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Economia brasileira cresceu 2,9% em 2023
A economia brasileira cresceu 2,9% em 2023, após um quarto trimestre de crescimento nulo, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (1º).
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país é ligeiramente inferior ao de 2022, quando expandiu 3%, segundo números revisados.
No acumulado do ano, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário (15,1%), pelo setor industrial (1,6%) e pelo setor de serviços (2,4%).
O mercado apontava resultado positivo de 0,1% no último trimestre de 2023 e de 3% no ano, segundo projeções de cerca de 66 instituições financeiras e consultorias coletadas pelo jornal econômico Valor.
As estimativas ficaram entre 2,6% e 3,4%.
Os dados oficiais do quarto trimestre (0,0%) mostraram estagnação em relação aos três meses anteriores.
Para 2024, o mercado prevê um crescimento do PIB de 1,75%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central do Brasil (BCB) divulgada esta semana.
Muitos analistas atribuem o ligeiro crescimento ao nível das taxas de juros.
As taxas altas limitam a expansão econômica ao tornar o crédito mais caro, desencorajar o consumo e o investimento, ao mesmo tempo que reduzem as pressões sobre os preços.
Desde que voltou ao poder em janeiro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pressionado pela redução das taxas para impulsionar o crescimento econômico.
O presidente do BCB, Roberto Campos Neto, disse em uma reunião de Finanças do G20 em São Paulo esta semana que "reduzir a inflação tem um custo, mas o atraso em alcançar a estabilidade de preços pode aumentar o sacrifício necessário para baixar os preços e prejudicar ainda mais os mais vulneráveis".
A autoridade monetária implementou cortes ininterruptos à Selic desde agosto do ano passado, a um ritmo constante de 0,5 ponto percentual.
A Selic ficou em 11,75% em dezembro. E este ano foi anunciado um novo corte de 0,5 ponto em janeiro, a 11,25%.
A inflação projetada pelo mercado para 2024 é de 3,8%, segundo a pesquisa Focus, um nível que supera a meta oficial de 3%, mas está dentro do objetivo (+/- 1,5 ponto percentual).
O indicador oficial de preços varejistas moderou-se no ano passado e encerrou em 4,51% ao ano, segundo dados do IBGE. Em janeiro deste ano, situava-se em 0,42%.
- "Política muito promissora" -
Durante visita à Guiana, o presidente Lula comemorou na quinta-feira o bom desempenho econômico do país.
"A economia brasileira está voltando a crescer, o emprego voltou a crescer (...) Estamos colhendo frutos de uma política muito promissora", disse Lula.
O presidente de esquerda também destacou a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros e a melhoria da renda dos trabalhadores.
"A nossa renda per capita está crescendo e 80% dos trabalhadores estão fazendo acordos com percentual acima da inflação", disse.
O índice de desemprego manteve-se estável no trimestre móvel de novembro a janeiro em relação ao anterior, em 7,6%, mas caiu em relação ao mesmo período do ano anterior (8,4%).
O número é o menor para um trimestre encerrado em janeiro desde 2015.
O salário médio dos trabalhadores subiu 3,8% em um ano, para 3.078 reais por mês.
J.Williams--AMWN