu o sobrenome e disse à AFP que seu neto, também policial, se suicidou em maio de 2025.
Ele foi "empurrado por este sistema corrupto que existe, por tantas pressões, pessoais e institucionais também: que o dinheiro não é suficiente, que é preciso fazer horas extras, que existe uma família para sustentar", afirmou.
Os manifestantes carregavam um cartaz que dizia "sem salários dignos não há saúde mental" e outro em forma de cruz com cerca de 20 nomes de policiais que se suicidaram ou morreram em serviço.
Situada às margens do rio Paraná, a 300km de Buenos Aires, Rosário é a terceira maior cidade do país, com 1,3 milhão de habitantes, e um dos maiores portos agroexportadores do mundo.
Contudo, ficou conhecida pela violência do tráfico de drogas e ocupou manchetes na imprensa pelas ameaças a jogadores de futebol nascidos na cidade, como Ángel Di María e Lionel Messi, ou contra seus familiares.
Com uma taxa de homicídios de 5,7 para cada 100.000 habitantes, Santa Fé lidera as estatísticas a nível nacional. Porém, os números mostram uma melhora clara nos últimos dois anos, após terem rondado os 20 para cada 100.000 na década passada.
L.Harper--AMWN