-
Papa Leão XIV opta pela diplomacia discreta diante de Trump
-
Presidente da Fifa critica possível boicote à Copa e defende reintegração da Rússia
-
Netflix transmitirá show de retorno da banda sul-coreana BTS ao vivo
-
Filho da princesa herdeira da Noruega é julgado por acusações de estupro
-
Xi defende mundo multipolar 'ordenado'
-
Rússia retoma ataques contra Kiev em momento de frio extremo
-
Irã ordena negociações 'equitativas' com EUA após advertências de Trump
-
Nova York registra 13 mortes relacionadas ao frio desde o fim de janeiro
-
Bill e Hillary Clinton vão depor em investigação do Congresso sobre Epstein
-
Presidente interina da Venezuela se reúne com chefe de missão diplomática dos EUA
-
Oitavas da Copa da França começam com Olympique de Marselha e Lyon como favoritos após eliminação do PSG
-
Musk funde xAI com SpaceX em tentativa de desenvolver datacenters espaciais
-
Chefe do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia
-
Cuba e EUA estão em 'comunicação', mas 'não existe diálogo', diz vice-chanceler
-
Zagueiro Jérémy Jacquet vai deixar Rennes após fim da temporada para jogar no Liverpool
-
Trump diz que México 'deixará' de enviar petróleo a Cuba
-
Trump diz que conversará sobre narcotráfico com Petro
-
Ressurgimento de Yamal aumenta otimismo do Barça, que enfrenta Albacete na Copa do Rei
-
María Corina considera reunião com Delcy para definir 'cronograma de transição' na Venezuela
-
Trump insta Congresso dos EUA a acabar com 'shutdown'
-
Insatisfeito, Benzema deixa Al-Ittihad e assina com rival Al-Hilal
-
Sunderland vence Burnley (3-0) e é 8º na Premier League
-
Governo Milei anuncia libertação de um dos argentinos presos na Venezuela
-
Roma perde na visita à Udinese (1-0) e fica em 5º lugar no Italiano
-
Presidente eleita da Costa Rica diz contar com Bukele em sua estratégia contra o narcotráfico
-
Atlético de Madrid contrata meio-campista mexicano Obed Vargas
-
Trabalhadores a favor e contra o governo exigem melhorias salariais na Venezuela
-
Trump anuncia acordo comercial com Índia após conversa com Modi
-
Seleção feminina do Brasil fará amistosos contra Costa Rica, Venezuela e México
-
Relação entre Colômbia e EUA 'será relançada' com visita de Petro, diz chanceler
-
Crystal Palace contrata atacante norueguês Larsen em 'transferência recorde' para o clube
-
França aprova orçamentos para 2026 após meses de debates
-
A improvável trajetória dos Patriots e dos Seahawks até a revanche no Super Bowl
-
Presidente da Autoridade Palestina convoca primeiras eleições ao Parlamento da OLP
-
'Fiz o possível e o impossível' para voltar ao Flamengo, diz Paquetá
-
Portugal se soma a países que querem proibir redes sociais para menores de 16 anos
-
Mamadou Sarr retorna ao Chelsea após período de empréstimo no Strasbourg
-
Pacientes palestinos começam a chegar ao Egito após abertura limitada da passagem de Rafah
-
Napoli contrata por empréstimo o atacante brasileiro Alisson Santos, do Sporting
-
Nasa realizas testes essenciais antes de lançar missão lunar Artemis 2
-
Menino que não tinha dinheiro para passagem de ônibus participará da abertura dos Jogos de Inverno
-
Irã se prepara para negociações com EUA sobre seu programa nuclear
-
Chile, México e Brasil impulsionam candidatura de Bachelet para secretária-geral da ONU
-
Milan desiste de contratar Mateta, do Crystal Palace, após exames médicos
-
Juventus reforça defesa com lateral sueco Emil Holm, que estava no Bologna
-
Maracanã vai receber jogo da NFL na temporada de 2026
-
Rússia confirma conversas com Ucrânia na quarta e na quinta-feira em Abu Dhabi
-
Iranianos na Turquia observam de longe agitação em seu país natal
-
Observatório astronômico europeu celebra cancelamento de projeto de hidrogênio verde no Chile
-
Cuba sofreu forte queda no turismo em 2025
Com apoio a Donald Trump, carreira de Musk dá guinada política
Com seu apoio declarado à campanha do republicano Donald Trump, o fundador da Tesla, Elon Musk, não somente aposta no retorno do ex-presidente à Casa Branca, mas também ressalta sua vocação para influenciar as decisões globais.
No início de outubro, o bilionário da tecnologia apareceu pela primeira vez em um evento político, saltando ao palco para se juntar a Trump. Ele também se tornou uma nova fonte dos "memes" que inundam as redes sociais, incluindo o X, de propriedade do próprio Musk.
Ao mesmo tempo, uma entrevista com o comentarista conservador Tucker Carlson chamou a atenção por suas piadas sobre tentativas de assassinato da candidata democrata Kamala Harris e sua preocupação com seu futuro caso Trump perca em novembro.
"Se ele perder, estou ferrado", declarou Musk.
O empresário aposta tudo no ex-mandatário, com contribuições de dezenas de milhões de dólares para sua campanha e disposto a assumir um cargo no governo se Trump for eleito.
Para muitos, a virada à direita de Musk não é casual: alguns lembram que ele cresceu na África do Sul durante o Apartheid e acreditam que esse passado pode influenciar sua visão do mundo de hoje, especialmente em questões demográficas e migratórias.
O fundador da Tesla sempre afirma, sem provas, que os migrantes ameaçam a democracia americana.
"Nos anos 80, o pesadelo dos brancos sul-africanos era que um dia os negros se revoltassem e os massacrassem", lembrou o comentarista britânico Simon Kuper no Financial Times.
No entanto, experiências pessoais recentes pesaram na evolução política de Musk, principalmente a mudança de nome e gênero de sua filha, Vivian, em 2022, aos 18 anos.
Para Elon Musk, sua filha foi "morta" pelo "vírus woke" promovido pela escola elitista californiana onde estudava, e este episódio endureceu seu discurso político.
O apoio a Trump também está ligado à atividade de Musk, uma vez que suas empresas operam em setores que são particularmente regulados e frequentemente entram em conflito com as autoridades.
- Risco para a Tesla -
Com Trump na Casa Branca, Musk poderia ser potencialmente "responsável por sua própria regulação, com a possibilidade de fazer absolutamente o que quiser", destacou Rob Enderle, analista do Enderle Group.
Musk possui um instrumento de influência real graças ao X e, em particular, através de sua conta nesta plataforma antes chamada Twitter, que o bilionário comprou e rebatizou. Ele tem cerca de 200 milhões de seguidores e costuma compartilhar conteúdos controversos alinhados às ideias de Trump.
A quase ausência de moderação de conteúdo no X oferece uma câmara de ressonância para mentiras e distorções da realidade promovidas por algumas contas próximas ao ex-presidente republicano.
"Ter o apoio de alguém como Musk, com sua própria rede social, não é o mesmo que ter seu apoio como simples indivíduo", considerou Sophie Bjork-James, professora de Antropologia da Universidade de Vanderbilt.
Eleva-se além do simples apoio. Recentemente, um comitê de apoio à candidatura de Trump lançado pelo empresário prometeu pagar 47 dólares (R$ 264,4) a quem conseguisse que um eleitor de qualquer estado-pêndulo para as eleições assinasse uma petição em favor da liberdade de expressão e do porte de armas. "Dinheiro fácil", postou Musk em seu perfil.
"Sua influência reside em seu dinheiro, seu comitê de apoio e no X. E ele não tem problema em usá-los a favor de Trump, mesmo que isso signifique repetir mentiras que o ajudam", explicou Larry Sabato, diretor do Centro de Política da Universidade da Virgínia.
Os apoios dados por Musk mostram que sua implicação na política é uma extensão natural de seu sucesso profissional.
"De forma quase sistemática, as inovações de Musk se juntavam a coisas que o governo queria fazer, mas ele as fazia melhor", resumiu o professor Paul Sracic, da Universidade de Youngstown State, no Washington Examiner.
Sua orientação política, no entanto, começa a mudar a percepção geral sobre suas empresas, começando pela Tesla, "que já não é a primeira opção para demonstrar compromisso com o meio ambiente, devido à sua associação (de Musk) com Trump", destaca Mark Hass, assessor de grandes empresas.
Sua participação na política é, entretanto, uma novidade no cenário eleitoral americano: um gigante da tecnologia, muito rico, com enorme influência midiática e traços autoritários, segundo a descrição de Hass: Musk poderia, se Trump ganhar, ser "o rei do mundo".
A.Mahlangu--AMWN