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Congresso dos EUA debate megaprojeto de lei de cortes fiscais de Trump
O Congresso dos Estados Unidos debate nesta terça-feira (13) a aprovação do megaprojeto de lei orçamentário do presidente Donald Trump, que gera polêmica até mesmo entre os conservadores.
Trump pressiona para que os congressistas aprovem o quanto antes o projeto, que lhe permitiria cumprir algumas de suas promessas de campanha, como prorrogar os créditos fiscais do seu primeiro mandato (2017-2021), que expiram no fim do ano.
Segundo uma comissão independente do Congresso, essa prorrogação e outras medidas fiscais aumentariam o déficit federal em mais de US$ 4,8 trilhões (R$ 27 trilhões) na próxima década. Para compensá-lo parcialmente, os republicanos, que têm maioria nas duas câmaras do Congresso, planejam um corte de gastos.
A medida afetaria o seguro de saúde Medicaid, do qual dependem mais de 70 milhões de americanos de baixa renda. O maior programa governamental de ajuda alimentar também poderia sofrer um corte.
Três comitês da Câmara dos Representantes debatem diferentes trechos do que Trump chamou de "grande e bela lei". "O projeto de lei cumpre o que os americanos votaram: políticas fiscais que priorizam as famílias trabalhadoras, e inaugura uma nova era de ouro de prosperidade e fortaleza para os Estados Unidos", disse Jason Smith, presidente do comitê encarregado de redigir as propostas fiscais.
Os debates podem se prolongar até amanhã, antes da votação no plenário da câmara, na próxima semana.
O pacote é ameaçado por disputas internas. Alguns conservadores querem mais cortes, e os moderados querem menos, principalmente no que se refere à cobertura médica.
Os democratas defendem os benefícios sociais e criticam duramente os cortes de impostos, que descrevem como um presente para os ricos financiado pela classe média.
Entre outras coisas, Trump quer uma pausa de quatro anos nos impostos sobre as horas extras e os juros dos empréstimos para carros fabricados nos Estados Unidos. Também promove grandes aumentos de impostos sobre os subsídios a algumas universidades, como Harvard, e uma redução drástica dos créditos fiscais para energias limpas.
L.Harper--AMWN