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Cultivo de ópio aumenta no Afeganistão apesar da proibição do governo talibã
O cultivo de ópio quadruplicou este ano no Afeganistão, apesar da proibição imposta pelo governo talibã, informou nesta quinta-feira (29) a ONU, que ressaltou a necessidade de apresentar alternativas produtivas aos agricultores pobres.
As áreas plantadas alcançaram 43.000 hectares, acima das 10.000 de 2025, enquanto a produção estimada de ópio passou de 300 para 1.500 toneladas, informa um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
O Afeganistão foi o maior produtor mundial de papoula, mas foi superado por Mianmar depois que os talibãs anunciaram, em 2022, uma proibição ao comércio no país.
Porém, a pobreza obrigou alguns agricultores a voltar a produzir a papoula.
"Sem ópio, não conseguimos nem comprar a comida básica", declarou à AFP Mohamad, um agricultor de 22 anos, no nordeste do Afeganistão.
A proibição de 2022 fez com que as áreas cultivadas com papoula caíssem de 200.000 para 10.000 hectares em 2025.
Em Mianmar, foram cultivados 53.000 hectares em 2025, mas não há dados disponíveis para 2026.
As autoridades talibãs afirmam que destruíram mais de 22.000 hectares de papoula, mas, segundo o UNODC, muitas plantações ficam escondidas e são difíceis de detectar.
P.Costa--AMWN