-
Mamíferos não podem ser clonados indefinidamente, revela estudo
-
Maybach entre o brilho e a viragem
-
Bloco da primeira-ministra vence eleições legislativas na Dinamarca mas sem maioria
-
Guerra no Oriente Médio não dá sinais de trégua apesar do anúncio de Trump de negociações com o Irã
-
Show de retorno do BTS teve audiência de 18,4 milhões na Netflix
-
Gauff vence Bencic e vai enfrentar Muchova nas semifinais do WTA 1000 de Miami
-
OpenAI encerra plataforma de vídeos Sora e se concentra em ferramentas profissionais
-
Petróleo cai quase 6% após EUA apresentar plano de paz ao Irã
-
Reino Unido pesquisa arquivos sobre ex-príncipe Andrew
-
Sinner vence Michelsen e avança às quartas do Masters 1000 de Miami
-
Milhares de argentinos marcham contra o esquecimento, 50 anos após o golpe
-
Toronto apresenta estádio reformado para Copa do Mundo em meio a críticas por arquibancadas temporárias
-
Chile retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet para Secretaria-Geral da ONU
-
Sobe para 69 o número de mortos em acidente de avião militar na Colômbia
-
Bloco da primeira-ministra lidera eleições na Dinamarca
-
Muchova vence Mboko e é primeira a avançar às semifinais do WTA 1000 de Miami
-
Israel assumirá controle de área extensa no sul do Líbano
-
O chavismo está 'ferido' e sendo desmantelado por ordem de Trump, diz María Corina Machado
-
Nasa suspende seu projeto de estação orbital e vai criar base na Lua
-
Seis países apostam tudo em minitorneio de repescagem no México para Copa do Mundo de 2026
-
Mohamed Salah deixará o Liverpool ao final da temporada
-
Irã e Israel mantêm ataques mútuos, apesar dos esforços para encerrar a guerra
-
Moraes autoriza prisão domiciliar temporária para Jair Bolsonaro
-
Cada vez mais apagada no cenário mundial, Itália busca soluções para seu futebol
-
Algoz de Alcaraz, Sebastian Korda cai nas oitavas do Masters 1000 de Miami
-
Ucrânia é alvo de um dos maiores ataques da Rússia em plena luz do dia
-
Americano libertado no Afeganistão após mais de um ano de detenção chega aos Emirados
-
Lukaku está fora dos amistosos da Bélgica contra Estados Unidos e o México
-
Ministro da Defesa diz que combate a gangues na Guatemala ocorre sem 'abusos'
-
Giay, do Palmeiras, é convocado para substituir Montiel nos amistosos da Argentina
-
Governo Kast retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU
-
Irã e Israel continuam se atacando apesar das declarações de Trump sobre negociações
-
Vítimas de pedofilia se deparam com muro de silêncio e impunidade na Áustria
-
Griezmann assina com Orlando City e jogará na MLS a partir de julho
-
Mercedes VLE elétrico: Preço e desempenho?
-
Israel assumirá controle de vasta área no sul do Líbano
-
Flotilha de ajuda humanitária chega a Cuba, mergulhada em crise
-
Lucas Pinheiro Braathen conquista o Globo de Cristal do slalom gigante
-
Muito velho? Juiz que preside julgamento contra Nicolás Maduro tem 92 anos
-
Maduro volta a tribunal de Nova York na quinta-feira
-
Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio
-
Bertha Navarro, a produtora que revelou Guillermo del Toro
-
Ataques russos matam cinco pessoas na Ucrânia
-
Austrália e UE fecham grande acordo comercial
-
Argentina recorda doloroso legado da ditadura, que Milei deseja revisar
-
Torcedores denunciam a Fifa à Comissão Europeia por preços elevados dos ingressos da Copa do Mundo
-
Dinamarca tem eleição legislativa acirrada; premiê é favorita para permanecer no poder
-
Pentágono endurece restrições à imprensa após sentença judicial
-
EUA vão poder deportar para a Costa Rica até 25 imigrantes por semana
-
Senado dos EUA confirma novo secretário de Segurança Interna
Drones, bombas, um magnicídio: pontos para entender a violência na Colômbia
O coquetel inclui ataques com drones, bombas e violência política. Estes são os ingredientes-chave para entender o delicado momento que a Colômbia atravessa a um ano das eleições presidenciais e em meio a negociações de paz frustradas.
Na quinta-feira (21), o país viveu um dia sangrento devido a ataques da guerrilha que deixaram cerca de vinte mortos. Um drone derrubou um helicóptero da Polícia pela primeira vez e um caminhão-bomba explodiu em plena luz do dia em uma rua movimentada de Cali, a terceira maior cidade do país.
A estes eventos se soma uma série de atentados recentes, incluindo o assassinato de um candidato presidencial, no que constitui a pior onda de violência em uma década.
Desde que chegou ao poder em 2022, o presidente Gustavo Petro aposta em negociar uma solução pacífica para o conflito com os grupos que não entregaram as armas após o histórico acordo de paz de 2016 com a guerrilha das Farc.
Segundo especialistas, os dois governos que sucederam a assinatura do pacto não conseguiram ocupar os territórios deixados pelos desmobilizados, permitindo a consolidação de outras organizações.
Analistas consultados pela AFP consideram que os ataques recentes não foram coordenados, mas refletem uma atomização dos grupos em guerra com o Estado e que disputam entre si o lucrativo espólio do narcotráfico.
"O que buscam é efetivamente colocar o governo nacional contra a parede e gerar um ambiente de insegurança que tem muito a ver com as eleições de 2026", diz Laura Bonilla, vice-diretora da fundação Paz y Reconciliación.
1.Drones
Diferentemente do uso sofisticado em guerras como a da Ucrânia, onde são registradas operações militares com drones "camicase", os guerrilheiros lançam explosivos artesanais usando drones comerciais.
São baratos, fáceis de usar, comprados pela internet e não regulamentados.
"Desde 26 de abril de 2024, quando foi registrado o primeiro ataque, até hoje, mais de 700 incidentes com drones teriam sido reportados", indicou uma fonte do Exército à AFP na quinta-feira.
As regiões infestadas por cultivos de entorpecentes no sudoeste do país e a fronteira com a Venezuela são os pontos mais afetados. Lá, o zumbido de um desses aparelhos é um sinal de alerta que assusta todos ao redor.
Embora normalmente sejam dirigidos contra forças de segurança, no meio disso dezenas de civis morreram, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Entre janeiro e maio, a organização documentou 524 vítimas de artefatos explosivos, um aumento de 145% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado especialmente pelo uso de drones.
A organização registrou, nesse período, 137 feridos ou mortos por artefatos lançados, um aumento de 342%.
Na quinta-feira, a queda de um helicóptero nas montanhas de Antioquia (noroeste) após um ataque com drone alertou para um novo nível de sofisticação. Treze policiais morreram.
O Estado não utiliza drones de combate contra os insurgentes.
2.Sem paz
Especialistas apontam para o governo direitista de Iván Duque (2018-2022) como responsável por não implementar o acordo de paz e perder o momento crucial para retomar o controle do Estado em áreas remotas onde os grupos armados são autoridade de fato.
E, depois, ao governo de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda na história do país, por uma política de paz e segurança que não funcionou.
"Essas negociações não avançaram como deveriam avançar, uma estratégia muito mal planejada desde o início, sem objetivo claro, sem prazos definidos, sem passos estruturados. Isso permitiu aos grupos continuar operando enquanto se fortaleciam", disse à AFP Óscar Palma, professor na Universidad del Rosario.
A guerra se intensifica com o combustível da cocaína, que alcança picos históricos no país que mais produz a droga.
Em 2023, a produção de cocaína disparou 53%, atingindo 2.600 toneladas anuais, segundo a ONU.
3.Eleições de 2026
A violência marca a campanha para as eleições presidenciais e revive os fantasmas dos piores anos do conflito, que, no século XX, interrompeu com assassinatos a tiros as aspirações de cinco candidatos à Presidência.
"Qualquer atentado que mate civis significa que estamos falhando na inteligência" e "também que estamos falhando nas estratégias de negociação" de paz, explica Bonilla.
O senador Miguel Uribe, candidato favorito da direita, foi morto com dois tiros na cabeça.
Seu partido, o Centro Democrático, tradicionalmente defendeu a mão de ferro contra grupos armados sob a liderança do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010).
O ex-presidente enfrenta, na primeira instância, uma condenação a 12 anos de prisão domiciliar por suborno em um caso sobre seus vínculos com violentas milícias paramilitares anti-guerrilha.
D.Sawyer--AMWN