-
Rio respira ar latino antes do megashow da Shakira
-
Confederação Africana apoia candidatura de Infantino à reeleição na Fifa
-
Irã se recusa a ceder sobre Estreito de Ormuz em novo impasse com EUA
-
México pede provas 'irrefutáveis' sobre governador acusado de narcotráfico pelos EUA
-
Capelão para vivos e mortos no campo de batalha na Ucrânia
-
Aeroporto de Bogotá interrompe brevemente suas operações devido a um drone
-
Economia dos EUA cresce menos que o esperado e inflação dispara
-
Blockx elimina atual campeão Ruud e avança às semifinais em Madri
-
Preços do petróleo caem após maior alta em quatro anos
-
Casa Branca se opõe a ampliar acesso da Anthropic ao modelo Mythos, diz imprensa
-
Mau começo de ano para a zona do euro, com crescimento quase nulo e inflação em alta
-
Pontos-chave da primeira conferência global para eliminar os combustíveis fósseis
-
Foguete europeu Ariane 6 colocou em órbita o 2º lote de satélites da Amazon Leo
-
Israel intercepta flotilha para Gaza e detém 211 ativistas, dizem organizadores
-
Quatro pessoas resgatadas após ônibus cair no Sena perto de Paris
-
Irã desafia bloqueio dos EUA e preço do petróleo dispara
-
Países unem forças em Santa Marta para começar a se afastar do petróleo
-
Liberdade de imprensa cai a nível mais baixo em 25 anos, alerta RSF
-
Voos comerciais de Miami a Caracas são retomados após sete anos
-
Israel intercepta flotilha para Gaza na costa da Grécia e detém pelo menos 175 ativistas
-
Palmeiras empata com Cerro Porteño (1-1) em Assunção e é 2º do Grupo F da Libertadores
-
Flamengo cede empate na visita ao Estudiantes (1-1) mas lidera Grupo A da Libertadores
-
Cantor D4vd esquartejou adolescente com uma serra, afirma promotoria de Los Angeles
-
Rei Charles III expressa 'solidariedade' com EUA no memorial de 11 de Setembro em NY
-
Alphabet dispara e seus rivais cambaleiam diante dos custos da IA
-
Sinner vence Jódar e vai enfrentar Fils nas semis do Masters 1000 de Madri
-
Atlético de Madrid e Arsenal empatam (1-1) na ida das semifinais da Champions
-
OpenAI enfrenta 'onda' de processos por ataque a tiros no Canadá
-
Suspeito de tentativa de assassinato contra Trump tirou selfie antes do ataque
-
Chefe do Pentágono entra em choque com legisladores democratas por guerra com Irã
-
Lesionado, Jack Draper anuncia que não vai disputar Roland Garros este ano
-
Trump crê que EUA vai voltar a pisar na Lua antes do fim de seu mandato
-
Charles III visita o memorial de 11 de setembro, em Nova York
-
Lesionado, Hakimi vai desfalcar PSG na volta da semifinal da Champions contra o Bayern
-
Suprema Corte dos EUA limita redistribuição eleitoral destinada a favorecer minorias
-
O que o futuro reserva à Opep após a saída dos Emirados Árabes Unidos?
-
Fed mantém taxas de juros inalteradas pela terceira reunião consecutiva
-
Chefe de gabinete de Milei se defende no Congresso de suspeitas de corrupção
-
Suprema Corte dos EUA limita redesenho eleitoral destinado a favorecer minorias
-
Senado decide sobre Messias, candidato de Lula ao STF
-
Sinner vence Jódar e vai às semifinais do Masters 1000 de Madri
-
Trump diz ao Irã que 'é melhor ficarem espertos logo' e aceitarem acordo nuclear
-
Dois judeus ficam feridos em ataque 'terrorista' com faca em Londres
-
Medo e ressentimento: a violência contra figuras da IA
-
Guerra no Irã ameaça levar mais de 30 milhões de pessoas à pobreza
-
Guerrilheiros reivindicam atentado que matou 21 pessoas na Colômbia
-
Estocolmo faz experimento com cafeteria totalmente gerida por IA
-
MBDA e Safran lançam primeiro teste de foguete de longo alcance Thundart
-
Goleiro argentino do Zaragoza é suspenso por 13 jogos após dar soco em adversário
-
Potapova vence Pliskova e vai às semifinais do WTA 1000 de Madri
Madonna deixa sua marca no Rio com show histórico
Madonna deu tudo de si no Rio de Janeiro ao relembrar suas quatro décadas de carreira em um show histórico que fez a praia de Copacabana vibrar, lotada de fãs.
A artista americana, de 65 anos, encerrou a The Celebration Tour em uma noite quente, na qual esbanjou energia e misturou música com performance, cabaré e dança.
Depois das 22h30, ela chegou ao palco de 800 m2 por uma longa passarela elevada do hotel Copacabana Palace, onde está hospedada desde que chegou à cidade, na segunda-feira.
A apresentação de "Nothing Really Matters", um hino à resiliência, foi o início de uma brutal manifestação de energia.
"Aqui estamos, Rio, o lugar mais lindo do mundo!", saudou a diva, que levou lágrimas de emoção ao público, cuja previsão era de que chegasse a 1,5 milhão.
"Holiday" a ajudou a lembrar seu início, quando chegou a Nova York com 35 dólares no bolso, mas "com um sonho".
Com dezenas de trocas de cenário e figurino, luzes espetaculares e muitos telões ao longo da praia, Madonna demonstrou sua infinita capacidade de inovação.
Ela passou de uma colegial de minissaia a uma católica irreverente em sua capa preta enquanto cruzes luminosas circulavam ao seu redor, em "Like a Prayer", canção que lhe custou a excomunhão da Igreja Católica.
Em "Live To Tell" ela prestou homenagem às vítimas da aids, incluindo Freddie Mercury e alguns artistas brasileiros, como Cazuza.
Seguiram-se simulações de masturbação e mandalas humanas de dançarinos emitindo gemidos sensuais ao som de música eletrônica, porque a erótica Madonna teve papel preponderante inclusive quando agradeceu ao Rio, "que ama até a minha 'pussy'".
E a Madonna mãe também estava presente, orgulhosamente apresentando sua filha Mercy James, que tocou piano.
- Homenagem ao Brasil -
O amor da rainha do pop pelo Brasil teve seu momento, primeiro com Anitta, a rainha do funk. Ambas dividiram o número como juradas de um desfile de dançarinos em "Vogue", entre elas Estere, outra filha de Madonna. Porém, Anitta não cantou.
A cantora e drag queen Pabllo Vittar também subiu ao palco, junto de um grupo que tocava bateria. Foi a vez de "Music", que Madonna cantou enquanto agitava a bandeira verde e amarela.
Um final épico, com uma mistura de "Billie Jean", de Michael Jackson, e "Like a Virgin", de Madonna, colocou a cereja no topo do bolo, que Madonna colocou exultante, e suada, quase duas horas e meia depois do início.
- Rio revolucionado -
Helicópteros da polícia, drones e até um zepelim cruzavam o céu, enquanto dezenas de iates e outras embarcações se divertiam no mar.
Não há outro assunto no Rio há dias.
Na sexta-feira, os primeiros fãs chegaram para reservar seu lugar na "maior pista de dança do mundo", inclusive dormindo na areia da praia.
O fluxo foi permanente no sábado, com cariocas e pessoas vindas do resto do país e do exterior.
Alba e Roxy Rueda, 48 e 46 anos, viajaram de Buenos Aires.
"Quando fiz nove anos, minha irmã mais velha, que morreu no ano passado, me deu o primeiro walkman com a fita de 'Like a Virgin'. Desde então, não paramos de ouvi-la", disse Alba à AFP.
Após 80 apresentações em 15 países da Europa e América do Norte, o show no Rio encerrou com chave de ouro a celebração de uma turnê que se tornou especialmente significativa, depois que uma grave infecção bacteriana em junho levantou temores pela vida da cantora.
Desde que o hit "Like a Virgin", de 1984, a catapultou para o cenário internacional, Madonna lança um álbum a cada dois ou três anos e hoje é considerada uma das maiores artistas pop de todos os tempos.
O show é uma grande aposta econômica do Rio de Janeiro, que injetou 20 milhões de reais dos 12 milhões de dólares que custa a produção (cerca de 60,8 milhões de reais).
As autoridades estimam que o espetáculo contribuirá com 293 milhões de reais para a economia local, com uma ocupação hoteleira incomum para a época e centenas de restaurantes e comerciantes que fizeram uma renda extra.
Mas acima de tudo, sabem que apresentar o maior show de Madonna vai entrar para a história. E isso não tem preço.
Ch.Kahalev--AMWN