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Nova chefe de imprensa de Trump admite que reprovou no exame de advocacia
A nova secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, admitiu na quinta-feira (15) que não foi aprovada no exame para exercer a advocacia nos Estados Unidos, ao contrário do que havia afirmado.
Menos de uma semana após assumir o cargo, Zacharia, de 41 anos, levantou dúvidas sobre suas credenciais ao se apresentar, nas redes sociais e em programas de televisão, como assessora jurídica de uma organização conservadora sem fins lucrativos sediada na Califórnia e ao afirmar que havia trabalhado como advogada em um escritório em Pequim.
No entanto, as credenciais jurídicas de Zacharia, nomeada na semana passada pelo presidente Donald Trump, foram postas em xeque depois que ela deu uma resposta vaga sobre onde havia sido aprovada no exame da ordem.
Zacharia formou-se em Direito pela Universidade Pepperdine em 2011, mas obter o diploma não habilita automaticamente alguém a exercer a profissão.
Em uma entrevista à Fox News na quinta-feira, o apresentador Sean Hannity perguntou-lhe: "A senhora fez o exame da ordem, mas não foi aprovada, correto?".
"Sim", respondeu ela.
Em uma entrevista anterior ao veículo conservador Real America's Voice, Zacharia gerou dúvidas sobre a veracidade de suas credenciais ao indicar que havia se inscrito para fazer o exame, mas estava "distraída e sobrecarregada" com os planos de mudança para a China com o marido.
"Os resultados são, de certa forma, irrelevantes, porque eu sabia que não precisaria do título de advogada na China", disse ela.
Cidadãos estrangeiros não podem prestar o exame da ordem na China, embora possam realizar certos trabalhos jurídicos em escritórios de advocacia chineses.
Na entrevista com Hannity, foi questionada se havia feito o exame uma segunda vez, ao que ela respondeu: "Não fiz".
"Tive quatro filhos em seis anos", disse ela. "Nunca foi minha intenção exercer a advocacia."
Zacharia disse na Real America’s Voice que "muitas pessoas do setor" haviam lhe garantido que ela poderia atuar como advogada, dado o seu diploma em direito e a experiência em direito empresarial que obteve na China.
Ela acrescentou que poderia "oferecer análises jurídicas, não consultoria jurídica".
A organização de ética política Campaign for Accountability solicitou, na quarta-feira, que a Ordem dos Advogados da Califórnia iniciasse uma investigação.
"Na Califórnia, intitular-se advogado sem licença não é um exagero; é crime", afirmou a organização em um comunicado à imprensa.
Zacharia conduziu sua breve primeira coletiva de imprensa na terça-feira e respondeu apenas a perguntas de três jornalistas.
A republicana substitui Karoline Leavitt, uma aliada convicta do presidente Donald Trump que liderou uma estratégia de comunicação agressiva contra a mídia tradicional antes de renunciar, em agosto, para dedicar mais tempo à família.
P.Mathewson--AMWN