-
Inglaterra goleia Croácia (7-0) fora de casa na Liga das Nações
-
Houthis denunciam bombardeios na capital do Iêmen
-
Exército etíope entra na capital do Tigré
-
Chuvas torrenciais provocam inundações e danos na ilha grega de Creta
-
Aaron Sorkin ataca o Facebook em "The Social Reckoning"
-
Feixe de luz homenageia mortos em terremoto que devastou a Venezuela há 100 dias
-
Brasil elege próximo Congresso, que pode definir destino de Jair Bolsonaro
-
Brasil goleia Índia (4-0) no último de seus três amistosos
-
Reservas estratégicas de petróleo, um colchão para atenuar as crises
-
"Bora, Lula": Caetano, Gil e Chico Buarque lançam jingle pela reeleição de Lula
-
Lula e Flávio Bolsonaro encerram campanhas na véspera de uma eleição acirrada
-
Chamas e fumaça registradas em instalação da Aramco ao sul da capital saudita
-
Letônia vota em legislativas com um olho na Rússia e outro no custo de vida
-
Zverev vence e vai enfrentar Djokovic nas quartas de final do ATP 500 de Pequim
-
Rússia insta diplomatas e estrangeiros a deixar Kiev e anuncia ataques maciços
-
Cerca de 325 milhões de barris de reservas estratégicas foram liberados desde março, diz AIE
-
Coreia do Norte diz ter testado míssil de médio alcance equipado com IA
-
China abre investigação antidumping sobre importação de produto químico da UE
-
Congresso da Bolívia substitui procurador-geral detido por interino
-
Milhares protestam na Espanha pelo direito à moradia
-
Copiloto de voo da Flydubai rumo a Israel planejava "ato terrorista", segundo Emirados
-
Mais para o exército, menos para a educação: destaques do orçamento russo para 2027
-
Copiloto de voo da Flydubai planejava "ato terrorista", diz procurador emiradense
-
Sinner também ficará de fora do Masters 1000 de Xangai
-
Verstappen (Red Bull) conquista pole do GP do Bahrein na Malásia, Bortoleto é 10º
-
Alcaraz vence Arnaldi e avança às quartas de final do ATP 500 de Tóquio
-
OEA concorda em criar grupo de negociação com a Nicarágua
-
G7 concorda em liberar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo para conter preços
-
Itália de Mancini segura França de Zidane com empate na Liga das Nações
-
Com gols de De Bruyne e Lukaku, Bélgica vence Turquia na Liga das Nações
-
Piloto da Flydubai: 'Não podia deixar todas aquelas pessoas morrerem'
-
'Importante em qualquer momento do jogo', diz técnico da Espanha sobre Yamal
-
Caos sobre debate presidencial gera críticas por censura
-
Amazon promete investimento bilionário em comunidades com centros de dados de IA
-
Governadora de Nova York propõe reforma de lei após suposto estupro coletivo em universidade
-
Protestos estudantis se espalham pela França em meio a confrontos com a polícia
-
Djokovic sofre, mas avança no ATP 500 de Pequim e espera Zverev nas quartas de final
-
OEA criará grupo de negociação com Nicarágua
-
Ancelotti dá novo voto de confiança a Vini na Seleção, apesar de má fase no Real Madrid
-
Milei diz que 'está escrevendo uma página da história' argentina ao receber prêmio em Paris
-
G7 concorda em liberar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo para conter os preços
-
A odisseia de Lula em imagens
-
Com problema no tornozelo, Ferran Torres é cortado da seleção espanhola
-
Tuchel admite que caso City é assunto do momento na seleção inglesa
-
Congresso espanhol rejeita decretos sobre moradia e aumenta pressão sobre Sánchez
-
Messi desembarca na Argentina para despedida da seleção
-
EUA acusa empresário de contrabandear tecnologia de IA para China
-
Ferrari e Red Bull ditam ritmo nos primeiros treinos livres do GP do Bahrein de F1
-
Dario Amodei, empresário da IA que permanece um enigma
-
Desemprego aumenta e menos empregos são criados nos EUA em setembro
Manbol, o esporte amazônico que busca praticantes no Brasil
Tudo começou com dois irmãos brincando com mangas na Amazônia brasileira. Agora, aquele passatempo de criança é um esporte com regras e já praticado, embora com timidez, em várias regiões do Brasil. Bem-vindos ao manbol.
Nas areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, uma rede colorida divide uma quadra inusitada, limitada por cordas azuis que formam um retângulo de dez metros de comprimento por cinco de largura.
É uma quadra de tênis ou de vôlei? A dúvida a se dissipa, embora não completamente, quando os quatro jogadores de manbol começam a lançar de um lado para o outro e de forma simultânea duas bolas parecidas com as de futebol americano e rugby.
São bolas menores e seu formato tem uma inspiração mais folclórica: o caroço das mangas que Rui Hildebrando e seu irmão mais novo, Rogério, usavam para jogar quando adolescentes em Belém do Pará.
No Posto 4 de Copacabana, Rui - de baixa estatura e cabelo pintado de loiro - disponibiliza a quadra para os curiosos que querem adentrar no mundo que ele criou há mais de duas décadas.
"No princípio foi uma interação, uma brincadeira com mangas. Eu jogava manga para o meu irmão [Rogério], ele jogava de volta. Era uma disputa para a manga não cair. Eu resolvi colocar umas regras lúdicas, de diversão, naquele momento, e eu percebia que as duas mangas davam mais energia, sinergia, a gente não parava, era muito rápido", disse Rui, de 44 anos, à AFP.
- Divertido e dinâmico -
A brincadeira dos irmãos agradou outros parentes e amigos. Com o passar do tempo, Rui Hildebrando aprimorou o regulamento e os materiais para a prática.
Em 2004, com motivações esportivas e empresariais, fundou a Confederação Brasileira de Manbol. Foi a criação oficial de um esporte que atualmente é praticado na Amazônia e nas praias do Rio.
Batizado com a união das palavras "manga" e "bola", o manbol tem um regulamento simples: é jogado com as mãos e cada equipe marca quando a bola toca o chão da quadra do adversário ou quando o adversário manda a bola para fora dos limites. Se ambas as equipes marcarem na mesma jogada, o ponto é repetido.
O manbol pode ser disputado em qualquer superfície e com até três jogadores por equipe. Vence o primeiro time que ganhar dois sets de 12 pontos. Em média, cada partida dura de 15 a 25 minutos.
"É muito dinâmico, com as duas bolas, é muito divertido. A pessoa fica cansada, mas é só um pouquinho de prática", afirma Adriana Mathias, uma professora de educação física de 46 anos, "manbolista" desde 2007.
- Sonho distante -
Pouco conhecido pelos brasileiros e sem atletas profissionais até o momento, o esporte foi ganhando terreno lentamente e já conta com federações em quatro estados do país (Rio de Janeiro, Pará, Ceará e Distrito Federal).
O manbol tem cerca de 2 mil praticantes em um país de mais de 200 milhões de habitantes e já foi exibido em 11 países da América do Sul, Europa e Ásia, segundo Rui Hildebrando.
O jogo foi reconhecido como uma "modalidade esportiva" por uma lei da Câmara Municipal de Belém em janeiro de 2016 e apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho do ano passado.
"É um esporte inclusivo, pessoas de todas as classes e idades podem jogar. Ele trabalha várias habilidades físicas, agilidade, reflexo. Tem tudo para crescer", diz Katia Lessa, presidente da Federação de Manbol do Rio de Janeiro.
As autoridades deste esporte amazônico sonham que um dia ele possa se tornar uma modalidade olímpica. Um desejo que, por enquanto, parece muito distante em uma terra mais atraída pelo futebol e pelo vôlei. Mas eles mantêm a esperança.
Ao lado de Katia, que protege os olhos do sol forte com seus chamativos óculos escuros, a fisioterapeuta Beti Biaggi observa curiosa um esporte que até então desconhecia.
"Me chamou a atenção pelo trabalho de agilidade, mobilidade. Achei bem interessante, por isso eu parei para olhar".
Ch.Havering--AMWN