-
Venezuela liberta novos presos políticos após segunda rodada de diálogo
-
Em jogo com duas viradas, Espanha vence Inglaterra (3-2) na Liga das Nações
-
Modric comanda vitória da Croácia sobre República Tcheca (2-1) na Liga das Nações
-
'Tender Loving Care' ganha Concha de Ouro em San Sebastián
-
Argentina leva prêmio de melhor filme latino em San Sebastián
-
Trump rejeita plano iraniano para reabrir Estreito de Ormuz
-
Rússia acusa Europa de se opor a paz na Ucrânia
-
NFL toma conta do Maracanã, templo do futebol
-
Mbappé sofre hiperextensão do joelho e deve ficar afastado por duas semanas
-
Trump rejeita plano iraniano para reabrir o Estreito de Ormuz
-
Norris pede suspensão para Colapinto por ter provocado acidente no Azerbaijão
-
Alemanha escolhe Munique como candidata a sediar Jogos Olímpicos
-
Menino de 11 anos brilha nos eSports dos Jogos Asiáticos
-
Bombardeios de Rússia e Ucrânia deixam pelo menos sete mortos
-
EUA e China abrirão 'canal de comunicação' sobre IA após cúpula Trump-Xi
-
Papa celebra missa multitudinária na Champs-Elysées, em Paris
-
George Russell vence GP do Azerbaijão de F1; Antonelli é 5º
-
Sobe para seis o número de mortos em desabamento de prédio em Atenas
-
Corpos de turistas americanos são recuperados após prédio desabar em Atenas
-
Irã apresenta aos EUA plano para reabrir Ormuz, que Trump teria rejeitado
-
Depois da Meta, TikTok aceita limitar tempo de uso dos adolescentes
-
Chega ao fim 2º ciclo de diálogos entre governo interino e oposição na Venezuela
-
Irã apresenta aos EUA plano para reabrir Estreito de Ormuz em sete dias
-
Mulher que afirmou ter sido estuprada por Jay-Z diz que fez 'acusações falsas'
-
Mbappé sofre lesão no joelho e deixará concentração da França
-
Chapecoense retorna ao local da tragédia aérea dez anos depois
-
Itália perde em casa para Bélgica (2-0) no retorno de Mancini
-
Suprema Corte concede a Trump uso de banco de dados para verificar registros eleitorais
-
França vence Turquia (1-0) na estreia de Zidane
-
Sindicato de jogadores da NFL se preocupa com estado do gramado do Maracanã
-
Dificuldades e "muitas expectativas" no berço da indústria petrolífera da Venezuela
-
Tribunal de apelações dos EUA mantém veto do Pentágono à Anthropic
-
Combates se intensificam no norte da Etiópia
-
Foto de encontro com Xi publicada por Trump parece ter sido retocada com IA
-
Trump e Xi se despedem com poucos resultados, mas com novos encontros previstos
-
Ataques russos em plena luz do dia deixam sete mortos em Kiev
-
Brasil encerra competição em San Sebastián com 'Vicentina Pede Desculpas'
-
Manchester City é considerado culpado de 114 infrações financeiras, diz The Athletic
-
Rússia reavalia posição sobre negociações de paz após ataques ucranianos, diz Putin
-
"Minha melhor oportunidade", diz Harry Kane sobre disputa da Bola de Ouro
-
Musiala e Havertz são cortados da seleção da Alemanha por lesão
-
México quer aumentar importações dos EUA para reduzir déficit e agradar Trump
-
Justiça dos EUA confirma legalidade do veto do Pentágono à Anthropic
-
ONU eleva para 214 número de empresas ligadas a assentamentos israelenses
-
Colômbia rompe relações diplomáticas com Irã
-
El Niño 'pode implicar em perda sociocultural', diz chef Alex Atala
-
Leão XIV é aclamado em Paris após alertar sobre os riscos da IA
-
El Niño força grandes chefs a adaptarem suas receitas
-
Ataques russos em plena luz do dia deixam cinco mortos em Kiev
-
Taxistas afegãos voltam a reproduzir música, em desafio ao regime talibã
Rafael Nadal, mito do tênis e rei absoluto do esporte espanhol
Duas décadas depois, ponto final. O adolescente que surgiu para o mundo na final da Copa Davis vencida pela Espanha sobre os Estados Unidos em 2004 se despediu do tênis no mesmo torneio nesta terça-feira (19), mas de maneira mais amarga, com a eliminação de seu país nas quartas de final.
Aos 38 anos, Rafael Nadal havia anunciado em outubro sia intenção de se aposentar, depois de conquistar 22 títulos de Grand Slam: 14 no saibro de Roland Garros (2005-2008, 2010-2014, 2017-2020 e 2022), dois na grama de Wimbledon (2008 e 2020), dois no Aberto da Austrália (2009 e 2022) e quatro no US Open (2010, 2013, 2017 e 2019), os dois últimos em quadra dura.
- Não chegará aos 40 -
Nadal, que terminou sua última participação no seu "quintal" de Roland Garros este ano com uma eliminação na primeira rodada diante do alemão Alexander Zverev, não confirmará a previsão feita por seu compatriota Nicolás Almagro quando ambos se enfrentaram nas oitavas de final do torneio parisiense em 2008.
Amplamente dominado (3 sets a 0 com um triplo 6-1), Almagro, que chegou a ser número 9 do mundo, disse em seu banco: "Vai ganhar 40 Roland Garros! Vai ter 65 anos e vai continuar ganhando Roland Garros!".
Os números transformaram Nadal em imortal em Roland Garros, onde tem uma estátua na entrada: 112 vitórias em 117 jogos disputados e 14 títulos.
E fora do saibro e dos Grand Slams, a carreira de Nadal também é lendária: 92 títulos no circuito da ATP, número 1 do mundo por 209 semanas (sexto na classificação histórica), cinco Copas Davis, bicampeão olímpico (em simples e duplas), etc.
- Monstro na quadra -
Filho de uma comerciante e de um empresário de Manacor, na Ilha de Maiorca, Nadal passou toda a infância na casa onde vivia toda a família. Mais como um clã, por conta da união de todos os seus membros.
Por isso a separação de seus pais em 2009 foi um duro golpe para o então jovem de 20 e poucos anos.
Dois de seus tios tiveram uma importância capital na formação do tenista: Miguel Ángel Nadal, jogador do Barcelona nos anos 1990, que o conscientizou desde pequeno sobre as exigências do esporte profissional, e principalmente Toni, seu mentor desde os quatro anos e treinador até 2018, quando Carlos Moyà, ex-número 1 do mundo, assumiu a função.
Sob a tutela de Toni, o técnico "mais severo que se pode imaginar", o jovem prodígio começou a jogar no clube de tênis em frente à casa da família.
"Ele fazia muita pressão, usava uma linguagem brutal, frequentemente gritava; eu tinha medo dele", chegou a explicar o campeão.
Segundo Toni, era o preço a pagar para transformar um garoto muito tímido e medroso em um monstro na quadra, mas ao mesmo tempo um verdadeiro cavalheiro. Além dos títulos, Nadal pode se orgulhar de ser um dos poucos tenistas, senão o único, a nunca ter quebrado uma raquete por raiva ou frustração.
- "Um cara normal" -
Menos dotado tecnicamente que Roger Federer, a chave do sucesso de Nadal está sobretudo na sua mentalidade, na "capacidade de aceitar as dificuldades e superá-las, muito maior do que na maioria dos adversários", admitiu ele próprio.
Seu maior inimigo foi seu corpo. Em 2006, ainda no início da carreira como profissional, pensou que teria que deixar o tênis quando foi diagnosticado com síndrome de Müller-Weiss, uma malformação congênita em um osso do pé (esquerdo, no caso de Nadal) que o obrigou a jogar com palmilhas especiais e calçados adaptados. No entanto, a dor não desapareceu ao longo dos anos.
- Quase tantas lesões quanto troféus -
Sua lista de lesões é quase tão longa quanto a de títulos e seu problemas nos joelhos e no pulso o afastaram do circuito durante longos períodos, uma rotina que o acompanhou até o final da carreira.
Depois da grande temporada em 2022, Nadal decidiu cuidar do corpo em 2023 e voltou no início de 2024, mas sem conseguir a continuidade desejada.
Nos Jogos Olímpicos de Paris, disputado nas dependências de Roland Garros, não conseguiu medalha nas duplas ao lado de Carlos Alcaraz e na chave de simples foi eliminado por Novak Djokovic, que posteriormente foi medalhista de ouro.
Apesar da carreira bem-sucedida e do status de lenda do tênis, Nadal se apresenta como "um cara normal", cujo maior hobby é sair para pescar com seus amigos, assistir a jogos de futebol (é torcedor do Real Madrid) e passar tempo com sua esposa Mery, sua companheira desde 2005 e com quem tem um filho de dois anos, o pequeno Rafa, seu maior estímulo em sua última etapa nas quadras.
S.F.Warren--AMWN