-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
França tem manifestações de apoio a Gisèle Pelicot, vítima de múltiplos estupros
"Todas somos Gisèle". Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado (14) na França em apoio a Gisèle Pelicot, drogada por seu marido durante uma década para que fosse estuprada por dezenas de homens, e para que a "vergonha mude de lado".
Mais de mil manifestantes, mulheres e homens, reunidos na Praça da República em Paris, entoaram gritos como "Você não está mais sozinha" ou "Estuprador, te vemos; vítima, acreditamos em você".
Em Marselha, no sul, os manifestantes — mais de 1.000, segundo os organizadores — penduraram um banner no Palácio da Justiça com a mensagem: "Para que a vergonha mude de lado".
No oeste do país, em Rennes, entre 200 e 400 pessoas seguravam cartazes com frases como "Proteja sua filha, eduque seu filho" ou "Gisèle, nós te amamos".
A designer gráfica belga "Aline Dessine", com 2,5 milhões de seguidores no TikTok, desenhou um cartaz com o rosto de Gisèle Pelicot, com cabelo curto e óculos de sol redondos, que foi usado para convocar a manifestação em apoio às vítimas de violência sexual.
Gisèle, de 71 anos, despertou uma enorme onda de apoio às vítimas de estupro e agressões sexuais ao aceitar que o julgamento de seu marido e dos 50 homens que ele contatou pela internet para estuprá-la enquanto estava inconsciente fosse público.
O julgamento de Dominique Pelicot, agora ex-marido da vítima, e dos 50 acusados começou no dia 2 de setembro em Avignon, no sul da França.
"Requer muita coragem da parte dela, mas era fundamental; assim podemos ver os rostos de seu marido e de todos os outros, ver que não eram criminosos, mas 'bons pais de família'", destacou Jusstine Imbert, de 34 anos, que participou da manifestação em Marselha com sua filha de seis anos.
Os participantes exigiram em todas as manifestações que esses temas deixem de ser tabu e que o caso leve a sociedade e os poderes públicos a agir.
"Este julgamento midiático fará com que se fale sobre o assunto, conscientizará", declarou Martine Ragon, uma aposentada de 74 anos que foi às ruas em Marselha para "denunciar a cultura do estupro".
"Quando li a história, senti nojo, até mesmo nojo de ser um homem [...] Espero que haja uma verdadeira condenação, um verdadeiro exemplo", disse, por sua vez, à AFP Stéphane Boufferet, de 26 anos, trabalhador do setor agrícola que protestou junto a cerca de 200 pessoas em Clermont-Ferrand, no centro da França.
F.Bennett--AMWN