-
Atacante ucraniano Mudryk volta a jogar pelo Chelsea após 21 meses de suspensão
-
Bayer Leverkusen contrata lateral Miguel Gutiérrez após saída de Grimaldo
-
Filhote de hipopótamo da colônia de Escobar é resgatado na Colômbia
-
Relações com Argentina seguirão 'rebaixadas' enquanto 'persistirem os ataques' de Milei, diz fonte do Itamaraty
-
Ataque de mulher com objeto pontiagudo deixa quatro feridos em Londres
-
Vulcão na Guatemala reduz atividade eruptiva, mas risco continua
-
Arsenal pagará cerca de R$ 518 milhões por Bruno Guimarães
-
Candidato progressista Abdul El-Sayed vence primárias democratas no Michigan
-
SpaceX despenca em Wall Street após publicação de seus resultados
-
Venda de acesso preferencial a Truth Social por Trump levanta suspeitas
-
Outrora próspera, indústria têxtil de Bangladesh sofre com demissões em massa
-
IA da Anthropic cria identidades falsas em teste no Reino Unido
-
Cinco fatos sobre os eclipses solares
-
Netanyahu diz que Israel discorda do plano dos EUA para Gaza
-
Papa viajará ao Uruguai, Argentina e Peru em novembro
-
Bombardeios russos contra Kiev e arredores deixam ao menos 17 mortos
-
ヌーシャ・オーベル:彼女はポツダムの抱える問題に対処できるのか?
-
누샤 오벨: 그녀가 포츠담의 문제들을 해결할 수 있을까?
-
努莎·奧貝爾:她能否應對波茨坦面臨的問題?
-
नूशा ऑबेल: क्या वह पॉट्सडैम की समस्याओं से निपटने के लिए तैयार हैं?
-
Нооша Аубель: Чи зможе вона впоратися з проблемами Потсдама?
-
Noosha Aubel: Será que está à altura dos problemas de Potsdam?
-
Trump afirma que Ormuz abrirá 'em breve' e Irã será 'duramente atingido'
-
Em pico de tensão bilateral, Brasil pede que Argentina retire seu embaixador
-
Buenos Aires diz que Brasil pediu saída do embaixador argentino
-
Homem armado foi preso em campo de golfe de Trump
-
Justiça autoriza novo inquérito envolvendo filho de Lula
-
EUA revoga visto de embaixadora do Brasil por disputa diplomática
-
Mais de mil pessoas são evacuadas na Guatemala após erupção vulcânica
-
Termina protesto que deixou mais de 150 navios parados em portos argentinos
-
EUA diz que espera acordo sobre Ormuz "muito em breve" e faz petróleo cair
-
Comando Sul dos EUA anuncia força militar com aliados da região
-
Alcaraz desiste do Masters 1000 de Cincinnati devido a lesão no punho
-
Novo comissário quer levar a MLS ao 'próximo nível'
-
Protesto de práticos deixa mais de 150 navios parados em portos argentinos
-
Cidades-sede da Copa do Mundo cobram milhões de dólares que a Fifa teria prometido
-
EUA revoga visto de embaixadora do Brasil por disputa diplomática com governo Lula
-
Receita da SpaceX aumenta 92% em primeiro balanço desde abertura de capital
-
Mohamed Salah perto de assinar com o Trabzonspor, da Turquia
-
Sobe para 77 número de migrantes mortos tentando chegar a Ceuta
-
Foguete da SpaceX deve colidir com a Lua
-
Presidente da federação jordaniana acusa Infantino de 'chantagem'
-
EUA revoga visto de embaixadora do Brasil
-
Cepal pede que América Latina e Caribe transformem recursos naturais em poder de negociação
-
Maradona comia pouco e ficava prostrado na cama, revela cuidador em julgamento
-
Vozinha é apresentado no Colo Colo: 'Sempre acreditei que era jogador de time grande'
-
Svitolina e Swiatek avançam à 3ª rodada do WTA 1000 de Toronto
-
EUA espera acordo "muito em breve" sobre Estreito de Ormuz
-
Polícia do DF investiga plano de atentados contra Poderes durante as eleições
-
Arsenal intensifica negociações com Newcastle para contratar Bruno Guimarães
IA será responsável por 'mudança fundamental' no jornalismo, afirma especialista
A inteligência artificial (IA) sacode o jornalismo e vai provocar em breve "uma mudança fundamental no ecossistema da informação", afirmou em entrevista à AFP o consultor David Caswell, ex-funcionário do Yahoo! e da equipe de inovação da BBC.
Pergunta: Como você enxerga o jornalismo do futuro?
Resposta: Ainda não sabemos, mas estamos explorando as possibilidades. No entanto, algumas coisas estão cada vez mais claras: uma delas é o fato de que, provavelmente, mais meios de comunicação serão criados, originados e alimentados por máquinas, que coletarão informações e produzirão mais conteúdo de áudio, vídeo e texto.
Isso representa uma mudança fundamental no ecossistema da informação em geral e, especialmente, no das notícias. É estruturalmente diferente do sistema atual. Não sabemos quanto tempo isso vai levar, talvez dois, quatro ou sete anos.
Eu acredito que será mais rápido, porque há pouca resistência. Pode haver questões legais, hábitos dos consumidores e dos jornalistas que retardem o processo. Mas não são necessários novos dispositivos, conhecimentos técnicos nem muito dinheiro para produzir.
Todas essas foram barreiras na primeira geração de IA, que já não existem graças à IA generativa.
P: Quais foram os últimos avanços nas redações?
R: Existem certas ferramentas que permitem um fluxo de trabalho com a IA, usadas na Dinamarca pelo grupo JP/Politikens para aumentar a eficácia. Ao mesmo tempo, é uma base para a transição de seu modelo, já que existe uma infraestrutura por trás dessa ferramenta.
O Google trabalha em uma ferramenta chamada Genesis, que está sendo testada nos Estados Unidos com editores. Em resumo, você introduz os dados, os PDFs, as transcrições e os áudios e vídeos. A ferramenta ajuda a analisá-los, resumi-los e transcrevê-los. O jornalista se encarrega de coordenar, verificar o conteúdo e editar. O trabalho se torna a gestão dessa ferramenta.
Tecnicamente, funciona, mas outra coisa e colocá-lo em prática em uma redação em larga escala e saber se será produtivo a longo prazo.
P: Qual é o custo?
R: Na última década, era muito caro. Era difícil, era necessário construir uma base de dados, ter um acordo comercial com a nuvem da Amazon ou do Google, contratar especialistas, engenheiros, era um investimento grande. Apenas a BBC, o The New York Times, esse tipo de organização, podia se dar ao luxo.
Com a IA generativa, isso mudou. É possível gerenciar um fluxo de informações por meio de uma interface de pagamento por US$ 20 (R$ 104) ao mês. Não é necessário saber programar. O que é necessário é motivação, entusiasmo e curiosidade.
Muitas pessoas nas redações que não teriam se envolvido no passado, porque não tinham formação técnica, podem usá-la agora. É uma forma muito mais aberta de IA. Acredito que isso vá sacudir as redações.
P: Em que etapa da IA estamos?
R: A IA existe desde a década de 1950. Mas a IA com aplicações práticas surgiu em 2022, com o ChatGPT. Levará muitos anos até que compreendamos como usá-las para criar algo valioso. Há muitas coisas que podem ser feitas.
O risco é que as empresas de tecnologia e startups façam as coisas mais rapidamente do que as redações. Muitas empresas emergentes não têm um componente editorial. Podem absorver comunicados de imprensa, relatórios, elementos das redes sociais.
P: Como a IA pode ser, ao mesmo tempo, um risco e uma oportunidade?
R: Nos últimos 10 ou 15 anos, o jornalismo realmente não teve uma visão de futuro plausível sobre como se desenvolver no mundo das redes sociais. O que a IA faz é dar às organizações jornalísticas a oportunidade de mudar essa situação, de participar de um novo ecossistema. É bom ser otimista, comprometer-se, explorar, ter projetos, experimentar, mudar de perspectiva, é algo que comprovo.
Como diz Jelani Cobb, decano da Escola de Jornalismo de Columbia: "A IA é uma força que não pode ser ignorada, em torno da qual o jornalismo vai ter que se organizar", e não o contrário.
P.Silva--AMWN