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Trump retira dezenas de embaixadores de carreira nomeados durante governo Biden
O governo dos Estados Unidos retirará dezenas de embaixadores nomeados durante a administração passada do presidente Joe Biden, no âmbito de uma ampla reestruturação destinada a alinhar o corpo diplomático às prioridades de política externa do presidente Donald Trump.
Os chefes de missão, em sua maioria diplomatas de carreira, foram informados de que devem deixar seus postos até meados de janeiro, segundo a American Foreign Service Association (AFSA), que representa os funcionários do Departamento de Estado.
Informações da imprensa indicam que embaixadores de 30 países serão afetados, especialmente na África.
Embora seja habitual que um governo reorganize embaixadores em missões ou capitais estratégicas e nomeie doadores ou simpatizantes do presidente, é incomum retirar diplomatas de carreira antes do fim de seu mandato ou da nomeação de um sucessor.
"Nenhuma explicação foi dada para essas remoções", afirmou a AFSA no Facebook. "Remover sem motivo diplomatas de alto escalão enfraquece a credibilidade dos Estados Unidos no exterior e envia um sinal preocupante ao corpo diplomático profissional", acrescentou.
Um alto funcionário do Departamento de Estado disse nesta segunda-feira (22) que mudar embaixadores é "um processo padrão em qualquer governo".
"Um embaixador é um representante pessoal do presidente, e é direito do presidente garantir que tenha indivíduos nesses países que promovam a agenda de 'America First' [Estados Unidos primeiro]", disse o funcionário, sob condição de anonimato, em referência ao slogan de campanha e de governo de Trump.
Em seu segundo mandato, Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, reformaram a diplomacia americana para se concentrar no combate à imigração ilegal, no corte da ajuda externa e nas políticas de diversidade.
Rubio supervisionou a demissão de centenas de funcionários dentro do Departamento de Estado.
F.Bennett--AMWN