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Cruzeiro desafia hegemonia do Corinthians na final da Libertadores feminina
O estreante Cruzeiro vai desafiar neste sábado (31) a hegemonia do Corinthians na final da Copa Libertadores feminina, em Quito, num confronto que pode marcar um batismo de fogo para o time de Belo Horizonte em um torneio continental.
A partida será disputada no estádio Rodrigo Paz Delgado, na altitude da capital equatoriana (2.850 metros), a partir das 21h (horário de Brasília).
Nesta final brasileira, o Corinthians buscará seu sétimo título de Libertadores, o quarto em sequência. Para isso, o clube paulista conta com artilharia pesada para defender seu reinado, depois de despachar na semifinal o Independiente Santa Fe, da Colômbia.
"Temos jogadoras tecnicamente muito boas. Temos quase oito jogadoras da seleção brasileira" e da Colômbia, Uruguai e Venezuela, disse a treinadora corintiana, Emily Lima, em entrevista à AFP após a classificação para a final.
As 'Brabas', recordistas de títulos na Libertadores, chegam à decisão com o melhor ataque da competição, com 21 gols marcados.
Mas as 'Cabulosas' não ficam atrás: conseguiu três vitórias por 3 a 0 entre a fase de grupos e as quartas de final. Nas semis, derrotaram o Olimpia, do Paraguai, por 1 a 0.
- "Sabemos do nosso trabalho" -
O Cruzeiro vai à final em sua primeira participação embalado pela boa fase da atacante Byanca Brasil, artilheira da competição com cinco gols e que já foi campeã da Libertadores em suas passagens por Corinthians e Palmeiras.
A camisa 10 cruzeirense apresentou "seu melhor futebol" nesta edição do torneio, declarou à AFP o técnico da equipe celeste, Jonas Urias. E ela está disposta a dar tudo pelo clube.
"Com certeza, trocaria a artilharia pelo título e é isso o que a gente vai fazer no jogo contra o Corinthians", comentou Byanca, de 30 anos, após a vitória sobre o Olimpia na semifinal.
A última vez que houve uma final brasileira na Libertadores foi em 2023, no clássico entre Corinthians e Palmeiras, que terminou com a conquista alvinegra.
O confronto deste sábado é também uma revanche para o Cruzeiro, que foi eliminado pelo Corinthians nas quartas de final do Brasileirão.
"Nós sonhamos com o melhor (...) Sabemos do nosso trabalho, das nossas qualidades, nossas virtudes, mas outra coisa é jogar jogo a jogo", afirmou Urias após garantir a vaga na final.
O treinador acrescentou que o Cruzeiro, vice-campeão brasileiro em 2025, é hoje um time "mais maduro" para encarar uma final contra um gigante.
- Torneio curto, mente forte -
Para o Corinthians, voltar a uma final continental também ajuda a virar a página após a derrota para o São Paulo na decisão do Brasileirão.
"A cada ano que passa, se torna mais difícil a competição, e a gente chegar em mais uma final é um grande feito do Corinthians", disse a goleira Lele a jornalistas.
A Libertadores feminina, um torneio curto e que tem sido realizado com estádios praticamente vazios, traz desafios físicos e mentais para as jogadoras.
Mas também renderá o prêmio de se classificar para o primeiro Mundial de Clubes feminino, que será realizado em 2028 nos Estados Unidos.
"Um formato de Libertadores em 20 dias é algo que é complicado para nós como time profissional. Se você olhar os minutos, quantos jogos elas já fizeram até agora, é muito", disse Emily Lima.
Para a goleira Lele, "o mais importante" foi o "trabalho mental" para chegar à decisão do torneio.
"É uma competição curta e ficamos muito tempo no mesmo lugar, tem pouco tempo de recuperação", acrescentou.
Santa Fe e Olimpia vão se enfrentar pelo terceiro lugar também no sábado, a partir das 17h (horário de Brasília).
O.Johnson--AMWN