-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
-
Falha grave no Paint permite execução remota de código no Windows 11
-
Tesla reduzirá Cybertruck no Texas para ampliar produção do Cybercab
-
Data centers já respondem por 65% da receita da AMD
-
Jardins do Palácio Guanabara passam a receber visitas gratuitas
-
Galeria Movimento recebe encontro sobre investimento no terceiro setor
-
Consórcio assume Arena Niterói por 35 anos com R$ 28,1 milhões previstos
-
Phantom Blade Zero se afasta da fórmula tradicional dos soulslike
-
OpenAI apresenta GPT-6 Cyber para pesquisa e defesa digital
-
Marvel avalia ator de Shogun para novo Wolverine, diz rumor
-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Empresária sul-coreana promove uma cultura empresarial compatível com a parentalidade
Para muitos trabalhadores com filhos na Coreia do Sul, a pandemia teve aspectos positivos, como o teletrabalho e uma melhor conciliação da vida familiar e profissional. Uma opção já permitida por uma pequena empresa pioneira em respeito à parentalidade, tanto para mães como pais.
Como Japão, Coreia do Sul se caracteriza por uma cultura empresarial ultracompetitiva, com longas jornadas laborais.
Erin Lim, de 38 anos, quis romper essa tradição e o fez com uma empresa criada a partir de uma experiência pessoal com sua maternidade.
Após ter o primeiro filho, esta "consumidora extremamente exigente" não encontrava um assento para bebê que gostasse e decidiu fabricar por conta própria com tecidos que encontrou em Seul.
Sem experiência, abriu sua própria empresa em sua casa.
"Sou alguém que não dá nada por garantido e, por exemplo, quando criei minha empresa, disse: Para quê ter um escritório?", explica à AFP.
Atualmente, tem 55 funcionários, 92% são mulheres e jovens mães.
Trabalham a maior parte do tempo em casa, com horários flexíveis e limitam as reuniões presenciais ao mínimo possível.
"O motivo é que eu quero ver meus filhos crescerem", explica Lim, que considera levá-los todas as manhãs à escola "um momento realmente essencial".
"Não queria promover uma cultura empresarial que não entendesse isto", afirma.
Por esse motivo, sua empresa, Konny, consagra o direito de seus empregados levarem seus filhos à escola, algo incomum nas empresas da Coreia do Sul.
- Taxa de natalidade muito baixa -
A Coreia do Sul tem um dos níveis mais baixos de população feminina ativa entre os países desenvolvidos: apenas 62% das mulheres entre os 15 e os 64 anos fazem parte do mercado de trabalho, enquanto no caso dos homens é de 79%, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Além disso, muitas mulheres são forçadas a abandonar empregos bem remunerados após o parto devido à prestação insuficiente de serviços de creche e de cuidados aos bebês.
Ao contrário do que aconteceu em muitos outros países, a maioria das grandes empresas sul-coreanas pediu aos seus trabalhadores que abandonassem o teletrabalho e retornassem aos escritórios o mais rapidamente possível.
"Uma empresa sul-coreana clássica exige que seus funcionários cheguem cedo ao trabalho e terminem tarde, às vezes até obrigando-os a participar de jantares com os colegas. Não podemos continuar assim", critica Lim sobre uma cultura empresarial incompatível com a vida familiar.
Isto tem impacto na taxa de natalidade do país, uma das mais baixas do mundo. Apesar da ajuda financeira do Estado sul-coreano, muitas mulheres preferem não ter filhos para não prejudicarem as suas carreiras profissionais.
"Precisamos de uma cultura na qual a sociedade valorize o cuidado dos filhos", afirma esta empresária.
Apesar da baixa taxa de natalidade, o dinheiro gasto em produtos infantis está crescendo no país e as vendas dos produtos desta empresa singular vão de vento em popa.
L.Miller--AMWN