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Israel lança ofensiva contra líderes do Hamas no Catar
Israel lançou vários ataques aéreos contra líderes do movimento palestino Hamas no Catar nesta terça-feira (9), informaram as Forças Armadas israelenses e o governo catari.
"O exército e a agência de segurança interna israelense [Shin Bet] realizaram um ataque direcionado contra líderes de alto escalão da organização terrorista Hamas", disseram as Forças Armadas.
Um oficial militar confirmou a operação em Doha, batizada de "Cúpula de Fogo", e que foi realizada por meio de ataques aéreos.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu que a operação foi "completamente independente", sem o envolvimento de outros países.
"A ação de hoje contra os principais líderes terroristas do Hamas foi uma operação completamente independente de Israel", afirmou um comunicado de seu gabinete.
"Israel iniciou, Israel executou e Israel tem total responsabilidade", acrescentou.
Um jornalista da AFP no Catar constatou um bombardeio em um complexo usado pelo Hamas. Segundo o governo catari, o ataque teve como alvo as residências de líderes do Hamas em Doha, chamando-o de "covarde".
De acordo com um dirigente do Hamas em Gaza, que não quis ser identificado, a operação teve como alvo a delegação do movimento islamista que discute "a proposta do presidente [americano] Donald Trump de cessar-fogo na Faixa de Gaza".
- Condenação do Irã e da Jordânia -
O Irã, um importante aliado do Hamas, classificou o ataque como uma "grave violação de todas as normas e regulamentos internacionais". A Jordânia e os Emirados Árabes Unidos também o condenaram. Segundo o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, trata-se de "uma extensão da brutal agressão israelense que ameaça a segurança e a estabilidade da região".
Desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas ao território israelense em 7 de outubro de 2023, Israel matou vários líderes e funcionários de alto escalão do Hamas.
O Exército justificou o ataque afirmando que "durante anos, esses membros da liderança do Hamas dirigiram as operações da organização terrorista, são diretamente responsáveis pelo massacre brutal de 7 de outubro e orquestraram e administraram a guerra contra o Estado de Israel".
Na semana passada, Netanyahu ordenou o início das negociações para a libertação de todos os reféns, poucos dias após o Hamas aprovar uma nova proposta de cessar-fogo apresentada pelos mediadores (Egito, Catar e Estados Unidos).
Segundo fontes palestinas, a proposta prevê a libertação gradual de reféns durante uma trégua inicial de 60 dias, em troca de prisioneiros palestinos mantidos em Israel.
Ao mesmo tempo, Netanyahu deu sinal verde para uma nova ofensiva militar para tomar o controle da Cidade de Gaza, que Israel considera um dos últimos redutos do movimento islamista palestino.
Nesta terça-feira, o braço armado do Hamas assumiu a responsabilidade pelo ataque de segunda-feira em Jerusalém, que matou seis israelenses.
"As Brigadas Al-Qasam reivindicam a responsabilidade pelo ataque a tiros ocorrido na manhã de ontem, segunda-feira (...), perto da travessia do assentamento de Ramot", afirmou em um comunicado.
Na segunda-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, instou o Hamas a se render, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um "último aviso" ao movimento islamista palestino, instando-o a libertar todos os reféns.
T.Ward--AMWN