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Bombardeio israelense em Gaza deixa 11 mortos, entre eles três bebês, segundo Defesa Civil
Onze pessoas, incluindo três bebês, morreram em um bombardeio israelense durante a noite em um campo de refugiados em Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza, anunciou a Defesa Civil do território palestino neste sábado (3).
Mahmud Bassal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza, reportou 11 mortos "em um bombardeio que atingiu a casa da família Al Bairam no acampamento de Khan Yunis", ocorrido às 3h da madrugada.
Bsasal afirmou à AFP que oito dos mortos já foram identificados e que todos pertenciam a uma mesma família, incluindo dois bebês de um ano e um recém-nascido.
Um porta-voz do Exército israelense confirmou à AFP que as tropas lançaram um bombardeio, mas afirmaram que o ataque estava dirigido contra um "membro terrorista do Hamas", sem dar mais detalhes.
Um socorrista tirou o corpo sem vida de um bebê dos escombros, mostram as imagens captadas por um jornalista da AFP.
Faika Abu Hatab, morador de um edifício próximo, disse que "viu uma luz brilhante, depois veio uma explosão e depois a poeira cobriu tudo".
"Todas as nossas janelas ficaram destruídas, nossas casas foram destroçadas", acrescentou.
Israel retomou sua ofensiva na Faixa de Gaza em 18 de março, encerrando dois meses de uma frágil trégua com o movimento islamista Hamas, que governa o território palestino.
A guerra entre Israel e o Hamas eclodiu após o ataque sem precedentes do movimento islamista no sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.218 mortos, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP, baseada em números oficiais israelenses.
Além disso, os combatentes do Hamas tomaram como reféns nesse dia 251 pessoas, 58 dos quais seguem cativos em Gaza, entre el3s 34 que, segundo o Exército israelense, morreram.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou neste sábado que pelo menos 2.396 pessoas morreram desde que Israel retomou sua ofensiva em Gaza em março, o que eleva o número total de vítimas fatais desde o início da guerra para 52.495, em sua maioria civis, números que a ONU considera confiáveis.
Israel bloqueia desde o início de março a entrada de ajuda humanitária para Gaza, já que afirma que o Hamas desvia esses suprimentos. Além disso, as autoridades israelenses dizem que esse cerco tem como objetivo pressionar para a libertação dos reféns.
As agências da ONU instam Israel a suspender o bloqueio, já que afirmam que a população de Gaza, em torno de 2,4 milhões de pessoas, sofrem uma catástrofe humanitária.
L.Miller--AMWN