-
Lille de Davide Ancelotti vence Troyes e é o novo líder do Francês
-
Restringir IA em excesso pode beneficiar China, diz presidente da Câmara dos EUA
-
Espanha afirma que mais de 5.300 migrantes deixaram Ceuta neste mês
-
Kimi Antonelli vence GP da Espanha de F1
-
Diretor da Casa Argentina em Paris renuncia ao cargo
-
Suécia vota em eleições acirradas com extrema direita em busca do governo
-
'Segunda chance': sobrevivente do Nepal relata sua odisseia preso em um túnel
-
Trump encerra visita à Irlanda após seu controverso apoio à reunificação do país
-
OpenAI anuncia que não abrirá seu capital este ano
-
Cúpula do Brics defendeu a cooperação econômica e o crescimento global 'inclusivo'
-
張國榮70歲誕辰音樂會西九舉行 唐鶴德錄音致意
-
鏈球選手周柏言身形被質疑 教練指出其香港青年紀錄成績
-
ONU alerta que mais de 2.000 pessoas já fugiram do Iêmen para Djibuti
-
iPhone 18預購後出現可疑扣款 四間銀行調查未授權交易
-
Seis mortos e mais de 100 desaparecidos após naufrágio de balsa na Indonésia
-
《浪花男女》辦特別謝票場 馮志強談票房與導演客串拍攝
-
Enel é autuada por Procon após falha de energia no Shopping Plaza
-
Galaxy Tab S12系列效果圖曝光 Ultra擬配雙鏡頭及瀏海螢幕
-
Mãe de Daniel Vorcaro busca doações para pagar contas com recursos bloqueados
-
Viés estético: como a beleza das borboletas europeias determina o seu destino na conservação
-
اليورو يستقر في البنوك المصرية وأعلى سعر للبيع 59.85 جنيه
-
فليك يضم حمزة عبد الكريم إلى قائمة برشلونة بعد أربعة أهداف في الإعداد
-
حمزة قورقماز يناقش العلاقة بين وضوح المبادئ واحترام الاختلاف
-
بزشكيان يؤكد رفض الاستسلام وسلطات إيران تعلن مقتل شخص في استهداف سفينة
-
دول عربية ومنظمات تدين استهداف خط أنابيب في السعودية
-
ستاندرد آند بورز تثبت تصنيف السعودية عند A+
-
الأرصاد السعودية تتوقع سيولاً وأمطاراً رعدية في خمس مناطق
-
Houthis anunciam ataque contra base saudita após novos combates com forças do Iêmen
-
'Estou bem': Céline Dion renasce nos palcos de Paris
-
Rybakina vence Sabalenka e conquista seu primeiro US Open
-
Com gol de Bruno Guimarães, Arsenal vence Sunderland e mantém início perfeito no Inglês
-
Com 2 de Mbappé, Real Madrid goleia Rayo Vallecano no Espanhol
-
Forças do governo iemenita atacam houthis na costa do Mar Vermelho
-
Documentário israelense sobre ataques contra civis em Gaza ganha Prêmio Especial do Júri em Veneza
-
Banco Master, o escândalo financeiro que abala a campanha presidencial
-
Brasileiro Guto Miguel perde final do US Open juvenil
-
Premiados no 83º Festival de Cinema de Veneza
-
Dinamarquesa May el-Toukhy ganha Leão de Ouro em Veneza com drama histórico 'Woman Unkown'
-
Milan busca empate no 2º tempo e interrompe série de vitórias da Lazio
-
França minimiza hipótese de ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Gigantes da IA concordam em frear seu desenvolvimento
-
Incêndio em lar de idosos no Chile deixa 16 mortos
-
Zelensky disposto a se reunir com Putin no G20, mas Moscou recusa
-
Trump diz que unificação da Irlanda seria 'fantástica'
-
Monaco empata com Strasbourg e interrompe sequência 100% no Francês
-
Incêndio em balsa nas Filipinas deixa 76 mortos
-
'O Segredo de Widow's Bay' e 'The Pitt' chegam como favoritos ao Emmy
-
França investiga possível ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Zelensky está disposto a se reunir com Putin no G20 em Miami
-
Raphinha está "em outro nivel", destaca Hansi Flick
Gigantes dos meios de comunicação dos EUA cedem às pressões de Trump por cálculo econômico
A suspensão do programa de televisão de Jimmy Kimmel nesta semana faz parte de uma série de concessões que grandes meios de comunicação americanos fizeram diante da forte pressão do governo de Donald Trump, ao priorizar seus interesses econômicos acima da liberdade de expressão.
Esta suspensão por parte da rede ABC ocorre após o popular apresentador afirmar que parte da direita dos Estados Unidos tenta explorar politicamente o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, que ocorreu na semana passada em Utah.
Antes que a ABC suspendesse o "Jimmy Kimmel Live!", a CBS anunciou, em julho, que o programa do humorista Stephen Colbert, outro crítico implacável de Trump, sairá do ar em 2026.
Colbert criticou o acordo milionário entre Trump e a Paramount, empresa aliada da CBS, para encerrar uma ação movida pelo presidente. Ele disse que pagar 16 milhões de dólares (aproximadamente 85 milhões de reais) foi "um bom suborno".
Em dezembro, a ABC pagou 15 milhões de dólares (cerca de 79,5 milhões de reais) para resolver outra disputa iniciada pelo ex-promotor imobiliário.
O caso Kimmel foi amplificado por um comentário do diretor do regulador de comunicações dos Estados Unidos (FCC), Brendan Carr. O funcionário, nomeado por Trump, criticou as declarações do humorista e ameaçou retirar a licença de transmissão da emissora.
A bordo do Air Force One, de volta de sua visita ao Reino Unido, o presidente republicano reclamou dos jornalistas e das emissoras de televisão: "Tudo o que fazem é criticar o Trump".
"Eles têm uma licença. Não está permitido fazer isso", afirmou.
Na quinta-feira (18), o senador democrata Richard Blumenthal qualificou no X esta intervenção como "um ato de censura governamental sem precedentes".
Para Ken Paulson, diretor do centro de liberdade de expressão da Universidade Estatal do Middle Tennessee, "o problema é que as empresas se baseiam apenas em considerações financeiras e não protegem os interesses do público".
- "Corrigir os vieses" -
A maioria do especialistas concorda que a justiça teria rejeitado as demandas de Donald Trump ou de seu governo em todos esses casos.
"A ABC tinha todos os meios jurídicos para defender (Jimmy Kimmel)", sustentou Jeffrey McCall, professor da Universidade DePauw. "Mas decidiram que já não era viável do ponto de vista do público e da receita", apontou.
O episódio Colbert ocorreu enquanto a FCC deveria decidir sobre a aquisição da Paramount Global pela empresa de produção Skydance. A autorização foi concedida dias depois.
Em um fato sem precedentes, a FCC obteve da Skydance a promessa de adotar "medidas destinadas a corrigir os vieses que prejudicaram a confiança (do público) no meios nacionais".
Diante das críticas pela suspensão de Jimmy Kimmel, vários editorialistas de direita contrapõem a demissão em 2023 da emissora Fox News, de público conservador, de seu polêmico apresentador estrela Tucker Carlson, que perdeu inúmeros anunciantes.
Também mencionaram o nome da comediante Roseanne Barr, demitida pela ABC em 2018 por uma postagem de caráter racista.
- "Coerção" -
"Não é de forma alguma comparável", respondeu Ken Paulson. "Quando o público não está feliz, as redes podem levar isto em conta. Quando é o governo, é coerção".
Na quinta-feira, Donald Trump mencionou a suspensão das licenças para as emissoras que estejam "contra ele".
As acusações contra a ABC e CBS estão inseridas em um contexto de ofensiva contra os meios de comunicação ao quais o governo Trump considera de esquerda.
Em julho, o Congresso aprovou uma lei que elimina por completo o subsídio previsto para o setor audiovisual público americano pelos próximos dois anos.
McCall lembra que a FCC só tem autoridade sobre as grandes emissoras de televisão aberta e não sobre a televisão a cabo ou as plataformas online.
No entanto, alguns temem que a família Ellison, próxima a Donald Trump e já à frente da Paramount Global, assuma o controle da Warner Bros Discovery (uma oferta estaria sendo preparada) e, particularmente, do canal de notícias CNN.
"A CBS e CNN podem em breve se tornar algo muito similar ao que os Murdoch nos servem diariamente", escreveu o colunista William Cohan no The New York Times, em referência à emissora Fox News e ao tabloide The New Post.
Para ele , "isso quebraria ainda mais a frágil armadura da democracia americana".
O.Karlsson--AMWN