-
Sporting derrota Shakhtar Donetsk por 1-0 na Liga dos Campeões
-
Cancro do pâncreas causou mais de duas mil mortes em Portugal num ano
-
Montenegro convoca PS e Chega para reuniões sobre crise da habitação
-
Lucro do novobanco recua 4,1% para 585,6 milhões de euros até setembro
-
Ministro espanhol dos Transportes demite-se após acidente ferroviário mortal
-
Óculos inteligentes da Meta levantam novas dúvidas sobre privacidade e vigilância
-
Trump responsabiliza guerra no Irão pela derrota republicana nas intercalares
-
Francisco Rodrigues dos Santos deixa CDS e critica aproximação à direita radical
-
Artigo de opinião questiona prestação de contas do PS no concelho da Moita
-
Artigo de opinião alerta para dificuldades financeiras dos bombeiros voluntários
-
Obra sobre os Círios da Arrábida reúne música, memória e património religioso
-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
Expulsos dos EUA para Guiné Equatorial enfrentam violência e intimidação policial
Policiais encapuzados invadiram o quarto de hotel de Ahmed Soliman, um egípcio expulso dos Estados Unidos e enviado à Guiné Equatorial, e o arrastaram para fora junto com cerca de 20 outros deportados. Armados, advertiram: "Voltem para o seu país".
"Alguns policiais me puxavam pelo pescoço, tentavam me jogar no chão, outros me davam cotoveladas nas costas", contou à AFP Soliman, de 30 anos, sobre o episódio ocorrido há duas semanas.
As autoridades da Guiné Equatorial intensificam a pressão sobre os expulsos mantidos em um hotel de Malabo, que se transformou em um local de confinamento para imigrantes deportados dos Estados Unidos.
O país da África Central tornou-se um ponto de trânsito na política migratória do presidente americano, Donald Trump, que envia para "terceiros países" pessoas que os Estados Unidos não podem legalmente devolver a seus países de origem.
Desde novembro, Washington expulsou pelo menos 50 pessoas para a Guiné Equatorial, a maioria africanos. Vinte e sete continuam no hotel.
- "Tentam intimidar você" -
Vários expulsos disseram à AFP que sofrem pressão, violência verbal e física para retornar a seus países de origem. Um advogado local confirmou as pressões.
"Sempre que reivindicamos nossos direitos, eles dizem: 'Se você não gosta, volte para o seu país'", contou Soliman, que vivia nos Estados Unidos desde os três anos e teme retornar ao Egito, seu país natal, por ser homossexual.
Os expulsos não podem solicitar asilo na Guiné Equatorial e afirmam que não podem partir porque temem por suas vidas em seus países de origem e já não possuem passaportes.
Petagaye, jamaicana de 35 anos que chegou em junho, relata ameaças "todos os dias".
"Eles dizem: 'Você tem que voltar para o seu país', ou: 'Vá se matar, porque os Estados Unidos não se importam com você'".
"Eles tentam intimidar você", afirmou outro deportado, identificado pelo pseudônimo de Him, um eritreu que obteve status de refugiado nos Estados Unidos aos 13 anos.
Nem o Departamento de Estado americano nem o ministro da Segurança Nacional da Guiné Equatorial responderam aos pedidos de comentários da AFP.
- Proteção contra expulsão -
Em julho, os deportados entraram em pânico quando um guarda anunciou que um paciente com ebola estava hospedado no hotel. Vídeos enviados à AFP mostravam homens com trajes de proteção no edifício, mas a Guiné Equatorial não notificou nenhum caso da doença.
As três pessoas entrevistadas pela AFP viviam nos Estados Unidos desde a infância e haviam obtido medidas de proteção que impediam sua devolução aos países de origem porque suas vidas correriam perigo.
O governo Trump sustenta que pode expulsá-las desde que não as envie aos países de origem.
Em junho, uma ação foi apresentada à Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos para tentar interromper as expulsões americanas para a Guiné Equatorial.
As deportações, porém, continuam: outras dez pessoas chegaram a Malabo em 30 de julho.
C.Garcia--AMWN