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ONU pede investigação de ataque a hospital de Mianmar com mais de 30 mortos
A ONU pediu, nesta quinta-feira (11), uma investigação do ataque da junta militar a um hospital no oeste de Mianmar, que deixou mais de 30 mortos.
A junta militar trava uma ofensiva feroz contra grupos rebeldes, com a mira voltada para as eleições legislativas deste mês.
Pelo menos 33 pessoas morreram e 20 ficaram feridas, incluindo profissionais de saúde, pacientes e familiares, indicou nesta quinta-feira no X o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O balanço anterior, fornecido por um trabalhador humanitário, Wai Hun Aung, era de 31 mortos.
Segundo essa fonte, um avião militar atacou na noite de quarta-feira o hospital da cidade de Mrauk U, no estado de Rakhine, perto da fronteira com Bangladesh. “A situação é terrível”, disse Wai Hun Aung.
A AFP contatou um porta-voz da junta, mas até agora não obteve resposta. Pelo menos 20 corpos foram vistos no chão do lado de fora do hospital durante a noite.
“Tais ataques podem constituir um crime de guerra. Peço que sejam realizadas investigações e que os responsáveis sejam levados à Justiça”, afirmou no X o alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk.
Segundo observadores da guerra civil birmanesa, a junta tem intensificado seus ataques aéreos ano após ano desde que tomou o poder em um golpe de Estado em 2021, que pôs fim a uma década de democracia no país.
Os militares convocaram eleições a partir de 28 de dezembro, mas os rebeldes prometeram impedir a votação nos territórios sob seu controle, que a junta tenta retomar.
G.Stevens--AMWN