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América Latina e Caribe impulsionam plano de ajuda ao Haiti
Cerca de 30 países da América Latina e do Caribe acordaram nesta terça-feira (27), no Panamá, impulsionar uma estratégia de ajuda ao Haiti, que enfrenta uma das maiores crises humanitárias pela violência das gangues.
Desde a segunda-feira, representantes de governos como México, Colômbia, Costa Rica, Venezuela, Panamá e Haiti, entre outros, delinearam áreas de cooperação de emergência para evitar o colapso do país caribenho, mergulhado em uma profunda crise pela violência das organizações criminosas.
"É um plano de ação" que inclui assistência em saúde, saneamento, acesso à água e educação, entre outros, disse à AFP Noemí Espinoza, secretária-geral da Associação de Estados do Caribe (AEC), que promove o encontro.
A reunião acontece depois que as Nações Unidas não conseguiram arrecadar nem um quarto dos 908 milhões de dólares (R$ 4,75 bilhões, na cotação atual) que haviam solicitado em fevereiro de 2025 a governos e organizações internacionais para ajudar o Haiti, segundo a AEC.
"Vamos nos mexer rápido para dar uma resposta humanitária" focada no desenvolvimento do país, acrescentou Espinoza, ao comentar que começará desde já a busca por recursos.
A AEC advertiu que, no Haiti, o país mais pobre das Américas, a violência das gangues afeta 85% da capital, Porto Príncipe, e 12% da população está deslocada.
"Sabemos que os recursos são difíceis algumas vezes porque há muitas crises no mundo e há um cansaço" entre os doadores, acrescentou.
As forças de segurança do Haiti realizam uma operação de grande escala contra as gangues.
Na sexta-feira passada, o chefe da diplomacia americana Marco Rubio manifestou seu apoio nesse enfrentamento ao primeiro-ministro haitiano, Alix Fils Aimé.
S.Gregor--AMWN