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Médicos estimam que Bolsonaro voltará à prisão em 1º de janeiro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, encontra-se "estável" após um novo procedimento médico realizado nesta segunda-feira (29) contra suas crises de soluço, e os médicos estimam que ele retornará à prisão em 1º de janeiro.
Bolsonaro, de 70 anos, foi submetido ao bloqueio anestésico de um nervo que controla o diafragma, no lado esquerdo. O procedimento, realizado no hospital DF Star, em Brasília, durou cerca de uma hora. No sábado, ele havia passado pelo mesmo tratamento no lado direito.
O Supremo Tribunal Federal (STF) sentenciou o ex-presidente a 27 anos de prisão por tramar um plano para se manter no poder após perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
"Se não houver novas intercorrências, novos problemas, [esperamos] que ele fique aqui até o dia 1º" de janeiro, quinta-feira, disse nesta segunda aos jornalistas o cirurgião Claudio Birolini.
O médico explicou que são necessárias "pelo menos 48 horas para a avaliação dos resultados" do bloqueio anestésico e que Bolsonaro ainda deve realizar uma endoscopia entre terça e quarta-feira.
Bolsonaro apresenta agora um "quadro estável", de acordo com o cardiologista Brasil Caiado.
O ex-capitão do Exército saiu pela primeira vez na quarta-feira do local onde se encontra preso desde o fim de novembro para operar uma hérnia inguinal no DF Star, onde permanece hospitalizado.
Essa cirurgia foi realizada na quinta-feira com sucesso, mas seus médicos já anteciparam que poderia ser necessário outro procedimento de menor complexidade para tratar seus soluços persistentes.
Bolsonaro lida há anos com as sequelas da facada no abdômen que sofreu durante um ato de campanha em 2018, e que mais tarde exigiu várias cirurgias de grande porte.
"Já são nove meses de luta e de angústia com soluços diários", escreveu sua esposa, Michelle Bolsonaro, no sábado nas redes sociais.
Assim que receber alta hospitalar, o ex-presidente deverá voltar ao quarto onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O STF rejeitou o pedido de sua defesa para que ele pudesse cumprir a sentença em prisão domiciliar devido a seu estado de saúde.
F.Dubois--AMWN