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Spotify ultrapassa 500 milhões de usuários ativos
O Spotify - aplicativo de música número um do mundo - anunciou nesta terça-feira (25) que registrou 515 milhões de usuários ativos no final deste primeiro trimestre, 22% a mais em comparação ao ano anterior, um resultado bem acima das expectativas.
Os analistas esperavam, no total, 501,5 milhões de usuários ativos. No entanto, o aplicativo de músicas sueco disse que o número foi superado graças às recentes campanhas publicitárias.
As perdas operacionais do grupo se intensificaram, entretanto, de janeiro a março, registrando um prejuízo de 156 milhões de euros (R$ 870 milhões, 25 vezes mais do que no primeiro trimestre de 2022), associado particularmente aos custos de reestruturação e encargos sociais.
O faturamento saltou 14% no primeiro trimestre deste ano, até os 3 bilhões de euros (R$ 16,732 bilhões), embora abaixo das expectativas dos analistas, que esperavam 3,4 bilhões de euros (R$ 18,963 bilhões).
O número de assinantes do serviço aumentou 15%, chegando a 210 milhões. De acordo com o grupo, estes valores foram impulsionados por um bom crescimento em todas as regiões e, em particular, na América Latina.
"Tivemos nosso melhor primeiro trimestre desde nossa saída da bolsa em 2018, com quase todos os nossos indicadores de desempenho superando (nossas) expectativas", comemorou o Spotify.
Com sede em Estocolmo, mas cotada em Nova York, a plataforma era lucrativa em determinados trimestres. Mas regularmente sofre perdas, apesar do crescimento deslumbrante no número de assinantes e uma vantagem sobre concorrentes como Apple Music e Amazon Music.
Líder histórico dos streamings legalizados de música, o Spotify investiu mais de um bilhão de euros (R$ 5,54 bilhões) em podcasts nos últimos anos, se tornando também o produto número um do mundo.
No entanto, a lucratividade da empresa ainda não foi comprovada, de acordo com analistas - cada vez mais céticos.
O desenvolvimento dos podcasts também é um forte debate, principalmente após acusações sobre propagação de fake news - como o astro americano Joe Rogan, acusado de espalhar informações falsas em seus programas.
O grupo sueco é regularmente criticado por artistas famosos e não famosos por serem pagos insuficientemente por cada "stream" de músicas.
G.Stevens--AMWN