-
Houthis anunciam ataque contra base saudita após novos combates com forças do Iêmen
-
'Estou bem': Céline Dion renasce nos palcos de Paris
-
Rybakina vence Sabalenka e conquista seu primeiro US Open
-
Com gol de Bruno Guimarães, Arsenal vence Sunderland e mantém início perfeito no Inglês
-
Com 2 de Mbappé, Real Madrid goleia Rayo Vallecano no Espanhol
-
Forças do governo iemenita atacam houthis na costa do Mar Vermelho
-
Documentário israelense sobre ataques contra civis em Gaza ganha Prêmio Especial do Júri em Veneza
-
Banco Master, o escândalo financeiro que abala a campanha presidencial
-
Brasileiro Guto Miguel perde final do US Open juvenil
-
Premiados no 83º Festival de Cinema de Veneza
-
Dinamarquesa May el-Toukhy ganha Leão de Ouro em Veneza com drama histórico 'Woman Unkown'
-
Milan busca empate no 2º tempo e interrompe série de vitórias da Lazio
-
França minimiza hipótese de ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Gigantes da IA concordam em frear seu desenvolvimento
-
Incêndio em lar de idosos no Chile deixa 16 mortos
-
Zelensky disposto a se reunir com Putin no G20, mas Moscou recusa
-
Trump diz que unificação da Irlanda seria 'fantástica'
-
Monaco empata com Strasbourg e interrompe sequência 100% no Francês
-
Incêndio em balsa nas Filipinas deixa 76 mortos
-
'O Segredo de Widow's Bay' e 'The Pitt' chegam como favoritos ao Emmy
-
França investiga possível ato deliberado após descarrilamento de trem
-
Zelensky está disposto a se reunir com Putin no G20 em Miami
-
Raphinha está "em outro nivel", destaca Hansi Flick
-
Freiburg é o novo líder do Campeonato Alemão; Dortmund segue 100%
-
Conselho de Supervisão da Meta pede que verificação não seja substituída por 'Notas da Comunidade'
-
Guerra no Oriente Médio 'não atende aos interesses comuns', denuncia Xi em reunião do Brics
-
Trump chega à Irlanda para torneio de golfe e reuniões de alto nível
-
PF investiga Flávio Bolsonaro por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro
-
Nasce primeiro filho da cantora Lady Gaga (imprensa)
-
Conversas entre Israel e Líbano em Roma são adiadas para outubro
-
Anthropic revela uso indevido de IA em armas, espionagem e vigilância
-
Matemáticos alertam para 'efeito destrutivo' da IA em sua disciplina
-
Rebeldes do Iêmen tomam estreito estratégico
-
Descarrilamento de trem deixa 44 feridos no norte da França
-
Siniakova e Townsend vencem torneio feminino de duplas do US Open
-
Abel Ferreira é suspenso por três jogos após chutar microfone
-
McLaren 'avança muito bem' para 2027, diz seu diretor técnico
-
Americana é detida no México acusada de fornecer armas para o tráfico
-
Antonelli faz o melhor tempo no segundo treino livre para o GP da Espanha de F1
-
Emirados usaram IA contra especialistas da ONU sobre Sudão, diz Anthropic
-
Filme brasileiro é premiado no Festival de Veneza
-
Presidente colombiano remove das redes sociais vídeos de corpos após ordem judicial
-
Ataques russos a postos de gasolina em Kiev deixam 2 mortos
-
Venezuela assina com Suriname acordo de cooperação em hidrocarbonetos
-
Rebeldes houthis do Iêmen tomam estratégico Estreito de Bab el-Mandeb
-
Aeroporto de Nashville, nos EUA, será renomeado em homenagem a Dolly Parton
-
EUA recorda os atentados de 11 de setembro 25 anos depois
-
Deputados britânicos rejeitam legalização da morte assistida
-
Economia da França 'perde fôlego' antes de ano eleitoral incerto
-
Guarda Costeira das Filipinas recupera 30 corpos após incêndio em balsa
Genética encontra rastro dos primeiros humanos modernos da Europa
Cientistas revelaram um vínculo entre o genoma dos primeiros "homo sapiens" que chegaram à Europa há 45.000 anos, dos quais se pensava não haver herança genética, e o das populações muito mais tardias de um período do Paleolítico, conhecido por suas estatuetas de Vênus.
A descoberta foi feita com base em fragmentos de crânios do sítio arqueológico de Buran Kaya III, na península da Crimeia, ao norte do Mar Negro, escavados há mais de dez anos.
São ossos de dois indivíduos entre 36.000 e 37.000 anos atrás, cujo genoma foi extraído recentemente, graças a novas técnicas, explica estudo publicado esta semana na "Nature Ecology & Evolution".
Uma equipe internacional de pesquisadores comparou seus genomas com bases de dados de DNA e com o genoma do ser humano moderno mais antigo da Europa, sequenciado no crânio de uma mulher de cerca de 45.000 anos atrás, encontrado no território da República Tcheca.
Nesse período, os primeiros homo sapiens, procedentes da África, desembarcaram no continente euro-asiático, cuja população se formou em ondas sucessivas.
Uma parte desta população pioneira se estabeleceu na Ásia, deixando um legado genético mesmo entre as populações atuais.
A história foi mais caótica para o ramo europeu, do qual até agora não se encontrou uma impressão genética.
Isto levou à suposição de que tinha desaparecido, até ser "totalmente substituída" - vários milhares de anos depois - por uma nova onda de migração, da qual fazem parte os humanos de Buran Kaya III, geneticamente próximos do atual "homo sapiens", explicou à AFP a diretora de pesquisa do órgão científico francês CNRS e coautora do estudo, Eva María Geigl.
- Crise climática -
O declínio se deu pelo esfriamento do clima e pela aridificação ocorridos entre 40.000 e 45.000 anos atrás, agravados por uma gigantesca erupção do vulcão Campos Fedenos (Itália) que cobriu parte da Europa com uma nuvem de cinzas.
Esta crise ecológica foi "suficientemente grave para causar o desaparecimento destes primeiros 'sapiens' e talvez também dos Neandertais", outra espécie humana extinta no mesmo período, continua a geneticista.
Mas a descoberta de seu vestígio no genoma dos humanos do sítio da Crimeia sugere que uma parte deste assentamento pioneiro sobreviveu à catástrofe.
"Alguns indivíduos sobreviveram, já que deixaram parte de seus genes", afirma o diretor de pesquisa do CNRS e coautor do estudo, Thierry Grange.
Seus descendentes "se misturaram com os recém-chegados depois que o clima esquentou e ficou mais úmido", acrescenta Geigl.
Os dois humanos do sítio da Crimeia, que também foram comparados com genomas mais recentes, estão geneticamente ligados a populações da Europa Ocidental associadas à cultura Gravettien, localizada entre 31.000 e 23.000 anos atrás. Essa cultura é conhecida pela produção de estatuetas femininas chamadas Vênus, ou Dama de Brassempuy (figura de marfim representando uma cabeça humana).
As escavações de Buran Kaya III permitiram descobrir objetos bastante semelhantes (ferramentas de pedra e marfim de mamute), mas o vínculo com essa cultura no Ocidente era debatida entre os arqueólogos.
Ambas "estavam muito distantes geograficamente e havia mais de 5.000 anos de diferença", enfatiza Grange.
Seus trabalhos fornecem a prova genética que nos permitem afirmar que a cultura gravetiana teve muitas origens no Leste. E, do mesmo modo, mostra que os antepassados da Europa Oriental migraram para o Oeste, "contribuindo para os genomas dos europeus atuais", conclui Geigl.
Y.Nakamura--AMWN