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Premiê eslovaco classifica seu agressor como 'mensageiro' do 'ódio' da oposição
O primeiro-ministro populista e nacionalista eslovaco, Robert Fico, culpou seus opositores políticos, nesta quarta-feira (5), de terem criado um clima de "ódio" que motivou, segundo ele, o suspeito que tentou assassiná-lo em maio.
"Não foi um ataque cometido por um louco", disse ele em um vídeo no Facebook, durante sua primeira aparição pública desde que foi baleado no dia 15 de maio.
O premiê, à frente de um governo que mostra proximidade ao presidente russo, Vladimir Putin, acrescentou que seu agressor "era apenas um mensageiro do mal e do ódio político que a oposição frustrada e mal-sucedida promoveu na Eslováquia".
A tentativa de assassinato, que ocorreu após uma reunião de gabinete na cidade de Handlova, no centro da Eslováquia, causou grande comoção neste país de 5,4 milhões de pessoas que vive uma forte divisão política há anos.
Embora tenha ficado gravemente ferido, o governante afirmou que perdoava o agressor que efetuou quatro disparos contra ele, e que estava pronto para retomar gradualmente suas funções no final deste mês.
"Não sinto ódio de um desconhecido que atirou em mim. Eu o perdoo e deixo que resolva o que fez e por que fez isso em sua própria cabeça", afirmou o premiê, de 59 anos.
"Se tudo correr como previsto, poderia retornar gradualmente ao trabalho entre junho e julho", continuou.
Fico deixou o hospital em 31 de maio, e desde então se recuperava em sua casa na capital, Bratislava.
O suposto atirador, identificado pela imprensa eslovaca como o poeta Juraj Cintula, de 71 anos, foi acusado de tentativa de homicídio premeditado e está em prisão preventiva.
O governante, que esteve no poder entre 2006-2010 e 2012-2018, ocupou novamente o cargo de primeiro-ministro após seu partido populista de centro, Smer-SD, vencer as eleições gerais em outubro de 2023.
Ele garantiu o novo mandato após ter feito campanha sobre propostas de paz entre a Rússia e a Ucrânia, país vizinho da Eslováquia, e depois de prometer parar de enviar ajuda militar a Kiev, o que fez após ser eleito.
J.Williams--AMWN