-
Países Baixos expõem grande coleção de Van Gogh pela primeira vez em 40 anos
-
Arábia Saudita promete resposta firme aos ataques houthis
-
Comércio varejista desacelera em agosto na China
-
Líder da extrema direita australiana pede desculpas por chamas indígenas de 'primitivos'
-
Declínio da democracia nos Estados Unidos tem consequências em todo o mundo, afirma relatório
-
Japão tem mais de 100.000 pessoas com mais de 100 anos pela primeira vez
-
Arábia Saudita promete resposta firme a ataques houthis
-
'O Segredo de Widow's Bay' e 'The Pitt' triunfam no Emmy
-
Alexandre de Moraes e André Mendonça, os ministros em guerra no STF
-
Começa o Emmy nos EUA com "O Segredo de Widow's Bay" e "The Pitt" como favoritos
-
Detidos em "Alcatraz dos Jacarés" ficavam em celas do tamanho de uma cabine telefônica
-
Filho de Trump confirma que empresário russo pagou festas de seu casamento
-
Zelensky diz que Ucrânia está pronta para "medidas de desescalada"
-
Betis vira sobre Villarreal e sobe para 3º no Campeonato Espanhol
-
EUA elimina normas climáticas para usinas de energia durante reunião do G20
-
Leeds goleia Newcastle e sobe para 3º no Campeonato Inglês
-
Roma e Inter pisam no acelerador e seguem 100% no Italiano
-
Philippe Coutinho diz que espera reencontrar "paixão" pelo futebol no Santos
-
Trump chama de "farsa" alertas sobre ameaça da IA à humanidade
-
Nova York fecha 12 sites de pornografia "deepfake" com imagens de celebridades e políticos
-
Grêmio anuncia retorno do técnico Renato Gaúcho
-
Ataques russos à rede ferroviária da Ucrânia 'se intensificam', diz diretor à AFP
-
Venezuela é convidada para reuniões do G20 nos EUA sobre 'abundância energética'
-
Ministro israelense pede investigação das fontes do documentário 'NAZA'
-
Houthis atacam base saudita e Irã nega envolvimento na guerra no Iêmen
-
Maior refinaria da África abre seu capital na bolsa
-
Tottenham não relaciona Richarlison para Copa da Liga Inglesa
-
Rússia intensifica ataques contra Ucrânia e aumenta pressão sobre a Europa
-
Oasis anuncia nova turnê mundial para 2027
-
Trump diz que há uma 'conspiração doentia' contra a IA
-
Trump denuncia suposta 'conspiração doentia' contra a inteligência artificial
-
Líderes de Escócia, Gales e Irlanda do Norte afirmam 'direito à autodeterminação'
-
A inteligência artificial pode aniquilar a humanidade?
-
Cantos ofensivos a Diogo Jota geram críticas no futebol saudita
-
Atletas dos Jogos Asiáticos criticam condições de alojamentos no Japão
-
ONU pede 'ação urgente' para conter IA por riscos sem precedentes
-
Para Laura Linney, filme sobre a doença de Parkinson marcou um ponto de virada
-
Rússia minimiza ataque perto da Polônia e afirma que visa toda a Ucrânia
-
Bebês prematuros compartilham incubadora em hospital de Gaza
-
Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, encurta nome para 'Novo'
-
EUA impede presença de chefe do setor nuclear do Irã em reunião em Viena
-
Irã nega envolvimento na guerra do Iêmen
-
Líderes da Escócia, Gales e Irlanda do Norte afirmam 'direito à autodeterminação'
-
Suécia enfrenta incerteza política após eleições acirradas
-
Kennedy Center enfrenta risco de falência e fechamento, afirma Washington Post
-
Governantes europeus discutem situação do Ártico
-
Líder de extrema direita australiana provoca indignação ao chamar indígenas de 'primitivos'
-
Houthis anunciam ataques contra alvos militares na Arábia Saudita
-
Rússia quer 'intimidar' aliados da Ucrânia, afirma chefe da diplomacia da UE
-
Indonésia retoma busca de desaparecidos após naufrágio de balsa
Deslocados do Azerbaijão sonham há 30 anos em voltar a Nagorno-Karabakh
Há trinta anos - metade de sua vida - Azad Abbasov sente falta da beleza das montanhas de Nagorno-Karabakh. A vitória relâmpago do Azerbaijão sobre os separatistas armênios neste disputado enclave do Cáucaso reacendeu a esperança deste deslocado de voltar ao seu local de origem.
"É a minha obsessão", afirma este professor de 67 anos, vestido com paletó e gravata, na cidade de Terter, no Azerbaijão.
Abbasov mostra em seu celular uma vista aérea da localização de sua antiga casa. "Eu olho para ela com frequência", conta, emocionado.
Ele é azerbaijano, ou azeri, um povo xiita de língua turca, e mora em Terter, localizado a mais de uma hora de carro de seu local de origem, Umudlu, em Nagorno-Karabakh.
As lembranças daquele 28 de fevereiro de 1992, quando teve que abandonar o enclave, ainda estão vivas: a morte de seu irmão, o helicóptero de resgate derrubado e os quilômetros percorridos a pé para evacuar a área.
Após a saída do Exército soviético, a Armênia e o Azerbaijão entraram em uma guerra que deixou cerca de 30 mil mortos. Naquela época, 700 mil azerbaijanos fugiram da Armênia e de Nagorno-Karabakh, e 230 mil armênios fugiram do Azerbaijão.
Incorporado por Stálin à república soviética do Azerbaijão em 1921, com autonomia desde 1923, este território é alvo de disputas há décadas. Várias gerações pagaram o preço.
No domingo (24), várias centenas dos 120 mil habitantes de Nagorno-Karabakh, em sua maioria armênios, partiram para o exílio na Armênia.
Os separatistas anunciaram que iam entregar as armas e que os habitantes que perderam as suas casas nos últimos combates poderiam partir para esse país.
"Assim como tivemos que sair de casa às pressas em 1992, estamos prontos para voltar rápido" e abandonar Teter, os seus velhos carros Lada da era soviética e a memória onipresente da guerra, diz Azad Abbasov.
- "Animosidade" -
Da mesma forma, os deslocados entrevistados pela AFP contam que sonham em voltar a Nagorno-Karabakh. "Estamos cansados da guerra e do medo", diz Valiyeva Nazakat, de 49 anos, que perdeu o marido durante o conflito de 44 dias no outono boreal de 2020 (primavera no Brasil).
Esta ex-trabalhadora de uma fábrica de tapetes também perdeu as belas montanhas, nascentes e vinhedos da cidade de sua infância, Boyahmadli. A área foi reconquistada pelas forças do Azerbaijão, mas o acesso é controlado com rigidez. As pequenas cidades novas que surgiram ainda não são habitadas.
"Precisamos de condições pacíficas para voltar", alerta Azad Abbasov. "É necessário que a minha cidade seja libertada da forma correta, é preciso desminá-la, construir estradas, reconstruir as casas. Há muitas coisas a fazer", acrescenta.
Também será necessário superar os antagonismos que cresceram ao longo de gerações e batalhas.
"Devemos extrair as sementes da animosidade entre nós", afirma Abbasov, que menciona a questão do realojamento.
Para ele, a possibilidade de morar em uma casa que não é sua está fora de questão. "Que os armênios voltem ao seu local", repete.
Por sua vez, os armênios deslocados que fugiram do enclave no domingo recusam-se categoricamente a voltar para casa se os "turcos" - como muitos deles chamam os azerbaijanos - também voltarem.
"Tudo leva tempo, é um processo longo", opina Javid Ismayilov, de trinta anos. Mas acredita que "podemos viver uns com os outros".
Y.Aukaiv--AMWN