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Tailândia bombardeia famosa cidade de cassinos na fronteira do Camboja
O conflito na fronteira entre Tailândia e Camboja se intensificou nesta quinta-feira (18), quando o exército de Bangcoc bombardeou a cidade de Poipet, no momento em que um mediador da China tem uma visita programada à região.
O confronto entre os dois reinos do Sudeste Asiático, que entrou no 12º dia, provocou 39 mortes e deixou 800.000 deslocados nos dois lados.
A crise tem como origem uma antiga disputa sobre a demarcação da fronteira de 800 km estabelecida no período colonial.
Segundo o Ministério do Interior do Camboja, os aviões de combate tailandeses lançaram três bombas em uma área da cidade de Poipet, famosa por seus cassinos, muito populares entre os jogadores tailandeses.
O ataque danificou um armazém, outro edifício e feriu levemente dois civis, afirmou a fonte em um comunicado.
Por sua vez, a Tailândia indicou que atacou um edifício que, segundo seus serviços de inteligência, "é utilizado para armazenar foguetes".
Quatro cassinos foram atingidos pelos ataques tailandeses desde a retomada das hostilidades em 7 de dezembro, informou no início da semana o Ministério do Interior cambojano.
Diante do risco de um conflito prolongado, os esforços diplomáticos foram intensificados após o fracasso da intervenção do presidente americano, Donald Trump.
Um enviado especial do Ministério das Relações Exteriores da China deveria viajar ao local para tentar mediar uma trégua entre os governos da Tailândia e do Camboja.
O chanceler chinês, Wang Yi, falou por telefone, separadamente, com seus pares tailandês e cambojano e exigiu um "cessar-fogo o quanto antes", segundo um comunicado do ministério.
"A intensidade desta série de confrontos excedeu a de incidentes anteriores", destacou.
A China atuou em julho, durante um episódio anterior de confrontos na fronteira, em conjunto com os Estados Unidos.
O presidente americano anunciou na última sexta-feira que os líderes tailandês e cambojano haviam aceitado uma trégua após um telefonema, mas Bangcoc desmentiu e os combates prosseguiram.
Por sua vez, o alto comissário das Nações Unidas dos Direitos Humanos, Volker Turk, pediu um cessar-fogo imediato em um comunicado nesta quinta-feira.
"Garantir a segurança dos civis e permitir que voltem às suas casas de forma segura é vital", afirmou Turk.
O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, cujo país ocupa a presidência rotativa da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), também pediu na quarta-feira um "cessar-fogo imediato".
Os dois países consideraram que ainda era "cedo demais para uma reunião" de seus líderes, informou Ibrahim, que se mostrou "cautelosamente otimista" sobre as possibilidades de sucesso das negociações.
L.Mason--AMWN