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Milhares de estudantes e trabalhadores protestam na Itália sob um forte esquema de segurança
Milhares de estudantes e trabalhadores saíram às ruas na Itália nesta sexta-feira (30) para reivindicar mais verbas para a educação e medidas de alívio diante do aumento do custo de vida, em meio a um amplo desdobramento policial para evitar possíveis confrontos.
O protesto nacional ocorre após semanas de manifestações lideradas por estudantes, impulsionados por movimentos semelhantes na França e na Espanha.
Uma greve geral convocada pelo sindicato italiano USB mobilizou milhares de trabalhadores nas últimas semanas contra os preços dos combustíveis e o aumento dos gastos com defesa.
Marchas tomaram dezenas de cidades como Bolonha, Gênova, Nápoles e Turim, onde ocorreram alguns confrontos menores entre manifestantes e policiais de choque no início do protesto.
Em Roma, milhares de pessoas partiram da estação central de trem Termini em direção ao Coliseu.
A universitária Beatrice Chilelli disse à AFP que os estudantes haviam "chegado ao limite", indicando que um quarto individual em uma residência estudantil em Roma pode custar até 1.200 euros por mês (7.190 reais).
- 'Vamos recuperar o nosso futuro' -
O protesto em Milão também começou na estação central de trem, mas seguiu para as periferias, onde vândalos saquearam lojas, destruíram bens e enfrentaram a polícia há duas semanas, após outra manifestação autorizada contra o custo de vida.
"Vamos recuperar o nosso futuro", dizia um dos cartazes. A polícia de choque bloqueou várias ruas, mas até o meio-dia não haviam sido registrados confrontos graves.
Além de estudantes, participaram do protesto desta sexta-feira professores, trabalhadores e aposentados. Nas principais cidades também foram vistas bandeiras pró-Palestina.
Após os confrontos entre jovens e policiais registrados em Milão durante o fim de semana de 17 e 18 de outubro, o governo de extrema direita da primeira-ministra Giorgia Meloni endureceu as leis sobre manifestações públicas e flexibilizou as normas para a detenção de menores.
Na semana passada, também aprovou um pacote de auxílio de 175,2 milhões de euros (1,05 bilhão de reais) destinado a caminhoneiros, agricultores e pescadores afetados pelo forte aumento dos preços dos combustíveis, ligado à guerra no Oriente Médio.
Também estão previstas medidas em favor de jovens e famílias no projeto de orçamento para 2027, que está atualmente sendo debatido pelos diferentes partidos da coalizão governista.
A.Jones--AMWN