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Líderes europeus unem forças com Ucrânia; Londres e Paris propõem trégua
Líderes europeus uniram forças com a Ucrânia durante uma reunião de cúpula em Londres, na qual se comprometeram a fazer mais pela segurança do continente, enquanto França e Reino Unido propuseram uma trégua de um mês.
Trata-se de uma trégua "no ar, no mar e na infraestrutura energética", disse ao jornal Le Figaro após o encontro o presidente francês, Emmanuel Macron.
"Espero que saiba que estaremos todos com vocês e com o povo da Ucrânia pelo tempo que for necessário", garantiu o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao abrir a reunião de hoje, da qual participaram cerca de 15 líderes aliados da Ucrânia para buscar acordos sobre segurança e mostrar seu apoio ao país em guerra com a Rússia, após a discussão da última sexta-feira entre os presidentes americano e ucraniano na Casa Branca.
"A Europa tem que fazer o trabalho pesado, mas, para apoiar a paz no nosso continente e ter sucesso, esse esforço deve ter um respaldo forte dos Estados Unidos", ressaltou Starmer no fim do encontro.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu um rearmamento "urgente da Europa". "É de suma importância que aumentemos os nossos gastos com defesa" e que "nos preparemos para o pior", declarou.
Ursula vai apresentar "um plano global sobre como rearmar a Europa" durante a reunião de cúpula de defesa da União Europeia prevista para esta semana em Bruxelas, em que vai defender um aumento do gasto com defesa "por um longo período".
Em sua chegada ao encontro de hoje, Zelensky foi abraçado por vários líderes, uma recepção bem diferente da que teve anteontem em Washington.
- Plano para o fim dos combates -
Horas antes da reunião, o premier britânico havia informado à rede BBC que Reino Unido, França e mais um ou dois países vão trabalhar com a Ucrânia em um plano pelo fim dos combates, e discuti-lo com os Estados Unidos.
"Estamos todos muito comprometidos a alcançar uma paz justa e duradoura com a Ucrânia, ressaltou a premier da Itália, Giorgia Meloni. "Acho muito importante evitarmos o risco de o Ocidente se dividir."
Ucrânia e Europa acompanham com preocupação a reaproximação entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, que iniciaram negociações bilaterais para encerrar a guerra sem convidar a Ucrânia ou os europeus.
"No século XXI, as relações entre os países são de alianças, não de vassalagens. A era dos países subjugados acabou. Hoje defendemos uma ordem internacional de países livres, iguais e soberanos, por isso defendemos a Ucrânia perante a ameaça neoimperialista de Putin", publicou no X o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, antes da reunião em Londres.
- Esperança -
O chanceler alemão, Olaf Scholz, expressou esperança de que os Estados Unidos continuem apoiando a Ucrânia. "O apoio internacional e transatlântico é importante para a segurança daquele país e da Europa", ressaltou.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, pediu ao Ocidente que resista à "chantagem e agressão" da Rússia, e também a união entre a Europa e os Estados Unidos em relação à Ucrânia.
Funcionários do alto escalão americano sugeriram que o presidente ucraniano pode ter que renunciar se quiser um acordo de paz. "Precisamos de um líder que possa negociar conosco e com os russos em algum momento e encerrar essa guerra", disse à rede de TV CNN o assessor de segurança nacional do presidente Trump, Mike Waltz.
Ch.Kahalev--AMWN