-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Parada LGBT+ veste São Paulo de verde e amarelo
Centenas de milhares de pessoas lotaram o centro de São Paulo neste domingo (2) para comemorar a marcha do orgulho LGBT+, que este ano pediu o resgate das cores verde e amarela da bandeira brasileira, tomadas como símbolo pela direita política.
Uma bandeira gigante do arco-íris cobriu a fachada do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na movimentada Avenida Paulista, onde reinava uma atmosfera festiva com música e mensagens em favor do respeito a "todas as formas de amor, todas as formas de ser".
Sob o slogan "Basta de Negligência e Retrocesso no Legislativo", os organizadores da tradicional manifestação conclamaram a população a votar em candidatos alinhados com os direitos da comunidade nas eleições municipais a serem realizadas em outubro.
Eles também pediram vigilância contra o avanço de iniciativas conservadoras.
A marcha acontece poucos dias depois de o Congresso proibir, com votos da extrema direita e da bancada evangélica, a promoção ou o financiamento com dinheiro público de ações contra "o conceito de família tradicional", o aborto ou as cirurgias de mudança de sexo para menores.
A disposição, incluída em uma lei orçamentária, havia sido vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"É importante a gente estar aqui com todo mundo feliz, participar. Mas tem um sentido maior disso que é lutar pelo direito, pela visibilidade, contra a violência e dizer que a gente existe e somos cidadãos com todos os direitos e todos os deveres," disse Eugênio dos Santos, vestido com a camisa da seleção brasileira.
Quase 20 milhões de brasileiros (10% da população) se identificam como LGBTQIAPN+, de acordo com a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais.
A primeira marcha do Orgulho no país aconteceu em 1997 e reuniu cerca de 2.000 pessoas. Atualmente, é considerada uma das maiores do mundo, com uma expectativa de público de três milhões de pessoas.
A parada "é crucial para o país entender que esta luta é de toda a sociedade", disse à AFP a drag queen Tchaka, uma das musas da celebração, com um vestido de tule verde e amarelo.
A convocação para usar essas cores foi uma proclamação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) e seus apoiadores, que as usaram como símbolo durante o mandato do ex-presidente.
A ideia surgiu após o recente megashow no Rio de Janeiro da estrela pop Madonna, que cantou uma música com a drag queen brasileira Pabllo Vittar, ambas vestindo a camisa da seleção.
A homofobia é considerada crime no Brasil desde meados de 2019, mas ataques a homossexuais e transgêneros são registrados diariamente.
De acordo com organizações que defendem os direitos da comunidade, 145 pessoas transgêneros foram assassinadas em 2023 e outras dez cometeram suicídio.
P.Costa--AMWN