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Opep+ aumenta cota de produção de petróleo em 188 mil barris por dia
Arábia Saudita, Rússia e outros cinco membros da Opep+ se reuniram virtualmente neste domingo (2) e concordaram em aumentar a produção de petróleo em 188 mil barris por dia no mês de setembro, em um contexto de guerra no Oriente Médio.
"Os sete países participantes decidiram aplicar um ajuste da produção de 188 mil barris diários", ou seja, um volume semelhante ao dos meses anteriores, afirma o comunicado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O aumento, decidido pelos países-chave da Opep e seus aliados, era amplamente esperado pelos analistas.
"A Opep+ terminou de retirar seus cortes voluntários. O próximo desafio é administrar o excedente que pode surgir à medida que os fluxos de exportação sejam normalizados", afirmou Jorge León, analista da Rystad Energy.
Ele advertiu, no entanto, que "a decisão de hoje muda pouco a curto prazo, já que (o Estreito de) Ormuz continua restrito. O verdadeiro impacto no mercado acontecerá com a retomada dos fluxos normais de exportação".
Os países do Golfo enfrentam dificuldades para aumentar as exportações devido ao fechamento de fato do Estreito de Ormuz por parte do Irã durante a guerra no Oriente Médio, apesar de um breve aumento do tráfego marítimo após a assinatura, em junho, de um memorando de entendimento entre a República Islâmica e os Estados Unidos.
Muitos membros da Opep+ não conseguem produzir tanto petróleo quanto permitem suas metas oficiais devido a uma "redução da capacidade de produção". Assim, aumentar os objetivos tem menos relevância, afirmou Giovanni Staunovo, analista do UBS.
- Possível pausa no futuro -
O aumento de setembro, definido por sete dos países da Opep+ (Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã), completa a retirada do segundo dos três pacotes de cortes de produção introduzidos pela organização.
"Uma vez concluída a campanha de restabelecimento, a Opep+ tem poucos incentivos para se apressar e introduzir novas mudanças na oferta. Nossa hipótese básica é uma pausa no quarto trimestre, enquanto o grupo se prepara para as negociações sobre as cotas de 2027", afirmou Jorge León.
"No momento, a situação geopolítica está mascarando a dimensão do aumento da oferta. Isso ficará muito mais claro com a normalização dos fluxos de exportação", acrescentou.
Alguns países-membros, como o Iraque, expressaram o desejo de aumentar significativamente a produção.
A Rússia, no entanto, enfrenta vários ataques de drones ucranianos contra sua infraestrutura de petróleo, o que reduziu a produção, que atualmente está próxima de nove milhões de barris diários, abaixo da meta de 9,8 milhões de barris por dia.
Entre o final de 2022 e 2023, a Opep+ começou a se preocupar com a queda dos preços do petróleo e concordou em executar cortes em três rodadas distintas, reduzindo a produção total em quase seis milhões de barris por dia.
Mas Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia, Omã e Emirados Árabes Unidos — antes da saída do EAU do grupo em 1º de maio — mudaram de estratégia e decidiram aumentar gradualmente a produção a partir de 2025.
O.Johnson--AMWN