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Blinken viaja rumo a Israel para promover cessar-fogo em Gaza
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, partiu, nesta segunda-feira (21), rumo a Israel, e visitará a Jordânia na quarta-feira com o objetivo de promover um cessar-fogo na Faixa de Gaza após a morte do líder do Hamas.
Blilen falará com os jornanianos sobre a ajuda humanitária à Faixa de Gaza, disse um funcionário a bordo do avião que leva o chefe da diplomacia americana.
A Casa Branca tratou, no entanto, de moderar as expectativas.
"Não posso dizer que as negociações serão retomadas em Doha, no Cairo ou em qualquer outro lugar", afirmou aos jornalistas o porta-voz da Casa Branca, John Kirby.
Vários líderes mundiais, incluindo o presidente Joe Biden, se disseram esperançosos de que a morte do líder do Hamas, Yahya Sinwar, na semana passada, abra caminho para um cessar-fogo e a libertação dos reféns.
Esta é a décima primeira visita do chefe da diplomacia americana ao Oriente Médio desde que a guerra eclodiu há pouco mais de um ano.
Em sua última viagem a Israel em agosto, Blinken havia alertado que as partes estavam diante de uma "última oportunidade" para alcançar um cessar-fogo sob a mediação do Catar, Egito e Estados Unidos.
A tentativa fracassou e, desde então, o conflito se intensificou e se estendeu ao Líbano, onde Israel enfrenta o movimento islamista pró-iraniano Hezbollah, próximo do Hamas.
Durante sua nova missão, que durará até sexta-feira, Blinken "discutirá a importância de colocar fim à guerra em Gaza, garantir a libertação de todos os reféns e aliviar o sofrimento do povo palestino", informou o Departamento de Estado, que não detalhou as paradas que o secretário fará.
Blinken também abordará os delicados acordos para o pós-guerra e tentará buscar uma "resolução diplomática" para o Líbano, onde Washington não pediu um cessar-fogo imediato.
A viagem de Blinken ocorre dias após ele e o secretário de Defesa, Lloyd Austin, terem alertado Israel de que os Estados Unidos poderiam reter parte de seus bilhões de dólares em ajuda militar se não fosse permitida entrada de mais ajuda humanitária em Gaza. Segundo a ONU, mais de 1,8 milhão de pessoas enfrentam "fome extrema" na região.
A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelo ataque de combatentes do Hamas que deixou 1.206 mortos, em sua maioria civis, no sul de Israel, de acordo com um levantamento da AFP baseado em dados israelenses.
Em resposta, Israel lançou uma ofensiva em Gaza que já matou pelo menos 42.603 pessoas, também a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, considerados confiáveis pela ONU.
Israel deslocou no fim do mês passado a maior parte de suas operações militares para o Líbano, onde pelo menos 1.470 pessoas morreram desde então, segundo um balanço da AFP baseado em dados do Ministério da Saúde libanês.
L.Miller--AMWN