-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
Trump e Milei enfrentam pressão por fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA
Os presidentes Donald Trump e Javier Milei enfrentam pressão para explicar a participação dos Estados Unidos e da Argentina na saída do ex-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil.
O senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, deixou o país de forma clandestina após perder o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Depois de ter seus passaportes brasileiros cancelados, ele entrou na Argentina por via terrestre e embarcou em um jato particular com destino à Flórida, onde chegou na quarta-feira (28).
O trajeto, cercado de incertezas, agrava as crises diplomáticas de Brasília com Washington e Buenos Aires, que já dura meses.
O Itamaraty convocou na quinta-feira a encarregada de negócios da Argentina em Brasília para "prestar esclarecimentos" sobre uma possível participação do governo do ultraliberal Milei na fuga, informou nesta sexta uma fonte diplomática brasileira à AFP.
Tratou-se de "um procedimento de praxe", afirmou a fonte, sem revelar o conteúdo da conversa.
A versão foi rejeitada pelo chanceler argentino, Pablo Quirno. "Falso. Não houve nenhum pedido de explicações", escreveu na rede social X.
Em Washington, congressistas do Partido Democrata também pediram nesta sexta-feira ao secretário de Estado, Marco Rubio, que esclareça se houve coordenação com Buenos Aires para facilitar a fuga de Flávio.
- Saída inesperada -
Após perder o segundo turno, Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota e denunciou uma "fraude eleitoral", embora os resultados tenham sido reconhecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por integrantes de seu próprio partido e aliados.
Seus passaportes brasileiros, incluindo um diplomático, haviam sido cancelados em meio a uma investigação por lavagem de dinheiro.
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, ele embarcou na noite de terça em um avião particular em Puerto Iguazú, no nordeste do país, 40 minutos após entrar em território argentino por terra a partir da fronteira brasileira.
De acordo com um documento de voo consultado pela AFP, Flávio embarcou usando um passaporte italiano.
Um alto funcionário do governo argentino negou qualquer irregularidade em sua passagem pelo país. Não havia "impedimentos da Interpol", declarou Diego Santilli, chefe de gabinete de ministros.
Ao chegar à Flórida na quarta-feira, após uma escala no Equador, o ex-candidato se declarou "o líder" do Brasil em uma carta e afirmou que comandará a oposição a partir dos Estados Unidos.
Ao contrário da maioria dos países, Argentina e Estados Unidos não reconheceram a vitória de Lula nas eleições de domingo.
As tensões entre o governo de Milei e o presidente Lula aumentaram em agosto, quando o Brasil reduziu sua representação diplomática na Argentina após insultos do presidente argentino ao brasileiro.
- Isolado -
Lula venceu de forma surpreendente seu quarto mandato presidencial no segundo turno, após Flávio sair na frente no primeiro.
Trump classificou a eleição como uma “desgraça”, mas evitou apoiar a alegação do senador de que seria o verdadeiro "líder" do Brasil.
A direita brasileira também não respaldou as pretensões de Flávio Bolsonaro após sua saída do país.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou na quinta-feira que "ninguém aprovou a carta" em que o ex-candidato se autoproclamou líder e que é preciso "tocar o partido pra frente".
Já a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), esposa de Jair Bolsonaro, disse que o marido pediu à direita um "momento de união e não de procurar culpados".
Aliado de Trump durante o primeiro mandato do republicano, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado em 2022, depois de perder a eleição para Lula.
L.Mason--AMWN