-
Justiça suspende direitos de voto da Eagle na SAF do Botafogo
-
Fifa aumenta premiações para a Copa do Mundo de 2026
-
Canal do Panamá descarta especulação com preços por bloqueio de Ormuz
-
Licença de emissora de TV passará por revisão após críticas de Trump a apresentador
-
Enviada de Trump na Ucrânia deixará cargo após um ano
-
Fifa afirma que Infantino desconhecia pedido de escolta policial no Canadá
-
Ex-diretor do FBI é acusado de ameaçar a vida de Donald Trump
-
'Independência': países em Santa Marta pedem fim do uso de combustíveis fósseis
-
PSG vence Bayern (5-4) no jogo de ida da semifinal da Champions
-
Trump terá sua foto impressa nos passaportes americanos
-
Sabalenka é eliminada por Haley Baptiste nas quartas de final do WTA 1000 de Madri
-
Artista francês se tranca em jaula para denunciar domínio das 'big techs'
-
Charles III pede que EUA se mantenha fiel aos aliados ocidentais
-
Ex-diretor do FBI e desafeto de Trump é alvo de nova acusação judicial
-
"Terei minhas chances", diz Jódar, antes do duelo contra Sinner em Madri
-
Jogadores que taparem a boca em discussões na Copa de 2026 poderão ser expulsos
-
Militares mataram quase 7.900 civis entre 1990 e 2016 na Colômbia
-
Blockx vence Francisco Cerúndolo e vai às quartas do Masters 1000 de Madri
-
Atlético de Madrid aposta no 'faz-tudo' Llorente para conquistar vaga na final da Champions
-
Musk e Altman se enfrentam em julgamento sobre a OpenAI
-
'The White Lotus' escala Laura Dern para quarta temporada
-
Luca Zidane sofre fratura na mandíbula a um mês e meio da Copa do Mundo
-
Chefe da junta militar do Mali recebe embaixador da Rússia
-
Jódar vence Kopriva e vai enfrentar Sinner nas quartas do Masters 1000 de Madri
-
John Stones vai deixar o Manchester City após dez anos como 'Citizen'
-
Trump diz ao rei Charles III que EUA 'não tem amigos mais próximos que os britânicos'
-
Banco JPMorgan Chase é o novo patrocinador do COI
-
EUA analisa recente proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz
-
Musk e Altman, frente à frente em ação judicial sobre a OpenAI
-
Ruud sofre para vencer Tsitsipas e vai às quartas de final em Madri
-
Londres, em pé de guerra contra a praga do roubo de celulares
-
Bombardeios deixam 6 mortos na Rússia e na Ucrânia; Kiev registra explosões
-
Emirados Árabes Unidos deixarão Opep em maio para proteger 'interesse nacional'
-
Lucro líquido da montadora chinesa BYD cai 55% no 1º trimestre
-
Emirados Árabes Unidos vão deixar Opep a partir de maio
-
Preços das commodities sobem com guerra e outros fatores, diz Banco Mundial
-
Parlamento Europeu pede definição de estupro que inclua a noção de consentimento
-
Museu nas Filipinas resgata história da mortal e lucrativa rota dos galeões espanhóis
-
Jimmy Kimmel rebate críticas por piada sobre Melania Trump
-
Alta do combustível derruba voos de companhias aéreas de baixo custo
-
Batalha judicial entre Elon Musk e OpenAI começa na Califórnia
-
Militão passa por cirurgia e está praticamente fora da Copa do Mundo
-
Tribunal sul-coreano aumenta para 4 anos a pena de prisão contra ex-primeira-dama
-
Parlamento Europeu aprova normas para proteger gatos e cães no bloco
-
Jovem se declara culpado na Áustria de planejar atentado contra show de Taylor Swift
-
Quase 60 países participam de primeiro encontro na Colômbia para superar as energias fósseis
-
Colisão de trens na Indonésia deixa 15 mortos e dezenas de feridos
-
Israel usa acesso à água como arma contra os palestinos em Gaza, denuncia MSF
-
EUA analisam proposta do Irã para reabertura do Estreito de Ormuz
-
México captura possível sucessor de 'El Mencho' em operação militar
A resistência e a vida dupla dos iranianos na Berlinale
Após a sangrenta repressão das manifestações no Irã e diante das ameaças de intervenção militar dos Estados Unidos, os filmes iranianos apresentados este ano na Berlinale ressoam com mais força do que em anos anteriores.
A repressão estatal é o fio condutor de "Roya", de Mahnaz Mohammadi, que explora o trauma de uma prisioneira política após sua passagem pela tristemente célebre prisão de Evin, em Teerã. A diretora sabe do que fala, já que esteve presa lá.
A sequência inicial é arrepiante. Filmada do ponto de vista de Roya, revela o tratamento degradante infligido pelos carcereiros.
Resistir à ideologia oficial faz de você um "inimigo" aos olhos das autoridades iranianas, explica Mohammadi à AFP.
Com seu filme, ela deseja mostrar como essa opressão deixa marcas nas vítimas. "Não fica no passado, muda sua vida e a sua percepção, muda tudo", insiste.
Como o nome Roya, que pode significar "sonho", muitas cenas de alucinações marcam o ritmo das imagens, ilustrando o descompasso psíquico e o trauma sofrido.
- Cápsula do tempo -
Em seu curta-metragem documental "Fruits of Despair (Frutos do desespero, em tradução livre), Nima Nassaj relata sua experiência durante a guerra dos 12 dias de junho de 2025 entre Israel e o Irã.
Como muitos habitantes de Teerã, ele encontrou refúgio com sua família em um vilarejo próximo à capital.
O filme é uma "cápsula do tempo" desses doze dias e de seu estado de espírito no período, que descreve como "devastado".
Assim como a protagonista de "Roya", as personagens de seu filme permanecem em silêncio. Apenas uma narração acompanha o espectador.
O diretor conta que se sentiu "totalmente isolado" nestes dias, inclusive das pessoas ao seu redor. "Quando você se depara com o medo da morte, com esse grau de incerteza, é muito difícil se comunicar", explica.
A narração é interrompida por frases projetadas em vermelho intenso na tela. Uma delas diz: "Estamos presos aos jogos de uma quadrilha de loucos".
"A cada ano há mais coisas deste tipo no mundo", observa Nassaj, para quem seu filme reflete a impotência das pessoas comuns diante de "momentos de crise" em um mundo cada vez mais imprevisível.
- Querem liberdade -
“Cesarean Weekend” parece menos abertamente político. Apresenta-se como uma descrição “intensa, selvagem e filosófica” da sociedade iraniana contemporânea.
Para seu criador, Mohammad Shirvani, “há uma diferença entre os diretores que reagem diretamente à República Islâmica e cineastas como eu, que falam da vida dos iranianos”, explicou à AFP por meio de um tradutor.
Seu objetivo é escapar à tendência, nas salas ocidentais, de oferecer uma “imagem orientalizada e exótica do Irã”.
O filme começa com uma festa em uma casa perto do Mar Cáspio, com jovens que bebem, fumam, se beijam e dançam.
“Cada iraniano, ao longo dos 47 anos da República Islâmica, aprendeu a levar uma vida dupla”, acrescenta o cineasta. Seu filme mostra ao público a “o estilo underground da juventude iraniana” de classe média.
A geração de Shirvani, nascido em 1973 — anos antes da Revolução Islâmica de 1979 —, teve de “adaptar-se como pôde e contornar as limitações”.
“Mas esta jovem geração não as suporta, quer se libertar”, insiste. Escolher um ambiente isolado, próximo da natureza, é uma maneira de conquistar mais “liberdade e espaço”, destaca.
Segundo várias ONGs, milhares de pessoas, em sua maioria civis, morreram durante os recentes distúrbios.
“Este tipo de massacre é algo sem precedentes na história iraniana”, declarou a atriz Maryam Palizban, intérprete em “Roya”. “Este regime não deveria mais existir”, acrescentou.
Apesar dos riscos, a cineasta Mahnaz Mohammadi afirma estar decidida a retornar ao Irã. Ela quer viver o suficiente para ver os iranianos “felizes e em paz”.
F.Bennett--AMWN