-
Brasil treina sem Raphinha, Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães
-
Mbappé chega à Copa do Mundo com contas pendentes e recordes no horizonte
-
SpaceX tem arrecadação recorde em estreia na bolsa
-
Bélgica empata com Egito (1-1) em sua estreia na Copa do Mundo
-
Messi 'será ainda mais fundamental' nesta Copa do Mundo, prevê Scaloni
-
Cacique Raoni volta a ser internado em UTI; estado de saúde é grave
-
Vozinha, o goleiro que parou a Espanha na Copa do Mundo
-
Inglaterra tem talento e confiança para ser campeã, garante Saka
-
'Precisamos ter humildade', diz Otamendi sobre a atual campeã Argentina
-
Trump chega à cúpula do G7 após acordo com Irã e com foco na Ucrânia
-
Pausa para hidratação na Copa do Mundo: saúde ou interesse comercial?
-
Guerra contra Irã livrou Israel de ameaça de 'destruição nuclear', diz Netanyahu
-
Estreito de Ormuz será 'completamente aberto' na 6ª após acordo com Irã, diz Trump
-
Líder palestino Mahmoud Abbas anuncia eleições presidenciais em 2027
-
Espanha empata sem gols com Cabo Verde na estreia de Yamal em Copas
-
Atalanta anuncia Maurizio Sarri como novo técnico
-
Michael Olise, o diamante misterioso da França
-
Os dirigentes iranianos eliminados durante a guerra no Oriente Médio
-
Justiça britânica revisará condenação de jovem sikh que matou estudante
-
Flamengo culpa Bielsa e Uruguai por lesão de Arrascaeta
-
França e seu trio mágico entram em cena na Copa do Mundo
-
Tiago Splitter se aproxima de acordo para comandar o Chicago Bulls
-
Dirigentes da Tunísia discutem futuro do técnico Sabri Lamouchi
-
Cristiano Ronaldo e sua última chance de levantar a Copa do Mundo
-
Acordo entre Irã e EUA representa uma 'catástrofe' para Israel, afirmam analistas
-
Limpeza das arquibancadas, o elogiado costume japonês que marca presença na Copa
-
ONU renova por um ano sua missão no Afeganistão
-
Província argentina sem água, mas repleta de geleiras, mede o custo da mineração
-
Trump ameaça taxar vinhos franceses em 100% devido ao imposto digital
-
Colômbia elege seu rumo econômico no segundo turno das presidenciais
-
Justiça britânica confirma em recurso proibição do grupo Palestine Action
-
Argentina vislumbra bicampeonato na sexta Copa do Mundo de Messi
-
Jogador espanhol Rafa Mir é condenado a 8 anos e meio de prisão por agressão sexual
-
Espanha e Uruguai estreiam na Copa do Mundo em meio a holofotes para Irã
-
OMS e Lula pedem ao G7 que conclua tratado sobre pandemias
-
Terapia musical: concertos de música clássica em Nova York para pessoas com demência
-
Real Madrid confirma acordo com Chelsea por espanhol Marc Cucurella
-
Reino Unido proibirá acesso às redes sociais para menores de 16 anos
-
Trump se reúne com aliados do G7 após anúncio de acordo com o Irã
-
EUA e Irã anunciam acordo para o fim da guerra no Oriente Médio
-
Filho da princesa herdeira da Noruega condenado a 4 anos de prisão por estupro
-
Ataque russo mata 11 na Ucrânia e provoca incêndio em catedral de Kiev
-
Taty Almeida, símbolo das Mães da Praça de Maio, morre aos 95 anos
-
Suécia goleia Tunísia na estreia (5-1) e lidera grupo F da Copa de 2026
-
Bellingham pode ser o "fator X" da Inglaterra na Copa do Mundo, avisa Henderson
-
Enfrentar a Espanha na estreia da Copa "é um sonho", diz técnico de Cabo Verde
-
Costa do Marfim vence Equador no fim (1-0) em sua estreia na Copa do Mundo
-
Bélgica da era pós-Hazard estreia na Copa de 2026 contra o Egito de Salah
-
Japão arranca empate com Países Baixos (2-2) na abertura do Grupo F da Copa do Mundo
-
Panamá nega que será 'saco de pancadas' de seus rivais na Copa, como apontou Ibrahimovic
Da Argentina a Miami: febre do padel cruza fronteiras
Deixando para trás a imagem de esporte de elite, a paixão pelo padel se espalhou com força nas Américas até chegar a Miami, onde se tornou um verdadeiro fenômeno.
Ao calor do estilo de vida da Flórida, este esporte de raquete encontrou uma porta de entrada ideal para o estratégico mercado americano.
A comunidade latina de Miami, já familiarizada com uma modalidade de raízes hispânicas, o adotou como um exercício físico seguro durante a pandemia e agora suas quadras com paredes de vidro se multiplicam em clubes, parques públicos e hotéis de luxo.
Empresários se lançaram a satisfazer a demanda dos adeptos que, além dos benefícios para a saúde, observam no padel um espaço para compartilhar com amigos e fazer novos contatos.
Miami concentra 40% das quadras de padel nos Estados Unidos. No resto do país, a construção de quadras também avança em grande velocidade, com um aumento de 100% no último ano e meio, mas o número nacional em 2025, mais de 770 quadras, ainda está longe dos de Argentina (7.000) ou México (2.500).
"Os Estados Unidos são um mercado novo, mas ao padel só falta tempo. É o esporte do futuro", assegura o argentino Fernando Belasteguín, considerado o melhor jogador da história deste esporte, em entrevista à AFP.
"É fácil de aprender, divertido, social. Homens e mulheres praticam, pode ser jogado por uma criança de cinco anos e um avô de 85 e, atualmente, que vivemos a toda velocidade, termina em pouco mais de uma hora", explica.
- Raízes hispânicas -
A fascinação pelo padel surgiu em Miami enquanto o restante do país adotava um esporte semelhante, porém local, o pickleball, também jogado principalmente em duplas e que não exige paredes.
"O padel nasce (no final da década de 1960) no México e é exportado para a Argentina e para a Espanha. E Miami é um hub latino-americano por definição", explica Sergio Montaner, proprietário do central Wynwood Padel Club.
"Entre 2018 e 2021, 90% dos nossos clientes eram latino-americanos ou europeus, mas isso está mudando cada vez mais", ressalta.
"Gosto de padel porque é um esporte muito sociável e mais amigável" do que o tênis, argumenta Danny O’Neill, advogado de 34 anos. "Você conhece gente interessante e pode acabar fazendo negócios com essas pessoas", acrescenta.
Para Montaner, ainda existe "um viés um pouco mais elitista ou menos democrático". "O investimento necessário é alto, porque as quadras são mais caras do que as de tênis ou pickleball, mas o aumento da oferta fará com que o padel se torne mais acessível", completou.
Estrelas do mundo esportivo, dos astros do futebol Lionel Messi e Cristiano Ronaldo até o tetracampeão de Fórmula 1 Max Verstappen, contribuíram para o boom da modalidade.
Algumas inclusive abriram seus próprios centros, como Zinedine Zidane na França, Rafael Nadal na Espanha e, em breve, Neymar no Brasil, ponto-chave dos avanços no sul do continente.
- "Nunca tive tantos alunos" -
Em 2025, a América do Sul abrigava 19% dos 35 milhões de jogadores amadores a nível mundial, ficando atrás apenas da Europa (61%), segundo a federação internacional de padel.
"Nunca tive tantos alunos", observa Jefferson Velho, com suas três décadas de experiência dando aulas no Brasil, onde algumas estimativas apontam quase 600 mil praticantes.
A Academia Santo Padel, em São Paulo, onde Velho treina, decidiu transformar antigas quadras de futsal, embora seus donos acreditem que sua clientela seja diferente.
"São públicos totalmente diferentes. Quem joga padel vem do tênis ou do beach tennis", indica Alexandre Castanha, um dos proprietários da academia.
"A facilidade do jogo atrai o brasileiro", comenta Velho, ressaltando outros de seus atrativos: "O lado social, o churrasco e a cerveja depois do jogo".
B.Finley--AMWN