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Príncipe Harry deixa ONG africana envolvida em escândalo
O príncipe Harry deixou o seu posto na direção de uma organização não governamental dedicada à preservação da natureza no continente africano, após denúncias de abusos contra moradores locais por parte de alguns de seus guardas florestais, confirmou nesta segunda-feira (24) o porta-voz do membro da realeza.
Harry não faz mais parte do conselho administrativo da African Parks, que em maio de 2025 reconheceu que seus guardas florestais participaram de "abusos" em um parque nacional da República do Congo, na África Central.
Informações publicadas pelo jornal britânico Mail on Sunday e pelo programa alemão Tagesschau repercutiram as denúncias de moradores locais, que relataram estupros, espancamentos, torturas e outros abusos cometidos por guardas florestais contratados pela African Parks, no Parque Nacional de Odzala-Kokoua, no norte do Congo.
A organização beneficente confirmou no ano passado que uma investigação independente havia corroborado as denúncias. No entanto, não forneceu detalhes sobre os estupros cometidos contra a comunidade baka, que vive nas proximidades do parque.
Segundo o relatório do órgão independente, as acusações contra os guardas florestais contratados pela African Parks — que administra 24 áreas protegidas em 13 países e recebeu financiamento da União Europeia e dos Estados Unidos — incluíam estupros e torturas.
Harry declarou que estava "orgulhoso de seus dez anos na African Parks e apoia plenamente o processo em curso para reforçar seu conselho de administração", segundo um comunicado de seu porta-voz.
"Seu compromisso com a conservação na África permanece e ele continua apoiando a missão" da organização, acrescentou.
A ONG afirmou, por sua vez, que o príncipe e o conselho de administração "concordaram mutuamente que, após dez anos de serviço, este era o momento adequado para que ele encerrasse sua função oficial, como parte de uma renovação rotineira da estrutura" interna.
A.Rodriguezv--AMWN