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Diretor-geral da OMS elogia esforços de Uganda contra o ebola
O diretor da Organização Mundial da Saúde visitou Uganda nesta segunda-feira (8) e elogiou os esforços do país para limitar a propagação de um surto de ebola procedente da vizinha República Democrática do Congo (RDC).
A OMS declarou uma emergência sanitária internacional por causa do surto, que causou 515 infecções confirmadas na RDC, inclusive 91 mortes, desde que foi anunciada em 15 de maio no nordeste do país.
Uganda registrou 19 casos e duas mortes. Todos, exceto cinco, eram cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira.
"A taxa de êxito no manejo do ebola em Uganda tem sido boa", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma visita ao Hospital Nacional de Referência Mulago, na capital, Kampala.
"Graças à experiência adquirida na gestão de emergências de saúde pública, a taxa de letalidade é inferior a 1%", disse, acrescentando que a OMS apoiou o treinamento de 148 trabalhadores sanitários para a resposta ao ebola.
Ele destacou, ainda, a decisão do governo de cancelar as comemorações anuais pelo Dia dos Mártires, em 3 de junho, que normalmente atraem grandes multidões de toda a região.
"Foi uma decisão acertada porque o ebola se propaga rapidamente neste tipo de concentrações. Agora, estamos contabilizando 19 casos e, se a celebração do Dia dos Mártires tivesse ocorrido, agora estaríamos falando de três dígitos", disse Tedros.
O diretor da OMS se reuniu com o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, e destacou que ambos falaram da "colaboração transfronteiriça".
"Não há necessidade de restrições, pois afetam a economia", disse Tedros. "As restrições na verdade não ajudam... A solução é abordar o epicentro".
O chefe da OMS tinha visitado recentemente a República Democrática do Congo, um vasto país da África Central com mais de 100 milhões de habitantes, que agora sofre seu 17º surto de ebola.
Não existe vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo do ebola, responsável por este último surto.
O ebola, transmitido por contato próximo e através dos fluidos corporais, matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos.
F.Pedersen--AMWN