-
Estocolmo faz experimento com cafeteria totalmente gerida por IA
-
MBDA e Safran lançam primeiro teste de foguete de longo alcance Thundart
-
Goleiro argentino do Zaragoza é suspenso por 13 jogos após dar soco em adversário
-
Potapova vence Pliskova e vai às semifinais do WTA 1000 de Madri
-
Dois judeus feridos em ataque com faca em Londres
-
Chefe do Pentágono prestará esclarecimentos ao Congresso sobre a guerra no Irã
-
Powell é foco de reunião do Fed, que deve manter juros
-
Empresa de limpeza viraliza no Japão por serviço de 'spa para pelúcias'
-
UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos ao Facebook e Instagram
-
Empresário espanhol acusado em esquema de corrupção aponta diretamente para Pedro Sánchez
-
Influente ex-primeiro-ministro tailandês deixará prisão em maio
-
Ouro perde brilho na guerra no Oriente Médio
-
Prêmio Princesa de Astúrias premia a 'madrinha do punk' Patti Smith
-
Ator Sam Neill, de 'Jurassic Park', diz que superou câncer
-
'É melhor ficarem espertos!', adverte Trump ao Irã diante de impasse nas negociações
-
A destruição de florestas tropicais desacelerou em 2025, mas continua preocupante
-
Justiça suspende direitos de voto da Eagle na SAF do Botafogo
-
Fifa aumenta premiações para a Copa do Mundo de 2026
-
Canal do Panamá descarta especulação com preços por bloqueio de Ormuz
-
Licença de emissora de TV passará por revisão após críticas de Trump a apresentador
-
Enviada de Trump na Ucrânia deixará cargo após um ano
-
Fifa afirma que Infantino desconhecia pedido de escolta policial no Canadá
-
Ex-diretor do FBI é acusado de ameaçar a vida de Donald Trump
-
'Independência': países em Santa Marta pedem fim do uso de combustíveis fósseis
-
PSG vence Bayern (5-4) no jogo de ida da semifinal da Champions
-
Trump terá sua foto impressa nos passaportes americanos
-
Sabalenka é eliminada por Haley Baptiste nas quartas de final do WTA 1000 de Madri
-
Artista francês se tranca em jaula para denunciar domínio das 'big techs'
-
Charles III pede que EUA se mantenha fiel aos aliados ocidentais
-
Ex-diretor do FBI e desafeto de Trump é alvo de nova acusação judicial
-
"Terei minhas chances", diz Jódar, antes do duelo contra Sinner em Madri
-
Jogadores que taparem a boca em discussões na Copa de 2026 poderão ser expulsos
-
Militares mataram quase 7.900 civis entre 1990 e 2016 na Colômbia
-
Blockx vence Francisco Cerúndolo e vai às quartas do Masters 1000 de Madri
-
Atlético de Madrid aposta no 'faz-tudo' Llorente para conquistar vaga na final da Champions
-
Musk e Altman se enfrentam em julgamento sobre a OpenAI
-
'The White Lotus' escala Laura Dern para quarta temporada
-
Luca Zidane sofre fratura na mandíbula a um mês e meio da Copa do Mundo
-
Chefe da junta militar do Mali recebe embaixador da Rússia
-
Jódar vence Kopriva e vai enfrentar Sinner nas quartas do Masters 1000 de Madri
-
John Stones vai deixar o Manchester City após dez anos como 'Citizen'
-
Trump diz ao rei Charles III que EUA 'não tem amigos mais próximos que os britânicos'
-
Banco JPMorgan Chase é o novo patrocinador do COI
-
EUA analisa recente proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz
-
Musk e Altman, frente à frente em ação judicial sobre a OpenAI
-
Ruud sofre para vencer Tsitsipas e vai às quartas de final em Madri
-
Londres, em pé de guerra contra a praga do roubo de celulares
-
Bombardeios deixam 6 mortos na Rússia e na Ucrânia; Kiev registra explosões
-
Emirados Árabes Unidos deixarão Opep em maio para proteger 'interesse nacional'
-
Lucro líquido da montadora chinesa BYD cai 55% no 1º trimestre
Nascido no Bronx, Hip Hop completa 50 anos como fenômeno mundial
Um gênero, uma cultura e um estilo de vida. Com letras que evidenciam protestos e celebrações, o Hip Hop passou das festas de bairro aos clubes dos bilionários e marcou a evolução do Pop.
Nascido no bairro operário do Bronx, em meio à crise econômica americana, o estilo musical evoluiu anarquicamente de forma rápida, estremecendo o establishment da indústria, que por muito tempo resistiu ao seu poder, embora representasse uma cultura jovem.
O Hip Hop completa 50 anos, um aniversário que oferece às velhas gerações, aos seus fãs e à cidade onde nasceu uma oportunidade de refletir sobre o seu peso cultural.
Especialistas concordam que o gênero nasceu no dia 11 de agosto de 1973, na festa de aniversário de Cindy, irmã mais nova do jamaicano DJ Kool Herc, em um salão do prédio na Sedgwick Avenue, número 1520, no Bronx.
Diz a lenda que Clive Campbell, verdadeiro nome do artista, tocou o mesmo disco em dois toca-discos, misturando os ritmos no primeiro breakbeat documentado, um elemento essencial do Hip Hop.
"Foi apenas uma festa de aniversário, apenas um momento. Mas essa festa é o começo e a faísca que desencadeou o que veio a seguir para todos os outros DJs", conta à AFP Ralph McDaniels, historiador do Hip Hop e apresentador renomado no meio.
Estas celebrações no Bronx representavam muito mais para os moradores da região, que sofriam os piores efeitos da crise econômica americana, além da gentrificação da época, que provocou despejos em massa e enraizou ainda mais a pobreza no bairro novaiorquino.
As festas, então, surgiam como um escape para adolescentes e famílias que viviam na dura realidade em que proprietários queimavam seus próprios apartamentos para receber o dinheiro do seguro.
"Eu era criança quando começou e vi como isso unia a comunidade. Para nós era muito especial fazer festas no parque. Você via os DJs saindo e como eles conectavam os equipamentos e eram criativos com suas músicas... Faziam as pessoas dançarem", disse à AFP Jerry Gibbs, que cresceu no Bronx.
"Eles faziam as pessoas esquecerem seus problemas, suas preocupações: por uma noite elas podiam tirar férias mentais", lembra o empresário de 55 anos também conhecido como DJ Cool Gee.
- Origens no Bronx -
O que hoje se denomina como Old School Hip Hop começou a se desenvolver no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, quando a música fez a transição da rua para os clubes. Com o tempo, a performance ao vivo do DJ-MC permitiu que o Rap fosse comercializado e atingisse um grande sucesso.
No entanto, este reconhecimento se alimentava de relatos de injustiça e desigualdade social.
"Os grandes artistas do Hip Hop saíram de tempos difíceis. Conheciam e entendiam as pessoas, as famílias, os cheiros, até mesmo os elevadores com cheiro de xixi. Tudo isso foi colocado em seus trabalhos", conta McDaniels, lembrando de onde vieram grandes artistas como Jay-Z, Notorious B.I.G e Nas.
Mas, apesar do sucesso mundial de rappers Kanye West, Jay-Z, Cardi B, Drake e Nicki Minaj nos anos 2000, o Hip Hop manteve sua aura de contracultura, se tornando mais um movimento do que um gênero e ganhando uma gigante influência nos streamings.
Para Paula Farley, natural do Bronx, muitas pessoas achavam que o Hip Hop "fracassaria, mas 50 anos depois, mostramos que eles estavam errados", disse.
Embora tenha se expandido mundialmente, "o Bronx é o coração, é sua casa, o lugar de seu nascimento", reforça a mulher de 59 anos, enquanto crianças brincam no calor intenso do verão e seus pais e avós vibram com a música, um típico retrato da cultura do Hip Hop.
S.Gregor--AMWN