-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Erno Rubik, os 50 anos da invenção do cubo mágico
Era um dia de primavera em 1974, em seu quarto repleto de papéis amassados e barbantes, quando Erno Rubik teve a ideia de juntar pequenos cubos de madeira. Mal sabia ele que esta invenção conquistaria o mundo.
É uma trajetória "incrível", diz o húngaro de 79 anos em entrevista à AFP no Instituto de Tecnologia Aquincum, em Budapeste, onde ocasionalmente dá palestras.
Meio século depois, o cubo de Rubik é como o seu "filho prodígio": é "cansativo" segui-lo por todo o lado e sua "glória" eclipsa o pai, diz o discreto inventor que não está acostumado a dar entrevistas.
Rubik era um simples professor de arquitetura e desenho sem ambição de "deixar uma marca no mundo", explicou ele em um livro publicado em 2020. Mas sua curiosidade e interesse por quebra-cabeças e desafios geométricos levaram-no involuntariamente a outra dimensão.
Após fazer inúmeros protótipos para encontrar o mecanismo ideal e passar dias tentando resolver o jogo, Erno Rubik registrou a patente em 1975.
Dois anos depois, o "Cubo Mágico" de 3x3x3, que mais tarde levaria o nome de seu criador, desembarcou nas lojas de brinquedos da Hungria antes de conquistar os Estados Unidos.
- 43 quintilhões de soluções -
Desde sua invenção, foram vendidos mais de 500 milhões de exemplares do cubo, sem contar as milhões de falsificações, contrariando os que previram o seu declínio na era das telas.
"As novas gerações criaram um vínculo forte" com o cubo, comemora Erno Rubik ao manipular seu objeto de culto.
No mundo digital "esquecemos como usar nossas mãos", "as nossas primeiras ferramentas", afirma o designer. O cubo nos leva de volta "às maravilhas do mundo real. Não apenas refletimos, fazemos algo concreto", acrescenta.
O cubo de Rubik fascina pelo número de caminhos possíveis para encontrar a ordem no caos: 43 quintilhões (43 e 18 zeros atrás). Seriam necessários "centenas, milhares de anos para esgotá-los", diz com entusiasmo o seu criador, que evoca também o "aspecto emocional" de resolver esta "obra de arte que é amada ou odiada".
Ao longo das décadas, Erno Rubik reuniu uma coleção de fotos com cerca de 1.500 capas de revistas em que sua invenção foi retratada, tornando-se um "símbolo de complexidade" para ilustrar problemas geopolíticos ou cenários eleitorais.
O cubo também já foi protagonista de inúmeras competições, algumas baseadas na velocidade e outras mais inusitadas como resolvê-lo em um salto de paraquedas, com os pés, de cabeça para baixo ou às cegas, afirma o inventor.
É uma ferramenta educacional utilizada até mesmo em lares para idosos ou para ajudar pessoas com o espectro autista como Max Park, que detém o recorde mundial de 3,13 segundos com que resolve o cubo, longe do minuto que Erno Rubik precisou para resolvê-lo em 1980.
Em 50 anos, o cubo permitiu ao professor húngaro "viver de forma independente toda a sua vida", sem problemas financeiros, e agora "paga a sua aposentadoria" vivida entre o seu país natal e a Espanha.
Ao ver os rostos das pessoas concentradas diante do cubo mágico e a alegria que sentem ao conseguir resolvê-lo, é tomado por uma "sensação muito agradável por ter conseguido fazer algo de bom para as pessoas", completa.
B.Finley--AMWN