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Árbitro somali é afastado da Copa do Mundo após ter entrada nos EUA negada
O premiado árbitro somali Omar Artan foi afastado da Copa do Mundo de 2026, que começa daqui a três dias, após ter sua entrada nos Estados Unidos negada, anunciou a Fifa nesta segunda-feira (8).
"A Fifa não interfere nos procedimentos de imigração do país-sede, incluindo a emissão de vistos, e foi informada pelas autoridades de que a situação de Artan não será alterada neste momento", explicou a entidade em comunicado.
"Assim como em competições anteriores organizadas pela Fifa, o governo do país-sede tem a palavra final sobre quem recebe visto e quem é admitido em seu território", acrescenta a nota.
Ainda não se sabe os motivos dessa expulsão, já que Artan possuía visto válido, afirmou Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália, em entrevista à AFP.
A Somália é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de viagem aos Estados Unidos, imposta pelo governo de Donald Trump.
Artan "é um dos árbitros mais respeitados da África e (...) negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar (...) prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play", lamentou Abshir.
"A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil", acrescentou o assessor, que é ex-capitão da seleção da Somália.
- Somália na mira de Trump -
No quadro da Fifa desde 2018, Artan atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.
"Elogio os esforços, o profissionalismo e a integridade demonstrados pelo árbitro Omar, que se tornou uma inspiração para a nova geração de somalis", disse o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, quando Artan foi escalado para a Copa do Mundo, em abril.
A Somália está na mira de Donald Trump. No final de novembro, o presidente americano descreveu o país como "podre" e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege os cidadãos somalis da deportação.
L.Mason--AMWN