-
Grupo petroquímico Dow cortará 4.500 postos de trabalho
-
Google apresenta AlphaGenome, um novo passo na compreensão do genoma humano
-
Lego e tarifas: México anseia negociação comercial com EUA
-
Rybakina vence Pegula e vai enfrentar Sabalenka na final do Aberto da Austrália
-
Diante da pressão ocidental, Irã ameaça com 'resposta esmagadora'
-
Trump lida com consequências de ataque armado em Minneapolis, dois agentes de imigração são suspensos
-
Primeiro-ministro britânico destaca 'avanços' com a China após reunir-se com Xi em Pequim
-
Técnico de Senegal é suspenso por 5 jogos devido aos incidentes na final da Copa Africana de Nações
-
Famílias de vítimas no Irã denunciam extorsão de autoridades
-
Sabalenka derrota Svitolina e retorna à final do Aberto da Austrália
-
Samsung registra lucro trimestral recorde graças à demanda por chips de IA
-
Preço do ouro se aproxima de 5.600 dólares após ameaças de Trump contra o Irã
-
Starmer e Xi defendem aproximação entre Reino Unido e China diante das turbulências mundiais
-
Nasa prevê lançamento de missão para troca de astronautas da ISS em 11/2
-
Steven Adams, pivô do Houston Rockets, vai perder restante da temporada da NBA
-
Agentes dispersam protesto por detenção de imigrante de 5 anos nos EUA
-
Lula defende soberania do Panamá sobre o Canal, questionada por Trump
-
Quando os goleiros se vestem de artilheiros
-
FBI realiza buscas em centro eleitoral no estado da Geórgia
-
Com gol de goleiro nos acréscimos, Benfica avança e manda Real Madrid para repescagem da Champions
-
Copom mantém taxa Selic em 15%, mas prevê 'flexibilização'
-
SpaceX quer fazer IPO em data que coincida com alinhamento planetário e aniversário de Musk
-
Rubio espera restabelecer laços com a Venezuela e traça futuro levemente otimista
-
Atual campeão PSG e Real Madrid terão que disputar repescagem da Champions
-
Napoli, Olympique, Athletic Bilbao, PSV e Ajax são eliminados da Champions
-
Arsenal termina fase de liga da Champions com 100% de aproveitamento; Bayern passa em 2º
-
'Ninguém tem fé' na presidente interina, diz líder opositora venezuelana nos EUA
-
McLaren vai à pista e Mercedes acumula voltas em mais um dia de testes da F1
-
Raheem Sterling chega a acordo com Chelsea para rescindir seu contrato
-
Bruce Springsteen lança canção mordaz contra Donald Trump e sua polícia de imigração
-
Irã promete responder a qualquer ataque dos EUA, mas abre porta a diálogo nuclear
-
Douglas Luiz volta ao Aston Villa por empréstimo até o fim da temporada
-
Israel enterra corpo de último refém mantido em Gaza
-
Petro propõe a Noboa diálogo sobre crise entre Colômbia e Equador
-
Trump adverte prefeito de Minneapolis sobre migração e tensão volta a escalar
-
Fed mantém taxas de juros inalteradas e desafia pressão de Trump
-
Sarah Mullally é confirmada como primeira mulher líder da Igreja Anglicana
-
MP do Equador investiga se Venezuela financiou campanha da esquerda à Presidência
-
Irã adverte que 'vai responder como nunca' em caso de ataque dos EUA
-
LaLiga pagará torcedores que denunciarem transmissões ilegais de jogos do Campeonato Espanhol
-
Violência do narcotráfico vira o 'pão de cada dia' na Costa Rica
-
Uma das últimas sobreviventes do Holocausto alerta para ressurgimento do antissemitismo
-
Rubio espera restabelecer relações com a Venezuela 'em breve' e traça futuro cautelosamente otimista
-
Putin e presidente da Síria trocam elogios em reunião sobre bases militares russas
-
Lula critica divisão da América Latina sobre a Venezuela
-
Mundo não está preparado para o aumento do calor extremo, dizem cientistas
-
Lucas Paquetá volta ao Flamengo em transferência recorde no futebol sul-americano
-
Elie Saab celebra noites douradas em Paris e IA invade desfile de alta-costura
-
Trump acusa prefeito de Minneapolis de 'brincar com fogo' sobre imigração
-
Com US$ 13,11 bilhões em transferências, futebol bateu mais um recorde em 2025
Milei surpreende com vitória contundente nas legislativas de meio de mandato
O presidente Javier Milei obteve uma vitória surpreendente e contundente nas eleições legislativas de domingo na Argentina, um "ponto de virada" segundo o líder ultraliberal ,que foi parabenizado por seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua "vitória esmagadora".
O partido de Milei, A Liberdade Avança (LLA), venceu por uma diferença de nove pontos a nível nacional após quase dois anos de reformas ultraliberais, que o presidente prometeu aprofundar a partir de agora.
O resultado traz alívio ao governo após semanas marcadas por uma forte pressão sobre o peso argentino, o que levou Milei a pedir um resgate financeiro a Trump, que havia condicionado o apoio ao resultado eleitoral.
"Parabéns ao presidente Javier Milei por sua vitória esmagadora na Argentina", escreveu o americano na rede Truth Social durante sua viagem pela Ásia.
"Está fazendo um trabalho excelente! Nossa confiança nele foi justificada pelo povo da Argentina", acrescentou.
O partido governista (LLA) venceu com 40,7% dos votos, superando o peronismo (centro-esquerda), que em suas diversas variantes somou 31,7%, segundo dados provisórios da Direção Nacional Eleitoral após a apuração de 98,9% das urnas.
"Hoje passamos o ponto de virada, hoje começa a construção da Argentina grande", disse Milei no discurso de vitória, ao som de rock, mas no qual se mostrou comedido e aberto ao diálogo.
O governo terá, a partir de 10 de dezembro, um terço na Câmara dos Deputados para blindar os vetos presidenciais a seus projetos que enfrentam resistência no Congresso. No Senado, no entanto, terá que formar alianças para avançar em reformas estruturais que exijam maiorias.
"Passamos a contar com 101 deputados em vez de 37 e no Senado passamos de seis senadores a 20", disse Milei, em um discurso mais conciliador do que o habitual, no qual convocou os governadores e outras forças políticas ao diálogo.
A projeção de cadeiras ainda deve ser confirmada pela apuração definitiva.
Os eleitores do LLA celebraram os resultados. "Estou muito feliz e entusiasmado. Não esperava um número tão grande", disse à AFP Facundo Campos, um consultor de marketing de 38 anos.
O resultado mais surpreendente foi o da província de Buenos Aires, a mais populosa do país, onde o governo havia perdido por mais de 13 pontos nas legislativas locais de setembro e agora ficou praticamente empatado com o peronismo.
A taxa de participação foi de 67,9%, a menor para uma eleição nacional desde o retorno da democracia na Argentina em 1983.
- Alívio -
Para o cientista político e historiador Sergio Berensztein, o resultado implica "uma ratificação do rumo para o presidente Milei em um momento realmente crítico ou complicadíssimo".
Depois de promover reformas no Congresso com apoio da oposição em 2024, Milei sofreu uma série de reveses neste ano.
O presidente enfrentou turbulências financeiras e monetárias, uma crise dentro do seu partido após a saída de um candidato acusado de vínculos com o narcotráfico e escândalos por suposta corrupção que envolveram sua irmã e secretária, Karina Milei.
Também começou a enfrentar um Congresso hostil que bloqueou seus últimos vetos a leis que, na opinião de Milei, comprometem o equilíbrio fiscal, âncora de uma gestão com a qual conseguiu reduzir a inflação de 211% em 2023 para 31,8% em termos anuais em setembro de 2025.
"O presidente conseguiu um terço de votos próprios (no Congresso) para evitar um julgamento político e para evitar que rejeitem seus vetos no Congresso, mas agora precisa demonstrar flexibilidade, humildade e capacidade de conseguir acordos com governadores e com as forças opositoras", destacou Berensztein à AFP.
- Redobrar esforços -
Após a derrota, o governador peronista de Buenos Aires, Axel Kicillof, disse que é necessário "redobrar os esforços para cuidar das pessoas".
"Milei se equivoca se comemora este resultado eleitoral, onde 6 de cada 10 argentinos disseram que não concordam com o modelo que propõe", escreveu na rede social X.
Diante da casa da ex-presidente Cristina Kirchner, liderança peronista que está em prisão domiciliar por acusações de corrupção, centenas de pessoas lamentaram o resultado.
"Evidentemente o que está ganhando é a indiferença, não tenho muito mais a dizer", disse Mariano, de 61 anos, que não quis revelar seu sobrenome.
Nas semanas anteriores à eleição, o Tesouro dos Estados Unidos comprou pesos para esfriar a corrida cambial e Trump prometeu a Milei até 40 bilhões de dólares.
Para a analista de opinião pública Shila Vilker, o apoio de Trump foi "muito criticado por uma parte da população argentina, mas também foi muito valorizado por outro segmento importante do eleitorado".
J.Williams--AMWN