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Hamas condena as ameaças de 'morte' de Trump ao 'povo de Gaza'
O movimento palestino Hamas afirmou, nesta quinta-feira (6), que o ultimato de Donald Trump incentivou Israel a desistir do instável acordo de trégua, depois do presidente ter ameaçado de "morte" o "povo de Gaza", se os reféns não fossem libertados.
O ultimato de Trump veio depois de seu governo confirmar contatos diretos sem precedentes com o Hamas, um movimento islamista palestino designado como organização terrorista pelos Estados Unidos.
"Essas ameaças complicam a situação relativa ao acordo de cessar-fogo e encorajam a ocupação (Israel) a não cumprir seus termos", reagiu o Hamas, pedindo que Washington, em seu papel de garante do acordo, "pressione" Israel a respeitar seus compromissos.
"Para o povo de Gaza: um belo futuro os aguarda, mas não se eles mantiverem reféns. Se fizerem, estão MORTOS! Tomem uma decisão INTELIGENTE. LIBERTEM OS REFÉNS AGORA, OU HAVERÁ UM INFERNO PARA PAGAR DEPOIS!", escreveu o republicano em sua rede Truth Social.
A trégua em Gaza é frágil devido às divergências entre Hamas e Israel sobre os termos da extensão do cessar-fogo, em vigor desde 19 de janeiro, após 15 meses de uma guerra devastadora na Faixa de Gaza.
O conflito foi desencadeado por um ataque sem precedentes em magnitude e violência realizado pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
Das 251 pessoas sequestradas nesse dia, 58 seguem retidas em Gaza, das quais 34 foram declaradas mortas pelo exército israelense.
Entre os 58 sequestrados, cinco também são cidadãos americanos: quatro foram confirmados como mortos e acredita-se que um esteja vivo, de acordo com uma contagem feita pela AFP.
D.Cunningha--AMWN