-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
Banco Central manterá Selic estável, apesar de pressões, segundo mercado
O Banco Central do Brasil (BCB) vai manter inalterada, esta semana, a taxa Selic em 13,75%, apesar das fortes pressões do governo Lula para iniciar uma redução e impulsionar a economia, segundo projeções de mercado.
O Comitê de Política Monetária (Copom) da entidade se reúne nesta terça-feira (2) pela terceira vez no ano, e anunciará sua decisão na quarta, ao finalizar o encontro.
O mercado não espera mudanças na taxa Selic, de acordo com uma pesquisa do jornal Valor Econômico com mais de cem consultorias e instituições financeiras, na qual apenas duas indicaram uma queda.
Com o objetivo de controlar a inflação, o BCB tem mantido a taxa básica de juros desde agosto do ano passado, após um ciclo de altas ininterruptas iniciado em março de 2021, quando estava em um mínimo histórico de 2% por causa da pandemia.
Assim, a Selic se situou em seu máximo desde janeiro de 2017, e entre as taxas de juro real - descontando a inflação - mais altas do mundo, de acordo com a administradora de patrimônios Infinity Asset.
Essa política foi criticada pelo presidente Lula, que qualifica de absurdo o nível da Selic.
Segundo ele, isso encarece o crédito de empresas e consumidores e esfria o crescimento econômico, na contramão das necessidades nacionais.
"Não podemos viver mais em um país onde a taxa de juros não controla a inflação, mas o desemprego, e é, em parte, responsável pela situação que vivemos hoje", disse o presidente na segunda (1), no mais recente de seus embates contra o BCB durante um ato por ocasião do Dia do Trabalhador em São Paulo.
A desocupação nos três primeiros meses de sua administração (janeiro-março) permaneceu em 8,8% - em alta pela terceira vez consecutiva -, com 9,4 milhões de desempregados.
Enquanto isso, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, justificou na semana passada no Senado que ainda não iniciou a redução da Selic porque a inflação projetada ainda está desancorada da meta.
Os aumentos dos preços moderaram-se no Brasil em relação a uma disparada após a pandemia e por causa da guerra entre a Rússia e Ucrânia, quando o indicador anual ficou em dois dígitos durante vários meses.
Em março passado, a inflação nos últimos 12 meses cedeu para 4,65%, abaixo da meta do BCB para este ano, com teto de 4,75%.
No entanto, as expectativas continuam em alta: o mercado espera uma inflação de 6,05%, aumentando pela quinta semana consecutiva, segundo o boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta terça (2).
- "'Timing' técnico" -
O Copom ressaltou, em sua última reunião de março, que "não hesitará em retomar o ciclo de ajuste" se o processo de desinflação não transcorrer como se espera.
Porém, as pressões para iniciar os cortes se multiplicaram, incluindo entidades como a poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que classificou de "pornográfico" o nível da taxa.
E a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que se queixou do "freio" por juros superiores a 30% ao ano nos empréstimos.
Em números, os juros afetarão o crescimento do PIB em 2023, com uma expansão projetada de 1%, segundo o boletim Focus, abaixo dos 2,9% do ano passado.
Campos Neto rebateu as críticas: "O 'timing' político é diferente do técnico" para iniciar as reduções.
Entre outras preocupações ponderadas pelo Copom sobre a economia brasileira está a questão fiscal, ainda pendente.
O governo apresentou o projeto de arcabouço fiscal, com uma nova estrutura de controle para substituir o teto de gastos, que estava em vigor até agora, estabelecendo um limite para os gastos públicos.
A proposta foi recebida com cautela pelo mercado, onde são muitos os temores de que o aumento dos gastos eleve o endividamento e afete a economia.
Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a casa deve votar o arcabouço fiscal até 10 de maio.
O.Karlsson--AMWN