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Agenda de Trump passa por teste em votação no Congresso
A agenda radical em todos os aspectos, desde a imigração até a reforma fiscal, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta, nesta terça-feira (25), uma votação no Congresso, onde os republicanos possuem apenas uma maioria estreita.
Os membros da câmara baixa votarão um projeto de resolução com o plano para o orçamento do governo federal em 2025: 4,5 trilhões de dólares (R$ 26 trilhões) para reduzir impostos e mais de 1,5 trilhão (R$ 8,6 trilhões) para cortar custos.
O presidente republicano da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, um aliado-chave de Trump, tenta garantir o apoio dos congressistas conservadores ao projeto de lei, que os democratas dizem que resultará em cortes profundos no programa de seguro de saúde Medicaid, do qual dependem famílias de baixa renda nos Estados Unidos, muitas delas de origem latina.
Johnson está sob pressão de seu próprio partido.
Vários congressistas republicanos sugerem que os cortes propostos não são profundos o suficiente, outros preferem frear a crescente dívida nacional dos Estados Unidos e alguns estão preocupados com as possíveis repercussões no Medicaid.
O partido de Trump tem uma maioria de apenas um assento na Câmara dos Representantes, e o projeto de lei exigiria que todos os membros republicanos votassem a favor ou que alguns democratas mudassem de lado.
Johnson X reconheceu, na segunda-feira, que a situação está difícil.
"Pode ser que haja mais de um", disse ele, referindo-se aos republicanos que se opõem ao projeto de lei, mas confia em convencê-los porque "há muito em jogo".
- "Responsabilidade deles" -
O Congresso tem até 14 de março para chegar a um acordo sobre um esboço de proposta orçamentária ou enfrentar um novo “shutdown” do governo dos Estados Unidos.
Trata-se de uma oportunidade para os democratas estabelecerem limites.
Por enquanto, afirmam que se negarão a salvar seus oponentes.
"Os republicanos têm a Câmara dos Representantes, o Senado e a presidência", declarou à CNN o líder da minoria na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries. "É responsabilidade deles financiar o governo", acrescentou.
Os democratas exigem que seja garantido que os fundos aprovados pelo Congresso sejam realmente usados, em vez de serem postos na guilhotina pelo polêmico assessor de Trump, Elon Musk, que chefia um departamento conhecido como Doge, cujo objetivo é reduzir todo o orçamento dos Estados Unidos.
Os republicanos, no entanto, não demonstraram sinais de querer limitar o poder de Trump.
- Pressões de Trump -
Em última instância, o debate sobre o projeto de resolução se resume a de onde virão os cortes de mais de 1,5 trilhão de dólares que financiarão a redução fiscal de Trump e seus programas-chave.
Com o texto em sua forma atual, os republicanos parecem dispostos a fazer enormes cortes no Medicaid e em outros programas da rede de segurança social, incluindo os cupons de alimentos.
A medida colocaria os congressistas republicanos de distritos politicamente vulneráveis em uma posição mais fraca diante das eleições de meio de mandato, previstas para daqui a dois anos.
Johnson, no entanto, sugeriu uma abordagem diferente: levar em consideração os cortes de gastos de Musk e as receitas obtidas pelas tarifas alfandegárias prometidas por Trump.
"Temos novas receitas que devem ser levadas em conta", disse ele em um fórum na segunda-feira.
De qualquer forma, Trump pressiona para que a Câmara dos Representantes aprove "um grande e belo projeto de lei", conforme indicado na resolução desta terça-feira.
G.Stevens--AMWN