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British American Tobacco pagará mais de R$ 3 bi por violar sanções dos EUA à Coreia do Norte
O grupo British American Tobacco (BAT), fabricante de cigarros, concordou em pagar mais de 600 milhões de dólares (o equivalente a mais de 3 bilhões de reais em valores atuais), após ser acusado de violar sanções americanas impostas à Coreia do Norte, anunciou o Departamento de Justiça nesta terça-feira (25).
"A British American Tobacco e sua filial participaram de um elaborado plano para se esquivar das sanções dos Estados Unidos e vender produtos de tabaco à Coreia do Norte através de uma sucursal em Singapura", disse o procurador-geral adjunto, Matthew Olsen.
"Trata-se da maior sanção imposta à Coreia do Norte na história do Departamento de Justiça, e a última advertência às empresas de todo o mundo sobre os custos e as consequências de violar as sanções americanas", declarou Olsen.
O Departamento de Justiça contabilizou o valor total em 629 milhões de dólares (3,1 bilhões de reais em valores atuais); o BAT disse que era de 635 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões), sem explicar a diferença.
A empresa, que já reservou 540 milhões de dólares (aproximadamente R$ 5,4 bilhões na cotação de hoje) para cobrir o acordo, disse que não teria nenhuma impacto em sua orientação financeira para os investidores em 2023.
"Lamentamos profundamente a má conduta derivada das atividades comerciais históricas que levaram a estes acordos e reconhecemos que não atendemos aos mais altos padrões esperados de nós", disse o diretor-executivo do BAT, Jack Bowles.
As investigações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro, se concentraram nas atividades comerciais do BAT com a Coreia do Norte entre 2007 e 2017. A empresa disse que encerrou todas essas atividades em 2017.
As Nações Unidas impuseram sanções à Coreia do Norte depois que Pyongyang realizou um teste nuclear em 2006. Os Estados Unidos impuseram, unilateralmente, restrições ainda mais severas às relações comerciais com o país.
L.Mason--AMWN