-
Canal do Panamá flexibiliza restrições após aumento das chuvas
-
Manifestantes acampados em Madri prometem manter pressão sobre Sánchez pela crise da moradia
-
Luis de la Fuente planeja "refrescar" Espanha com mudanças contra Croácia
-
Irã nega retomada das negociações com os Estados Unidos
-
Libertados sob fiança cinco detidos por planejarem ataque contra base militar britânica
-
'Angels Families': a outra face do drama migratório nos EUA
-
Opositora venezuelana entrega carta a papa em defesa dos 'presos políticos'
-
Djokovic e Sabalenka farão parde de órgão de diálogo entre tenistas e torneios de Grand Slam
-
Com lesão no tornozelo, Gakpo vira desfalque para seleção holandesa
-
'Pseudojornalismo': sites partidários de notícias ganham espaço nas eleições legislativas dos EUA
-
Governo Trump conclui revogação de normas sobre eficiência de combustível
-
Furacão Polo se aproxima do México e ameaça causar danos severos
-
Arrascaeta sofre fratura no punho esquerdo, informa Flamengo
-
Papa Leão XIV faz apelo pela paz na Europa ao se despedir da França
-
Libertados sob fiança os cinco detidos por planejarem ataque contra base militar britânica
-
Gigante da IA, Nvidia autoriza recompra recorde de ações por US$ 150 bilhões
-
EUA diz que não planeja vender armas à China, após declarações de embaixador americano
-
Lucro operacional da Shein caiu 50% no primeiro semestre de 2026
-
Quem comanda o meio-campo? O dilema de Ancelotti na renovação da Seleção
-
Megafoguete Starship alcança a órbita terrestre pela primeira vez
-
Líder da extrema direita na França nega supostos comentários antissemitas de 2013
-
Irã nega envolvimento em plano para atacar base militar inglesa usada pelos EUA
-
FMI destaca 'condições excepcionalmente difíceis' do Haiti
-
O que está em jogo nas eleições brasileiras
-
Arrascaeta brilha, mas sai lesionado em goleada do Uruguai sobre Coreia do Sul em amistoso
-
Os momentos que marcaram a vida de Lula
-
Lula enfrenta Flávio Bolsonaro em sua última batalha eleitoral
-
Humorista é condenado na Turquia pela acusação de insultar Erdogan e sai em liberdade provisória
-
Críticas 'não afetam' ideias para futuro da Seleção, diz Ancelotti
-
Bangcoc se adapta às inundações com mercados flutuantes
-
Manifestantes em Madri mantêm pressão contra o governo diante da crise da moradia
-
Bebês nascidos em hospitais públicos ganham anel de ouro em estado da Índia
-
Escritor acusado de usar IA interrompe turnê promocional na França
-
Papa Leão XIV defende a paz na Europa e faz alerta contra 'rearmamento'
-
Leão XIV conclama Europa 'a sacrificar algumas posições pelo bem maior da paz'
-
Líder social-democrata não consegue formar governo na Suécia
-
Papa Leão XIV chega a Metz para um discurso sobre a paz na Europa
-
Estados Unidos publicam lista de produtos que seriam beneficiados por acordo com a China
-
Colaboradora de María Corina Machado retorna à Venezuela
-
Ravens dominam Maracanã no terceiro jogo da NFL no Brasil
-
Houthis acusam Arábia Saudita de ataque a mercado no Iêmen
-
Caravanas exigem 'retorno seguro' de opositora na Venezuela
-
Ravens vencem Cowboys (34-31) em jogo da NFL no Rio de Janeiro
-
Colômbia prende mulher e filha de líder do narcotráfico do Equador
-
Papa promete evitar novos casos de abuso sexual na Igreja
-
Alemanha perde em casa para Grécia (1-0) e segue sem vencer na era Klopp
-
Com CR7 no banco, Portugal vence Noruega (2-1) na Liga das Nações
-
Extrema direita ganha espaço no Senado da França
-
Almodóvar visita acampamento de protesto contra crise habitacional na Espanha
-
Embaixador dos EUA na ONU critica plano de trégua do Irã
No Irã, falecido presidente americano Jimmy Carter é lembrado como o 'artífice das sanções'
O Irã desempenhou um papel fundamental durante o mandato presidencial de Jimmy Carter, embora muitos moradores de Teerã guardem lembranças negativas do ex-presidente dos Estados Unidos, que faleceu no domingo aos 100 anos e foi rotulado pela televisão estatal iraniana como o "artífice das sanções".
"Carter era mau caráter", declarou Hasan Taherifar, empregado de um bazar perto da antiga embaixada dos Estados Unidos em Teerã, conhecida como o "Ninho dos Espiões".
"Em vez de apoiar nossa revolução que acabava de nascer, ele abriu um centro de espionagem em nosso país", acrescentou Taherifar.
"Que apodreça no inferno", exclamou um homem de 50 anos, sem revelar seu nome, do lado de fora do edifício.
Durante o reinado do último xá, Mohamed Reza Pahlavi, o Irã e os Estados Unidos mantiveram relações estreitas. Carter descreveu o Irã como "uma ilha de estabilidade em uma das áreas mais problemáticas do mundo" durante uma visita oficial em 1977.
Mas a situação mudou drasticamente após a Revolução Islâmica de 1979, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini.
Em 4 de novembro daquele ano, estudantes leais a Khomeini invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Teerã e tomaram 52 funcionários como reféns, pressionando Washington a deportar o xá deposto, que estava recebendo tratamento contra um câncer nos Estados Unidos.
Os reféns ficaram em cativeiro por 444 dias, período durante o qual ocorreram as eleições presidenciais nos Estados Unidos, que Carter perdeu.
"A incapacidade de Carter de lidar com o Irã fez com que sua presidência fosse curta, um único mandato", disse um repórter da televisão estatal iraniana.
A tomada de reféns pressionou fortemente Carter, que autorizou em abril de 1980 uma missão de resgate militar totalmente secreta, a qual terminou em fracasso com a morte de oito funcionários americanos.
Washington rompeu oficialmente com Teerã em 1980, durante a crise, e as relações diplomáticas nunca foram restabelecidas.
Os reféns foram libertados em 20 de janeiro de 1981, no dia em que o sucessor de Carter, Ronald Reagan, assumiu o cargo.
Hoje, a antiga embaixada dos Estados Unidos é usada como museu, com um retrato de Jimmy Carter ainda pendurado no que foi o escritório do embaixador.
"Carter não foi bom conosco", comentou Alireza, um homem de 60 anos dono de uma companhia de seguros.
"Este incidente [a crise dos reféns] teve um grande impacto nas relações entre o Irã e os Estados Unidos, e o papel de Carter foi negativo", acrescentou.
Em 2015, o falecido presidente apoiou um histórico acordo nuclear com o Irã que aliviava as sanções em troca de limitações ao programa nuclear de Teerã.
O tratado fracassou em 2018, quando o então presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do pacto de forma unilateral e impôs novamente sanções.
Em uma entrevista para a rede de televisão americana CNBC em 2014, Carter afirmou que poderia ter sido reeleito para um segundo mandato se tivesse tomado ações militares contra o Irã durante a crise dos reféns.
"Eu teria mostrado que era forte, decidido e viril", declarou. "Eu poderia ter apagado o Irã do mapa com as armas que possuíamos."
"Mas muitas pessoas inocentes teriam morrido no processo, incluindo provavelmente os reféns", observou.
L.Harper--AMWN